terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
ATIVIDADES NO MÉXICO: RECEPÇÃO DA CÁTEDRA RICARDO TORRES GAITAN (IIEC – UNAM): 1 – CONFERÊNCIA MAGISTRAL SOBRE TEORIA DO DESENVOLVIMENTO E CIVILIZAÇÃO; 2 – SEMINÁRIOS SOBRE DESENVOLVIMENTO E CIVILIZAÇÃO; 3 – LANÇAMENTO DAS OBRAS REUNIDAS DE THEOTONIO DOS SANTOS; CONFERÊNCIA MAGISTRAL NOS 40 ANOS DO SEMINÁRIO SOBRE CIÊNCIA E TECNOLOGIA (PÓS – GRADUAÇÃO DE ECONOMIA E ADMINISTRAÇÃO DA UNAM) E CONFERÊNCIA MAGISTRAL SOBRE GLOBALIZAÇÃO E ALTERNATIVAS DE DESENVOLVIMENTO (CIISDER – UAT)
Recepção da Cátedra Ricardo Torres Gaitan
A Cátedra Ricardo Torres Gaitán do Instituto de Investigaciones
Economicas – IIE da Universidade Autônoma do México – UNAM foi
outorgada este ano ao Professor Doutor Theotonio dos Santos, ex –
pesquisador deste instituto e ex – diretor do Doutorado de Economia
e da Divisão de Pós – Graduação da Faculdade de Economia da
UNAM.
A Cátedra constou de uma Conferência Magistral sobre
“Desenvolvimento e Civilização” no dia 16 de fevereiro tendo
como comentarista Orcar Ugarteche, pesquisador do IIE e grande
especialista da história do sistema financeiro mundial e organizador
do Observatório Sócioeconomico da América Latina. Publicamos ao
final desta matéria o texto que serviu de base a esta palestra.
Em seguida foi apresentado o cd sobre as Obras Reunidas de Theotonio
dos Santos com a participação dos professores Carmen del Valle e
Javier Jasso que organizaram esta antologia.
O IIE promoveu nos dias seguintes duas oficinas (Talleres) dirigidas
pelo homenajeado sobre “Desarrollo y Civilización”, tema do seu
próximo livro em português pela EDUERJ e em edição digital pela
Biblioteca Virtual da CLACSO.
O Professor Theotonio dos Santos assinou nesta oportunidade o
contrato de publicação deste livro pela Editora Siglo XXI. Os
leitores podem acessar estas obras através dos seguintes links: http://ru.iiec.unam.mx/3105/ e http://biblioteca.clacso.edu.ar/ .
Sobre essas atividades foi realizado um programa de televisão do IIE
“Platicando de Economía” com o tema “Presente e perspectivas
das economias da América Latina e dos EUA”.
40 anos “Seminário Interinstitucional de Economia e
Administração da Ciência e da Tecnologia” – SEACYT (na sigla
em espanhol) da Pós – Graduação em Economia e Administração da
UNAM
Na tarde de 17 de fevereiro no edifício de Pós – Graduação de
Economia se comemorou os 40º Aniversário do “Seminário
Interinstitucional de Economia e Administração da Ciência e da
Tecnologia” – SEACYT (na sigla em espanhol), que foi criado em
1976 pelo Professor Doutor Theotonio dos Santos e Professor Doutor
Leonel Corona, o qual menteve em funcionamento este seminário mesmo
depois da volta ao Brasil de Theotonio dos Santos diante da conquista
da anistia. A conferência do convidado foi sobre “Desenvolvimento
e Civilização: Globalização, Inovação e Crescimento”.
Conferência Magistral sobre Globalização e Alternativas de
Desenvovimento
Nesta oportunidade a “Secretaría de Investigación Científica y
Posgrado” del “Centro de Investigaciones Interdisciplinares sobre
Desarrollo Regional” da “Univerdad Autónoma de Tlaxcala” –
CIISDER realizou uma Conferencia Magistral do Professor Theotonio dos
Santos sobre “Hacia una nueva fase de la Globalización y las
Alternativas de Desarrollo”.
Teoría del desarrollo y civilización (texto preliminar)
Este texto se baseou na primeira parte da intervenção do Professor
Theotonio dos Santos no Seminário “Alternative pathways to
sustainable development: lessons from Latin America”, organizado
pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e do Desenvolvimento
de Genebra.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
ACOMPANHEM AS ATIVIDADES DE THEOTONIO DOS SANTOS NA UNAM DURANTE O RECEBIMENTO DA CÁTEDRA MTRO. RICARDO TORRES GAITÁN
O Professor Theotonio dos Santos se encontra no México, onde receberá a Cátedra Mrto. Ricardo Torres Gaitán na Universidade Autônoma do México - UNAM.
As atividades podem ser acompanhadas ao vivo no site da UNAM acessando este link: http://www.iiec.unam.mx/video
Segue a programação:
As atividades podem ser acompanhadas ao vivo no site da UNAM acessando este link: http://www.iiec.unam.mx/video
Segue a programação:
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
MOBILIZAÇÃO FAZ SENADO ADIAR VOTAÇÃO DO PL QUE ABRE NOVA ONDA DE PRIVATIZAÇÕES
Reproduzo e-mail recebido pela economista doutora Ceci Juruá, que chama a atenção e a mobilização
diante de mais uma ofensiva tucana para privatizar ao máximo o
país para assim poder saqueá-lo legalmente, como faz atualmente o sistema financeiro cujos donos não aparecem
como tais nos meios de comunicação. As poucas famílias que o
controlam recebem tranquilamente a metade do gasto público e
obrigam - por lei e por exercício criminoso da "ciencia"
económica - que toda a população trabalhe para eles.Texto de Najla Passos.
Mobilização
faz Senado adiar votação
do PL que abre nova onda de
privatizações
Projeto tucano quer rever função social das empresas públicas e transformá-las em sociedades anônimas com ações ordinárias disponíveis nas bolsas.
Najla
Passos
Mobilizados
no Dia Nacional de Luta em Defesa das Empresas Públicas, os
trabalhadores das empresas estatais brasileiras conseguiram, nesta
quarta (3), evitar que o presidente do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL), colocasse em votação no plenário o Projeto de Lei
555/2015, que dá uma nova roupagem à velha aspiração neoliberal
de entregar o patrimônio público do país ao mercado, a partir da
privatização de estatais como Petrobrás, Caixa Econômica Federal
(CEF), BNDES, Embrapa e Correios, dentre outras.
Com a
articulação dos servidores, a votação da matéria, que tramita em
caráter de urgência, foi adiada para o próximo dia 16. Mas com o
carnaval absorvendo a atenção quase que exclusiva dos brasileiros,
eles sabem que o tempo será curto para que possam colocar o tema na
agenda pública e convencer os parlamentares a rechaçar a proposta
tucana, que conta com o apoio da maior parte do PMDB e até de
setores do governo.
“Nós conseguimos um fôlego extra, mas não ganhamos a guerra e precisamos continuar mobilizados”, resume o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Julio de Farias Guerra, que fez parte do grupo que passou esta quarta (3) percorrendo os gabinetes dos senadores para tentar sensibilizá-los para a importância de se retirar o caráter de urgência da matéria e discuti-la com a sociedade.
“Nós conseguimos um fôlego extra, mas não ganhamos a guerra e precisamos continuar mobilizados”, resume o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Julio de Farias Guerra, que fez parte do grupo que passou esta quarta (3) percorrendo os gabinetes dos senadores para tentar sensibilizá-los para a importância de se retirar o caráter de urgência da matéria e discuti-la com a sociedade.
“A
impressão que nós tivemos é que há, infelizmente, uma tendência
pela aprovação do projeto, mas a maioria dos senadores está mal
informada sobre o conteúdo e não sabe o quanto ele será
prejudicial ao país ou então está conivente com essa proposta,
embora afirme o contrário”, afirma.
Neoliberais
à espreita
De acordo
com Guerra, o tema começou a ser discutido pela casa a partir de um
projeto de lei apresentado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR),
em 2015, que visava dar mais transparência à gestão das estatais e
pelo qual os sindicalistas nutriram bastante simpatia. Entretanto, em
setembro do ano passado, foi incluído na Agenda Brasil proposta pelo
presidente da casa, e acabou sendo completamente desvirtuado da sua
finalidade original.
Na esteira
da instabilidade política que mobilizava as atenções para o
processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e para as
investigações da Operação Lava Jato, a tramitação ocorreu à
toque de caixa. O PL foi avaliado por uma única comissão, mista,
formada por membros do Senado e da Câmara, e, na sequência, já
disponibilizado para votação do plenário em regime de urgência.
“Como o
presidente da Comissão era o senador Tarso Jereissati (PSDB- CE),
entraram em cena também os senadores José Serra (PSDB-SP) e Aécio
Neves (PSDB-MG). O resultado foi a inversão total da proposta do
Requião. O substitutivo apresentado por Jereissati é um projeto
privatista, que visa à redução do tamanho do Estado, no melhor
estilo neoliberal”, esclarece. “Com aquele discurso fácil de que
é preciso abrir às estatais para o mercado para captar mais
recursos, eles querem acabar com empresas estratégicas para o país”,
denuncia.
Contra a
visão de estado mínimo
Presidente
da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa
Econômica Federal (CEF), Jair Pedro Ferreira também avalia que o
projeto é temerário para o país, especialmente para os mais pobres
que dependem das políticas públicas. “Nós estamos mais uma vez
lutando contra aquela visão de estado mínimo do PSDB, que acha que
as estatais não tem serventia nenhuma para o país e podem ser
entregues nas mãos do mercado”, denuncia.
De acordo
com ele, só uma Caixa 100% pública é capaz de oferecer a execução
de programas de vital importância para o povo brasileiro, como o
Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, a custos bem menores do
que os praticados pelo mercado, dada a capilaridade que possui em
todo o território nacional. “Se o banco for privatizado, não terá
mais o mesmo compromisso com a execução das políticas públicas,
porque sua finalidade deixará de ser atender a população e passará
a ser gerar lucro para seus acionistas”, explica.
Ferreira
lembra que a Caixa possui hoje 4.050 agências no país, inclusive
nas regiões mais remotas. “Hoje, a Caixa mantém uma agência-barco
na Amazônia que é deficitária, mas é a única opção de banco
para aquela comunidade. Um banco privado só vai querer manter as
agências que geram lucro. O mesmo acontece com as políticas
públicas desenvolvidas pelas outras estatais. Hoje, em uma situação
de surto, os Correios podem entregar remédios rapidamente em todo o
país. Se for privatizado, só restarão as agências lucrativas”,
exemplifica.
Seguindo o
mesmo raciocínio, Guerra faz a defesa da Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Empraba) 100% pública. “Hoje, mesmo com
déficit de funcionários, nós conseguimos realizar pesquisas
importantíssimas para garantir que tenhamos uma tecnologia
agropecuária limpa, livre de transgênicos. Se a Embrapa for
colocada à venda, quem irá comprá-la são justamente as
multinacionais de sementes, de pesticidas, que advogam um outro
modelo de agricultura. E elas só aprovaram as pesquisas que
interessam a este modelo. Nossa capacidade de resposta à sociedade
ficará comprometida”, esclarece.
Olhos de
mercado e lógica privatista
Assessor
parlamentar do Senado, especialista em Políticas Públicas e Gestão
Governamental, o advogado e professor da FGV Luiz Alberto dos Santos,
vem estudando a matéria a fundo e é categórico ao afirmar que a
proposta é muito ruim em vários sentidos.
Dentre
eles, destaca a exigência de que todas as estatais sejam
transformadas em sociedades anônimas, ou seja, disponibilizem ações
para compra e venda nas bolsas de valores, e também a falta de
especificação da função social das estatais que, a partir daí,
podem deixar de atender aos interesses estratégicos do país e ao
interesse público para se fixarem nos do mercado.
O assessor
parlamentar critica ainda o fato de que a proposta criminaliza a
atividade política e sindical, ao proibir que pessoas filiadas a
partidos políticos e sindicalistas ocupem cargos nos conselhos das
empresas. Aliás, o projeto fecha a possibilidade de participação
nos conselhos para um nicho bem restrito de executivos, a ponto de
exigir 10 anos de experiência no mercado para os postulantes aos
cargos.
Efeito
direto é o fato de que, se aprovado o projeto, nem mesmo um
acadêmico conceituado na área de atuação de determinada estatal
não poderá vir a ocupar estes postos, como ocorreu, por exemplo, em
2003, quando o economista e professor da UFRJ, Carlos Lessa, assumiu
a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES). “É um projeto com olhos de mercado e lógica
privatista”, resume.
Na luta
contra a privataria
No
movimento sindical, o repúdio ao PL 555/2015 é praticamente
consenso entre todos os sindicatos e centrais sindicais de luta.
Participam da Frente Ampla em Defesa das Empresas Públicas a CUT,
CTB, CSP-Conlutas, Intersindical, FUP, Contraf, Fanae e
representantes dos Conselhos de Administração da Caixa, BNDES,
Banco do Brasil e Chesf.
No Senado,
os trabalhadores contam com o apoio dos parlamentares mais
progressistas. Na terça (2), uma comissão formada pelos senadores
Roberto Requião (PMDB-PR), Gleise Hoffmann (PT-SC), Lindberg Farias
(PT-RJ), Fátima Bezerra (PT-RN) e o líder do PT na Casa, Humberto
Costa (PE), se comprometeram com os trabalhadores a lutar contra a
aprovação do projeto.
A
estratégia definida pelos parlamentares é apresentar ao senador
Tarso Jereissati um substitutivo construído em consenso com os
trabalhadores, que garanta principalmente a função social e
preserve o caráter público das estatais.
Créditos da foto: Pedro França / Agência Senado
Créditos da foto: Pedro França / Agência Senado
sábado, 6 de fevereiro de 2016
CONGRESO INTERNACIONAL DE GESTIÓN ECONÓMICA Y DESARROLLO
CONVOCATORIA
Estimados
colegas:
La
Asociación Nacional de Economistas y Contadores de Cuba tiene el
placer de invitarles a participar en el CONGRESO INTERNACIONAL DE
GESTIÓN ECONÓMICA Y DESARROLLO, que se realizará en el Palacio de
Convenciones de La Habana, del 16 al 19 de mayo del año 2016.
Como
parte del Congreso se desarrollará el X Encuentro Internacional de
Contabilidad, Auditoría y Finanzas, el IV Encuentro Internacional de
Administración Pública para el Desarrollo, el III Encuentro
Internacional de Cooperativismo y el I Encuentro Internacional de
Gestión y Dirección Empresarial.
En
esta ocasión se le brindará especial atención a las temáticas
vinculadas a los nuevos enfoques de la Contabilidad Financiera y
Gerencial en correspondencia con la aplicación práctica de las
Normas de Información Financiera; el papel de la Auditoría
independiente y gubernamental; la efectividad de las políticas
públicas y de la gerencia pública; el rol del cooperativismo en el
desarrollo económico; y las nuevas tendencias de la gestión y
administración empresarial, para elevar su impacto sobre el
desarrollo sostenible y socialmente responsable.
Contamos
con su participación, pues la misma contribuirá significativamente
al enriquecimiento de los debates del Congreso, los cuales
propiciarán la búsqueda de soluciones concretas a temáticas que
afectan entornos nacionales e internacionales.
Una
vez más el Comité Organizador les garantiza un espacio idóneo para
la reflexión, caracterizado por el rigor y la colaboración, así
como La Habana abre sus puertas para el disfrute de sus bondades.
Cordialmente.
Msc.
Oscar Luis Hung Pentón
Presidente
del Comité Organizador
RUY MAURO MARINI Y LA TEORÍA MARXISTA DE LA DEPENDENCIA ATRAEN EXCELENTES TRABAJOS DE JÓVENES INVESTIGADORES LATINOAMERICANOS A TRAVÉS DE CONCURSO DE CLACSO. PARTICIPÉ EN EL COMITÉ JUZGADOR CON MUCHO GUSTO.
PREMIO DE ENSAYOS (CLACSO, 2015)
Ruy Mauro Marini
Fueron premiados los ensayos de los/las investigadores/as Maribel Aponte García (Puerto Rico), Martha Cecilia Mondaca Paredes (Ecuador), Diego Martín Giller (Argentina) y Juan Cristóbal Cárdenas Castro (Chile).
Mención especial recibieron los trabajos de Fabio Luis Barbosa dos Santos (Brasil) y Yasmín Coromoto Rada Aragol (Venezuela).
El jurado estuvo integrado por: Consuelo Silva Flores (Departamento de Investigación, Universidad de Arte y Ciencias Sociales, Chile), Gerardo Caetano (Instituto de Ciencia Política, Universidad de la República, Uruguay), Jaime Estay (Universidad Autónoma de Puebla, México), Liduvina Molinier Viñales (BASE Investigaciones Sociales, Paraguay), Olga María Zarza (Centro de Estudios Rurales Interdisciplinarios, Paraguay), Theotonio Dos Santos (Universidad del Estado de Rio de Janeiro, Brasil).
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
BOLIVIA: OS RESULTADOS POSITIVOS DE UM POVO UNIFICADO SOB A LIDERANÇA DOS MAIS NECESITADOS
Companheiros: leiam com atenção. Aí não houve aumento da taxa de
juros. Nem escándalos programados. Nem presença dos órgãos
internacionais determinanado nossas políticas, nem embaixadores dos
Estados Unidos definindo nossas ações. Mas sobretudo vimos o
crescente respeito aos povos originários, sua capacidade de
trabalho, suas lutas históricas e suas reflexões sistemáticas sobre
o destino da Bolivia e da humanidade.
Gracias a ALAI por el artículo. Ayudemos a preservar el trabajo de ALAI. Un saludo también para ALBA noticias.
10 años de proceso de cambio en Bolivia:
una mirada geopolítica
Katu Arkonada
ALAI AMLATINA, 21/01/2016.-
Katu Arkonada
ALAI AMLATINA, 21/01/2016.-
Hoy aparece una
Bolivia de las luces, de los ejemplos, de las victorias y de
los optimismos y esto nos coloca en un sitial muy importante y
hay que saberlo aprovechar en el sentido colectivo del
término, que esta visibilización de Bolivia nos sirva para
apalancar un mayor crecimiento económico, presencia y
liderazgo internacional, todo apuntando al temar del mar.
Álvaro García
Linera
21 de enero de 2006: Evo Morales Ayma, en una ceremonia ancestral en Tiwanaku, es investido Apu Mallku (líder) de los pueblos indígenas de América Latina. Un día después, el 22 de enero, en la Asamblea Legislativa, fue posesionado como Presidente de la República de Bolivia. La misma secuencia se repetiría el 21 y 22 de enero de 2010 y 2015, tras ser electo Presidente constitucional esta vez ya del Estado Plurinacional de Bolivia.
21 de febrero de 2016: En 339 municipios, incluidas 11 autonomías indígena originario campesinas constituidas o en proceso, que conforman los 9 departamentos de Bolivia, se producirá un referéndum constitucional para que el pueblo boliviano de manera soberana y democrática, decida si se puede reformar parcialmente la Constitución para permitir que el Presidente Evo Morales y el Vicepresidente Álvaro García Linera puedan presentarse a la reelección en las elecciones generales de 2019.
En el plazo de un mes la revolución democrática y cultural boliviana va a vivir momentos trascendentales en su historia reciente. Por un lado, el 21 y 22 de enero se conmemora el aniversario del Estado Plurinacional y los 10 años del proceso de cambio, y un mes después, el 21 de febrero, se va a producir una votación histórica que va a simbolizar la fortaleza de la nueva democracia boliviana frente a la democracia fósil neoliberal.
El referéndum constitucional es probablemente la votación más importante que el proceso de cambio enfrenta desde la primera victoria de Evo Morales y el MAS-IPSP en diciembre de 2005. Las espadas están en alto, y la derecha boliviana, que ya logró introducir el “candado” de la no reelección durante la Asamblea Constituyente, se ha unido detrás del no en el referéndum, convenientemente financiada por el Departamento de Estado, como recientemente ha denunciado[1] el Vicepresidente Álvaro García Linera.
Es la votación más importante porque por primera vez está en juego, en primer lugar, la posibilidad de que Evo Morales no sea el candidato de las mayorías sociales en 2019; y en segundo lugar porque en caso de perder el Sí, el MAS-IPSP enfrentará el difícil reto de seguir profundizando el proceso sin que su líder nacional sea Presidente del Estado Plurinacional.
Y es que la figura de Evo trasciende los límites de un líder partidario, de un Presidente de un país, para cristalizar los sueños y aspiraciones de las clases populares, del movimiento indígena originario campesino boliviano, marginado por siglos de colonialidad. Evo sintetiza las luchas anticoloniales emprendidas por Túpac Katari y Bartolina Sisa, pero también las luchas anticapitalistas libradas durante la Guerra del Agua y del Gas. Evo lleva en su ajayu (espíritu en aymara, la fuerza que contiene tanto los sentimientos como la razón) un antiimperialismo forjado en su lucha contra la DEA y la USAID en el Chapare, contra la injerencia de la Embajada de Estados Unidos que hizo que lo expulsaran del Congreso cuando era Diputado; un anticolonialismo que le hizo convertirse en líder internacional del movimiento sindical y campesino durante la Campaña “500 años de resistencia indígena, negra y popular” que culminó en 1992, a 500 años de la invasión de Nuestra América; y a partir de esa campaña nació en 1993 la Vía Campesina, en la que Evo terminó de definir su propio horizonte anticapitalista y en favor de la soberanía alimentaria.
Es por eso que todos los grandes avances del proceso de cambio boliviano podemos situarlos en estas tres coordenadas, comenzando por una nacionalización de los recursos naturales que devolvió su soberanía al pueblo boliviano, permitiendo una redistribución de la riqueza sin precedentes en los casi 200 años de historia republicana e iniciar un proceso de transición hacia el socialismo que necesariamente pasaba por reforzar el Estado para dejar atrás el neoliberalismo y marcar las coordenadas de un horizonte anticapitalista a partir de las formas de economía estatal y comunitarias. A partir de esa base de mejora de las condiciones materiales del pueblo boliviano, se trazó también un horizonte anticolonial, que transformó los imaginarios de la sociedad y comenzó un lento pero a la vez imparable proceso de descolonización y despatriarcalización del Estado y de la sociedad, rompiendo además los viejos paradigmas y comenzando a definir ese socialismo comunitario del Vivir Bien que es la estación final de un proyecto político de liberación nacional y social, todo ello además a partir de una nueva relación con la Madre Tierra. Y como no podía ser de otra manera, Bolivia ha adoptado una sólida posición antiimperialista tanto en la política nacional como internacional, que comienza por la expulsión de la DEA, USAID y el Embajador estadounidense, y continua por la denuncia de todas las agresiones imperialistas y la defensa de la soberanía nacional de cualquier país del mundo atacado por el imperio.
Diplomacia de los Pueblos
Pero esta conciencia antiimperialista no es sino parte de una nueva doctrina de las relaciones internacionales y una nueva visión geopolítica del mundo multipolar que Bolivia viene construyendo, y que podemos definir bajo el nuevo paradigma de la Diplomacia de los Pueblos.
Son numerosas las referencias que podemos encontrar dentro de esta nueva Diplomacia de los Pueblos impulsada por el Presidente Evo y el Canciller Choquehuanca, pero queremos destacar 4:
• En primer lugar, trasladar esa recuperación de la soberanía nacional y de la dignidad del pueblo boliviano a la esfera internacional mediante la interposición en la Corte Internacional de Justicia de La Haya de la demanda para reclamar a Chile una salida al mar con soberanía. No podemos olvidar que Chile arrebató mediante una agresión bélica 400 kilómetros de costa a Bolivia, una costa además (o precisamente por eso) rica en recursos naturales como guano, salitre, bórax, cobre y plata. Pero además el sello de Evo está presente logrando unificar los intereses de una nación detrás de la demanda marítima, e incluyendo en el mismo equipo a la mayor parte de ex presidentes de Bolivia, e incluso colocando como vocero de la causa a un ex Presidente del periodo neoliberal como es Carlos Mesa. Esta unidad del pueblo boliviano, pero también la solidaridad internacional que ha recibido la causa boliviana, sería impensable con cualquier otro Presidente.
• Un Presidente que ha sido el principal impulsor de la integración latinoamericana junto a los arquitectos de la misma, los comandantes Fidel Castro y Hugo Chávez. Bolivia no solo incorporó el apellido TCP (Tratado de Comercio de los Pueblos) al ALBA, sino que ha sido un pilar importante de la constitución de la Unasur y CELAC, mecanismo de integración regional que presidirá en 2017 y a la que en palabras del propio Evo: “Todos los presidentes están convocados para participar. La mayoría asistirán, excepto Canadá y EE.UU. (...) eso también es una forma de liberarnos del dominio del imperio norteamericano”. Tampoco podemos olvidarnos del acercamiento, e ingreso, de Bolivia al Mercosur, y la posición crítica mantenida sobre el mecanismo de desintegración regional conocido como Alianza del Pacífico.
• La apuesta por la integración latinoamericana y caribeña ha venido acompañada de una profundización de las relaciones Sur-Sur. Y en este ámbito es de destacar la presidencia del G77+China ostentada por Bolivia durante el 2014 y la realización de la Cumbre del grupo de Naciones Unidas en Santa Cruz de la Sierra en junio de ese año. Trabajo y liderazgo que se vio recompensado con la nominación de Bolivia para presidir precisamente en la ONU el Comité sobre el Proceso de Reestructuración de la Deuda Soberana en el marco de la defensa de la soberanía argentina frente a los fondos buitre.
• Pero no solo Bolivia ha destacado en el ámbito de la diplomacia multilateral. La nueva Diplomacia de los Pueblos y relacionamiento Sur-Sur también se ha traducido en el plano bilateral. En este carril debemos destacar en primer lugar las inmejorables relaciones que existen con la República Popular China conducida por el PCCh y plasmadas en un impulso a la soberanía científica y tecnológica boliviana con la construcción en China del satélite Túpac Katari (TKSAT-1), primer satélite de telecomunicaciones propiedad del Estado Plurinacional de Bolivia. Tampoco podemos olvidarnos de las relaciones con Rusia, la otra potencia BRICS, país con el que se ha firmado un acuerdo para la construcción de un centro de investigación nuclear y capacitación de personal para desarrollar energía nuclear con fines no solo pacíficos, sino médicos.
Pero además de la nueva Diplomacia de los Pueblos, de Bolivia hacia el mundo, el mundo también tiene sus ojos puestos en el corazón de Sudamérica principalmente por 2 aspectos:
• Primero, la buena marcha de la economía boliviana. En un contexto de crisis del capitalismo y descenso del precio petróleo hasta mínimos históricos, Bolivia sigue creciendo en torno a un 5%, algo inédito en una América Latina que roza el 1% de crecimiento medio en 2015. A pesar de que el precio del gas está indexado al del petróleo, que en estos momentos bordea los 25 dólares el barril, la buena marcha de la economía boliviana es algo que se estudia[2] incluso en la Facultad de Economía de la Universidad de Chicago, cuna y laboratorio del neoliberalismo.
• En segundo lugar Bolivia está construyendo ante el mundo un nuevo paradigma de relación con la naturaleza. Ante un planeta que ha alcanzado sus límites de sustentabilidad, y un modelo de crecimiento que implosiona ante la necesidad de mantener la tasa de ganancia del capital, Bolivia impulsa un modelo de desarrollo que no implique crecer a costa de la explotación de los pueblos, las personas o la naturaleza. Es necesario destacar aquí la aprobación de la Ley Marco de la Madre Tierra y Desarrollo Integral para Vivir Bien, que debe convertirse en un modelo para una humanidad en la búsqueda de otro modelo de desarrollo.
• Pero todos estos avances y el aporte boliviano a la construcción de un nuevo mundo multipolar se ven amenazados por una derecha que, con la complicidad del imperialismo, quiere impulsar también en Bolivia la restauración conservadora que ha triunfado en Argentina y obtenido un éxito parcial en Venezuela. Sin olvidar la necesidad de la formación política y creación de nuevos cuadros para continuar profundizando la revolución democrática y cultural, es necesario terminar la refundación del Estado comenzada el 21 de enero de 2006, refundación que debe culminar en 2025 cuando se complete la Agenda Patriótica y Bolivia alcance una segunda y definitiva independencia donde la extrema pobreza haya sido erradicada, y se llegue a la plena soberanía económica, científica, tecnológica o cultural.
El proceso de cambio boliviano es ahora mismo, por factores tanto endógenos como exógenos, el más sólido y estable de la región. Pero para que esa estabilidad no se vea amenazada, es necesario el triunfo del Sí en el referéndum del 21 de febrero. Ese triunfo no solo permitirá que Evo y Álvaro puedan volver a ser los candidatos del pueblo en 2019, sino que será un soplo de aire fresco para el proceso de cambio continental, que debe volver a tomar impulso tras las derrotas electorales en Argentina y Venezuela.
- Katu Arkonada es diplomado en Políticas Públicas. Ex asesor del Viceministerio de Planificación Estratégica y de la Cancillería de Bolivia. Miembro de la Red de Intelectuales en Defensa de la Humanidad.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
RESENHA CRÍTICA DO LIVRO TEORIA DA DEPENDÊNCIA: BALANÇOS E PERSPECTIVAS
Revista Passagens publica uma resenha sobre do livro Teoria da Dependência: Balanços e Perspectivas, Volume 1 das Obras Escolhidas de Theotonio dos Santos, Florianópolis,
Editora Insular, de minha autoria. A resenha levanta problemas
importantes para o entendimento da situação atual da América
Latina e do Brasil em particular. Vejam a resenha no link:
THEOTONIO DOS SANTOS RECEBE A CÁTEDRA “MAESTRO RICARDO TORRES GAITÁN”
UNIVERSIDAD
NACIONAL AUTÓNOMA DE
MÉXICO
INSTITUTO
DE INVESTIGACIONES ECONÓMICAS
2016
PROGRAMA
Martes
16 de febrero de 2016
Auditorio
“Maestro Ricardo Torres Gaitán”
10:00
horas
Ceremonia
de instalación y entrega de la
Cátedra Maestro Ricardo Torres
Gaitán
Dr.
Leonardo Lomelí Vanegas, Secretario
General de la UNAM
Dr. Domingo Alberto Vital Díaz, Coordinador de
Humanidades
Dra. Verónica Villarespe Reyes, Directora del
IIEc
10:30
horas
Dr.
Theotonio dos Santos
CONFERENCIA
MAGISTRAL: Teoría del Desarrollo
y Civilización
Comentarista:
Oscar Ugarteche (IIEc)
Moderadora:
María del Carmen del Valle (IIEc)
13:00
horas
Presentación
de las OBRAS REUNIDAS DE
THEOTONIO DOS SANTOS
COMPILADORES:
María del Carmen del Valle
(IIEc)
y Javier Jasso Villazul, (Facultad de
Contaduría y Administración,
UNAM)
TALLERES
Sala
“Mtro. Fernando Carmona de la Peña” (junto a la
dirección del
IIEc)
Con
la participación de académicos de la UNAM
y de
otras instituciones académicas
Miércoles
17 de febrero
11:00
a 13:00 horas
Taller
I Discusión sobre el tema de la Cátedra:
Desarrollo y Civilización
Theotonio
dos Santos
Comentarista:
Juan Arancibia (IIEc)
Moderadora:
Berenice Ramírez (IIEc)
Jueves
18 de febrero
11:00
a 13:00 horas
Taller
II Discusión sobre el tema de la Cátedra:
Desarrollo y Civilización
Theotonio
dos Santos
Comentarista:
Raúl Ornelas (IIEc)
Moderador:
Javier
Jasso Villazul (Facultad de
Contaduría y Administración)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
CONTINUA AVANÇANDO A RETOMADA DA TEORIA DA DEPENDENCIA
O PCB se aproxima da teoria da dependencia com artigo
sobre Ruy Mauro Marini.
É
importante esta "descoberta" um pouco tardia da teoria da
dependencia. Como se pode ver no meu llivro sobre a teoria da
dependencia (edição recente ampliada da editora insular) avançamos
muito na elaboração de uma teorIa do sistema mundial que completa a
a teoria da dependencia. Temos que articular profundamente a lógica
da economia y política mundial com a lógica das áreas dependentes
e suas economias subordinadas que vêm desenvolvendo mecanismos de
participação das mesmas na direção de uma nova ordem econômica
mundial, É necessário portanto superar um enfoque puramente local
para estar à altura das mudanças em curso num processo planetário
extremamente amplo e profundo. São vários os grupos de trabalho que
estão buscando uma retomada sistematica da "teoria marxista da
dependencia" tendo o Ruy como um dos seus principais
formuladores.
Dependência
e Revolução Socialista: a contribuição de Ruy Mauro Marini
Eduardo
Serra1, Ricardo Costa2, Rodrigo Castelo3
Ainda
pouco conhecido no Brasil, Ruy Mauro Marini foi um dos maiores
críticos do nacional-desenvolvimentismo. O resgate da sua obra e
militância é uma necessidade teórico-política para os comunistas
brasileiros, hoje envoltos na luta contra uma nova etapa do
capitalismo dependente, que alguns analistas chamam de
neodesenvolvimentismo.
Nascido
em 1932 em Barbacena, Minas Gerais, transferiu-se para o Rio de
Janeiro em 1950, tendo estudado no curso de Direito na UFRJ, não
concluído, e depois na Escola Brasileira de Administração Pública,
ligada à Fundação Getúlio Vargas, onde teve contato com as ideias
desenvolvimentistas da CEPAL (Comissão Econômica para a América
Latina, ligada à ONU). Em 1958, obteve bolsa de estudos para cursar
o Instituto de Estudos Políticos da Universidade de Paris.
No
contexto mundial das lutas de libertação na Ásia e na África, as
teorias do desenvolvimento, em voga nos Estados Unidos e nos centros
europeus, começaram a se revelar a ele verdadeiramente como forma de
mistificar a exploração capitalista e como instrumento de
domesticação dos povos oprimidos do Terceiro Mundo. Com isso,
Marini, influenciado pelas ideias marxistas, afastava-se das
perspectivas apontadas pela CEPAL, segundo a qual seria possível aos
países da América Latina avançarem no rumo de um capitalismo
nacional autônomo, com vistas à superação do “atraso”
econômico decorrente das trocas comerciais desiguais entre os países
da periferia e as nações capitalistas desenvolvidas (produtos
primários por produtos industriais).
As
ideias desenvolvimentistas ganharam força no Brasil na década de
1950, impulsionadas pela crescente urbanização e se refletiram na
política adotada pelo governo Juscelino Kubitschek, sintetizada no
Plano de Metas, pelo qual se dava vazão ao impulso industrialista
principalmente pela implantação da indústria de bens de consumo
duráveis, além da expansão da infraestrutura. Mas a opção de JK
pela ampla abertura ao capital estrangeiro acabava pondo por terra a
defesa do “capitalismo nacional autônomo”, projeto que faria
convergir os interesses da burguesia e da classe trabalhadora, por
meio de uma forte distribuição da renda. A burguesia brasileira se
tornou, de fato, sócia minoritária do capital internacional. Os
resultados do processo, já no início dos anos 1960, consolidaram
fatores como a alta concentração de renda e a dependência em
relação aos países centrais.
As
avaliações acima sobre o capitalismo brasileiro, divergentes das
teses então dominantes no interior da esquerda brasileira, seriam
difundidas pelo grupo político e intelectual de que Ruy Marini fez
parte. Ainda na França, Marini entrou em contato com o grupo que
editava, no Brasil, a revista Movimento Socialista, da
juventude do Partido Socialista, que, mais tarde, formaria a
Organização Revolucionária Marxista - Política Operária (POLOP).
Este agrupamento político, com bases no Rio, São Paulo e Belo
Horizonte, seria a expressão de uma esquerda revolucionária que
discordava das teses nacional-democráticas do PCB e defenderia, de
forma isolada nos anos 1960, a bandeira estratégica da Revolução
Socialista no Brasil, sem a etapa democrático-burguesa.
Voltando
ao Brasil em 1960, dois anos depois Marini foi convidado para dar
aulas na recém-fundada Universidade de Brasília, onde conviveu com
André Gunder Frank, Theotônio dos Santos e Vânia Bambirra, os dois
últimos também membros da POLOP. Ali nascia a chamada Teoria da
Dependência, fazendo frente às teses dualistas (atraso x
desenvolvimento) presentes tanto nas análises dos partidos
comunistas quanto da CEPAL a respeito da realidade latino-americana.
A nova teoria rejeitava categoricamente a ideia do desenvolvimento
capitalista para superar o atraso econômico dos países periféricos,
afirmando, pelo contrário, que a dependência da América Latina ao
imperialismo somente ocorreria com a supressão das relações de
produção capitalista, não com a sua expansão.
Com
o golpe de 1964, Marini foi para o México e para o Chile, retornando
ao México após a derrubada do governo socialista de Allende. Neste
período, produziu textos fundamentais para a compreensão de suas
teses, como Subdesenvolvimento e
Revolução (1969) e Dialética
da Dependência (1973), onde aparece
o conceito de superexploração do
trabalho, que parte da ideia segundo
a qual as perdas de mais-valia sofridas pelas burguesias
latino-americanas em virtude do intercâmbio desigual levam-nas a
“agudizar os métodos de extração do trabalho excedente”, pela
combinação de baixos salários com a intensificação do trabalho,
muitas vezes obtida com a extensão das jornadas.
As
formulações de Marini foram criticadas por autores como José Serra
e F. H. Cardoso, que o acusavam de “combater moinhos de vento e
remar contra a corrente”, dado que, na opinião destes, o
capitalismo se desenvolvia pela introdução de tecnologias, somente
disponíveis nos países centrais. Também defendiam a entrada de
capital estrangeiro como forma de superar a crise do início dos anos
1960, identificada por eles como uma crise do capitalismo nacional.
Por outro lado, Ruy Marini e outros autores marxistas viam a crise no
Brasil e na América Latina como uma crise de acumulação
capitalista, reforçada pela vinculação ao capital estrangeiro,
materializada na presença das empresas transnacionais. Estas
buscavam, nos países periféricos, um sobre-lucro, que, gerado pela
superexploração do trabalho, só fazia agravar as desigualdades
sociais.
Na
década de 1990, escrevendo sobre a nova fase do capitalismo mundial,
marcada por uma nova divisão do trabalho, pelo aumento da taxa de
exploração nos países centrais e pela criação das chamadas
empresas globais, Marini identificou o aumento do nível
tecnológico dos países periféricos, mantida a subordinação às
matrizes. Ao verificar também o correspondente aumento da taxa de
exploração no Brasil, que tornava o mercado interno extremamente
limitado, dada a elevada concentração da renda existente no país e
as elevadas taxas de exportação e importação, Marini constatou
que, naquele período, as burguesias locais, já associadas
diretamente à burguesia internacional, buscavam o aumento da
acumulação pela expansão das empresas baseadas no Brasil para o
exterior sem a internalização da mais-valia obtida, chamando esse
processo de subimperialismo.
Cabe
lembrar que, no poder, Fernando Henrique Cardoso, conciliando com as
oligarquias brasileiras, operou um “ajuste” na dependência,
retirando mais direitos dos trabalhadores e criando todas as
facilidades para a entrada de capital externo, na forma de
privatização de empresas públicas e investimentos financeiros.
Os
rumos trilhados na economia brasileira, ao longo dos governos Lula e
Dilma (que se assumem “neodesenvolvimentistas”), não se
afastaram, no essencial, do modelo da dependência e mantiveram a
expansão para o exterior das empresas sediadas no Brasil. Nesse
sentido, é extremamente atual a contribuição de Ruy Mauro Marini,
para o entendimento e a reflexão sobre o quadro atual e a tomada de
posição dos comunistas.
1
Eduardo Serra é professor da UFRJ e Membro do Comitê Central do PCB
2 Ricardo Costa é professor da Faculdade Santa Dorotéia e membro do
Comitê Central do PCB
3 Rodrigo Castelo é professor da UNIRIO e militante do PCB
Assinar:
Postagens (Atom)


