sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Para frente ou para trás

A política internacional brasileira dos últimos 12 anos trouxe uma esperança impressionante para os povos que buscam sair da condição de subordinação.

Theotonio dos Santos (*)

Daqui do México, tenho a impressão de que o mundo está muito preocupado com o que passa no Brasil. Em contato com muitos amigos de vários países em um Congresso Internacional em que participo e no hotel que comparto com os membros de uma reunião da OEA tenho a oportunidade de sentir a preocupação generalizada com o processo eleitoral brasileiro. A política internacional brasileira dos últimos 12 anos trouxe uma esperança impressionante para os povos que buscam sair da condição de subordinação e dependência, particularmente os latino-americanos.

 
Para eles, o Brasil parece ter-se alinhado entre os protagonistas da política internacional representando os interesses da região. Contudo, está muito claro que os setores mais poderosos que controlam a imprensa e os meios de comunicação não veem com bons olhos este novo quadro internacional. Eles não querem mais poderes autônomos no mundo que ate agora controlavam. Por isto se pode observar um súbito alento para estes senhores com a perspectiva de volta ao governo do PSDB no Brasil. Podemos contar com todo tipo de acoes para garantir esta alternativa.

México é um lugar privilegiado para observar este fenômeno. Neste momento, as forcas hegemônicas do sistema mundial veem no México uma alternativa para disputar – pelo menos na America Latina - este protagonismo do Brasil. É impressionante constatar a diferença de tratamento para com o governo mexicano enquanto movem uma guerra psicológica no Brasil há mais de um ano na busca da derrota do PT. Vejam os leitores algumas pérolas deste tratamento:

México mantem uma das mais baixas taxas de crescimento nos últimos 12 anos (1,5%) mas melhorou para 2,4% em 2014, segundo previsões que se entusiasmam com a possibilidade de um 3,5% em 2015. Todos conhecemos o fracasso das previsões do FMI, mas no Brasil se fala de um “fracasso” do governo do PT com taxas de crescimento muito superiores durante o mesmo período.

Quanto ás previsões, não são muito diferentes para os próximos anos. Mas, segundo o FMI, o México tem a vantagem de estar em “livre” associação com os Estados Unidos que estaria se recuperando da brutal crise que jogou para baixo a economia mexicana de 2008 até o ano passado pelo menos. Querem que o México assuma a liderança de uma tal de Alianca do Pacífico e aprofunde a subordinação que vem tendo com os Estados Unidos (com baixo crescimento, moeda em desvalorização, endividamento igual ao seu PIB, déficit fiscal e comercial permanente sem saída estrutural á vista).

México tem déficit fiscal há muito tempo, enquanto o Brasil tem superávit fiscal por pressão destas mesmas forcas políticas. Incrível, os reis dos “superávits” fiscais que nos impedem de investir e atender as necessidades de nossos povos, revelam uma disposição impressionantemente positiva com o novo governo do México. O departamento fiscal do FMI nos surpreende com as seguintes ponderações: “É legítimo que México utilize o déficit fiscal quando se tem momentos de baixo crescimento e, sobretudo, quando se usa para facilitar a acomodação orçamentária de reformas estruturais como as que se concretaram”

Em palavras mais simples para o leitor entender de que se trata com estas afirmações que aparentemente se colocam contra toda a teoria que manejam estes órgãos neoliberais: o México acaba de PRIVATIZAR O PETRÓLEO, havendo sido o primeiro pais da região a criar o monopólio estatal do petróleo no início da década de 1940, logo, tem direito a tudo. Para os amigos dos decadentes donos privados do petróleo mundial tudo vale. O FMI está pronto para voltar a meter-se no Brasil e ajudar a completar a obra privatizadora dos dois governos do PSDB. No fundo, este duplo tratamento que notamos aqui são partes da mesma política.

Querido leitor, seja qual seja sua origem social, étnica e de gênero: No Brasil estão jogando suas cartas duas correntes mundiais:

Uma que se coloca do lado de uma tentativa de “ELIMINACAO” da pobreza, de uma democracia participativa, apoiada na sociedade civil organizada, da soberania de todos os povos para defender suas riquezas naturais e só explorá-las de acordo com as melhores condições de vida dos povos afetados pela sua exploração, do planejamento do desenvolvimento humano e sustentado de todos os povos, da verdadeira liberdade de opinião e de informação, da associação cooperativa de todos setores sociais e de todos os povos, sobretudo dos povos latino-americanos e caribenhos organizados na CELAC, na UNASUL, na ALBA, na Comunidade Andina e particularmente no MERCOSUL que transformou profundamente o comércio brasileiro e a dinâmica da relação brasileira com o mundo americano. Este enfoque se entronca com a crescente unidade dos BRICS ( Brasil, Russia, India, China e África do Sul ) que abre caminho para uma nova economia mundial. Este é o novo BRASIL que a aliança de forcas comandadas pelo Partido dos Trabalhadores está tentando avançar no nosso país com um forte apoio de forcas sociais mundiais que estão em plena ofensiva no mundo.

Do outro lado, estão as forcas que respondem aos interesses do grande capital internacional e dos Estados Nacionais, partidos e grupos sociais que os apoiam e seguem. Eles são terrivelmente poderosos, mas como seus interesses entram em contradição com a grande maioria da humanidade não podem exercer este poder impunemente. Claro que lhes interessa sobretudo controlar a opinião pública mundial com o domínio monopólico dos meios de comunicação para impor a versão adoçada das vantagens do seu mundo. Eles utilizam como instrumento privilegiado desse controle as “guerras psicológicas” que visam criar o ódio contra as forcas do avanço da humanidade e o progresso.
 
Eles comandam a maioria dos órgãos de poder mundial para sustentar a economia mundial desigual e combinada que impõem sobre o conjunto do mundo. Mesmo assim não podem impor totalmente suas idéias e seus interesses. Exemplo disto é a decadência do Grupo dos 7 que pretendeu comandar a economia mundial a serviço da Trilateral, organização criada pelos grandes grupos econômicos internacionais dos Estados Unidos, Europa e Japao. Atualmente eles estão em plena decadência enquanto os povos que eles pretenderam deter estão em ascenso . Estados Unidos assiste sem entender, a China passar o seu Produto Interno

Bruto em 2014. Alemanha e Japao - que disputavam o segundo lugar entre os maiores PIBs do Mundo - lutam para não cair mais diante do avanço do PIB da India. Franca, Italia e Inglaterra lutam para manter os próximos lugares diante do crescimento do Brasil, da Turquia, da Russia e outras potencias emergentes. Eles estão em plena decadência e querem levar consigo os povos sobre os quais exercem uma influencia decisiva baseado nos seus colaboradores e agentes no interior de quase todos os países do mundo. Mas não se enganem. Eles não tem quase nada a oferecer aos povos, principalmente os mais pobres. O grupo que quer voltar ao poder são os mesmos que privatizaram a preco de banana as principais empresas estatais do pais para consumir entre eles mesmos as sobras desta operação de corrupção generalizada.

Agora querem fingir que estão do lado da Petrobrás que não puderam privatizar totalmente mas não se iludam: estão lutando violentamente para controlar o petróleo do Brasil que surpreendeu o mundo com o pré-sal, resultado do esforço tecnológico da universidade brasileira. Eles necessitam de um governo que os ajude a dominar toda esta riqueza. O PSDB já mostrou de que lado está. Voce vai permitir isto?

(*) PREMIO MUNDIAL DE ECONOMISTA MARXIANO (2013) DA WORLD ASSOTIATION FOR POLITICAL ECONOMY(WAPE).

 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Denúncia do Golpe Eleitoral contra a reeleição de Dilma Rousseff no Brasil

Intelectuais e dirigentes de organizações populares fazem denúncia acerca de uma grave ingerência do imperialismo para manipular as eleições em nosso país. Some sua assinatura clicando no link ao final da nota.


Trabalhadores e trabalhadoras brasileiros,


Estamos diante da mais grave ameaça à nossa jovem democracia, desde o final da ditadura civil-militar na década de 80. Como no período que antecedeu ao Golpe de 1964, podemos observar grandes articulações que, neste momento, confluem para uma manipulação eleitoral antipopular que busca, com a candidatura de Aécio Neves, colocar novamente nosso país sob a administração direta do capitalismo financeiro, mais especificamente do imperialismo norte-americano.

Os trabalhadores e trabalhadoras de nosso país que, como Tiradentes, acreditam no direito que temos de decidir os rumos de nossas vidas livres de ingerências e intervenções estrangeiras, devem estar alertas e prontos para rechaçar o golpe eleitoral que a direita colocou em execução.

Que ninguém tenha dúvida, não se trata apenas de enfrentar as oligarquias mais atrasadas e reacionárias, que dominam nosso país desde 1500, mas de resistir às ações do imperialismo que efetivamente dirige diretamente as ações de desestabilização no Brasil.

As eleições presidenciais de 2014 se converteram em um campo de batalha no qual se uniram para aplicar um Golpe Eleitoral os grandes empresários, os banqueiros, a grande imprensa e outros setores, nos quais as agências de espionagem e desestabilização dos Estados Unidos, como a CIA e a NSA, infiltram-se fortemente nos últimos anos.

As ações de espionagem contra o Brasil e mais especificamente contra a presidenta Dilma e contra a Petrobras, reveladas no vazamento de documentos da NSA, não eram apenas por concorrência econômica, como muitos afirmam. Essas ações tinham o objetivo de preparar o terreno para impedir a manutenção, em nível federal, de um governo de tendências antineoliberais.

Fez parte dessas ações a ascensão de Marina Silva à candidata presidencial, visando impedir uma vitória de Dilma já no primeiro turno. O respeitado professor e especialista em relações internacionais, Moniz Bandeira, testemunha direta e viva de diversas manobras da direita, como o Golpe de 1964, em carta aberta ao presidente do PSB, Roberto Amaral, relata ter inclusive enviado um alerta a Eduardo Campos, que deveria se prevenir. Sua experiência lhe dizia que uma ação desse tipo já era esperada e que Marina Silva não aceitaria ser apenas vice de Eduardo.

Conforme denunciado pelo professor Theotonio dos Santos, Marina Silva, que substituiu Campos como candidata do PSB, objetivamente cumpre o papel de instrumento do imperialismo, articulada, junto a Fernando Henrique Cardoso, no Diálogo Interamericano, instituição fundada em 1982 e que, segundo texto em seu site, reúne “100 ilustres de todo o continente americano, incluindo políticos, empresários, acadêmicos, jornalistas e outros líderes não-governamentais.”  Essa organização existe para atacar as democracias latino-americanas e foi uma das articuladoras dos recentes Golpes de Estado em Honduras e no Paraguai.

Devido ao rechaço popular às ditaduras que os Estados Unidos instauraram e mantiveram em toda a América Latina, na segunda metade do século 20, as classes dominantes não encontram apoio suficiente, nem na sociedade, nem nas Forças Armadas, para um novo Golpe Militar. Por isso, o imperialismo busca realizar um Golpe Eleitoral através de três frentes: guerra econômica, guerra midiática e  intervenções a partir de suas infiltrações na Policial Federal e em setores do judiciário.

Guerra Econômica


No final do ano passado, a presidenta Dilma, em sua mensagem de encerramento de ano disse:

“Se alguns setores, seja porque motivo for, instilarem desconfiança, especialmente desconfiança injustificada, isso é muito ruim. A guerra psicológica pode inibir investimentos e retardar iniciativas.”

A guerra psicológica é apenas uma parte de um movimento maior de guerra econômica que deve ser denunciada. Os economistas Passos, Cardoso e Brandes do DIEESE em um texto intitulado “A queda dos investimentos privados na economia brasileira nesse início de 2014”demonstram que uma taxa negativa de investimento de 2,1% no primeiro trimestre de 2014 significa que os grandes capitalistas, principalmente os de São Paulo, abstiveram-se de reinvestir o capital acumulado no ciclo anterior.

Sem qualquer compromisso com o país, eles transferiram seus investimentos para os títulos da dívida pública dos Estados Unidos na esperança de que um baixo crescimento do PIB rendesse manchetes ruins ao governo e o forçasse a tomar medidas antipopulares em pleno ano eleitoral.

Não podemos nos esquecer também do efeito da falta d'água em São Paulo, estado governado pelo PSDB de Aécio e Alckmin, que praticamente desacelerou a construção de novos empreendimentos nos últimos meses.

Outra faceta da aplicação desta Guerra Econômica nestas eleições é a manipulação do mercado através das bolsas de valores, ao sabor da conjuntura eleitoral. As repentinas e acentuadas quedas e recuperações, às vezes em um mesmo dia, de ações de grandes empresas, inclusive estatais, buscam criar fatos políticos que favorecem o candidato do imperialismo, além de operarem uma transferência de recursos das mãos dos pequenos e médios investidores para os grandes especuladores.

Um dos responsáveis por esses crimes é o megaespeculador George Soros, patrão de Armínio Fraga, indicado por Aécio Neves para assumir o Ministério da Fazenda. George Soros é conhecido por financiar ações de desestabilização em todo o mundo. Recentemente admitiu, sem o menor pudor, sua responsabilidade nos eventos que explodiram na Guerra Civil da Ucrânia, que já vitimou milhares de pessoas, principalmente civis. Soros afirmou em entrevista recente: "Criei uma fundação na Ucrânia antes de que se independizasse da Rússia. E a fundação tem operado desde então e jogou um papel importante nos acontecimentos atuais".

Os interesses dos Estados Unidos estão tão bem representados em Armínio Fraga, indicado por Aécio, que o ex-secretário do Tesouro americano Timothy Geithner chegou a indicar seu nome ao presidente Barack Obama para dirigir o FED (Banco Central dos Estados Unidos).

Recentemente, Armínio Fraga criticou a política de aumento de salário mínimo, que saltou de 86,21 dólares, em 2002, quando Lula assumiu seu primeiro mandato, para 305 dólares em 2014 (valores convertidos do real). Para ele, os salários devem ser arrochados e o orçamento público e os gastos sociais, reduzidos.

Todos se lembram do que representou o governo de FHC, no qual Armínio Fraga era presidente do Banco Central, para os níveis de salários, emprego e de escolaridade de novo povo.

Guerra Midiática


A grande imprensa burguesa, mais destacadamente seu maior representante, as Organizações Globo, repetem sua atuação das vésperas do Golpe de 1964. Martelam o dia inteiro manchetes sobre corrupção e inflação, seguindo exatamente o mesmo script utilizado para derrubar o Presidente João Goulart. Dilma é atacada como Jango foi pelas mesmas 9 famílias que detêm os monopólios de comunicação em nosso país.

Essa imprensa reacionária demonstrou seu poder ao intervir diretamente, com coberturas descaradas, sobre os eventos de junho do ano passado, convertendo os protestos contra o aumento do preço das passagens em uma nova “Marcha com Deus pela Família e Propriedade”, organizada pelas senhoras ricas contra o governo de Jango 64. Com a constante cobertura e exposição, eles criaram agora o fenômeno dos Black Block, tentando criar um clima de desestabilização, além de introduzirem bandeiras conservadoras entre as pessoas que estavam nas ruas.

Contudo, esses meios privados foram desmoralizados após o fracasso de sua campanha contra a realização da Copa do Mundo no Brasil, na qual previam um clima de caos total. A organização e a realização da Copa superou outras edições realizadas na Europa. De maneira cínica, esses meios passaram a tentar associar o governo com a derrota no gramado contra a Alemanha.

A ilustrativa pesquisa realizada pelo Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública, formado por pesquisadores da UERJ, divulgada no site Manchetômetro, demonstra claramente o bombardeio contra Dilma, por conta da desproporcionalidade em matérias negativas.

Essas ações midiáticas, de eficiência limitada entre a classe trabalhadora, busca deixar a classe média histérica e acaba promovendo uma onda de ódio racial e social. Fernando Henrique Cardoso, líder maior do PSDB, claramente  atiça esse clima ao dizer que os eleitores de Dilma são ignorantes por ela ter vencido no Nordeste.

As infiltrações no Judiciário e na Polícia Federal

A terceira grande articulação da tentativa de Golpe Eleitoral em curso envolve setores do Poder Judiciário que, ao aplicarem uma política de “dois pesos e duas medidas”, buscam mudar a correlação de forças entre o PT e o PSDB em nosso país.

O maior escândalo da história recente desse país, não apenas de corrupção, mas de entreguismo, de traição nacional, foram as privatizações das grandes empresas brasileiras como a Vale do Rio Doce e a Telebras, episódio conhecido como Privataria Tucana.

Durante o governo Fernando Henrique, todos que exerceram a presidência do Banco Central foram envolvidos em escândalos, alguns foram condenados, mas ninguém foi preso. Gustavo Franco foi responsável pelo PROER, que destinou bilhões para bancos quebrados. Seu sucessor Francisco Lopes ficou famoso por suas íntimas relações com Cacciolla do Banco Makra, que levaram os cofres públicos a um prejuízo bilionário   durante a mega desvalorização do real após a reeleição de FHC. Nomeado em seguida, Armínio Fraga elevou a taxa de juros do país para 45%, transferindo imediatamente bilhões para os banqueiros.

Enquanto os principais quadros do PT paulista foram presos e tiveram seus direitos políticos caçados, não podendo concorrer às eleições, o Mensalão do PSDB, o original, criado em Minas Gerais, durante o governo de Eduardo Azeredo não foi sequer julgado. Esta foi a origem do valerioduto tucano, esquema de financiamento irregular de campanhas, criado por Marcos Valério, ligado aos tucanos.

A anulação, por parte de Gilmar Mendes, juiz carnalmente vinculado ao PSDB, da decisão unânime do TSE, por 7 a 0, de conceder direito de resposta ao PT na Revista Veja é apenas  uma demonstração a mais do compromisso de setores do judiciário com o retorno das velhas oligarquias ao poder.

Com relação às recentes manchetes contra a Petrobras, pautadas a partir de seleções do depoimento de dois bandidos que chegaram à empresa pelas mãos do PSDB, o Conselheiro Nacional do Ministério Público, professor Luiz Moreira, realizou uma grave denúncia contra a“tentativa de interferência na disputa eleitoral (…) Há uma engenharia responsável pelo vazamento que seleciona criteriosamente que partes devem ser divulgadas e o momento adequado para que o vazamento chame mais atenção e cause mais impacto nos eleitores (…) Cria-se a sensação de que estamos num vale-tudo e que o sistema de justiça além de imiscuir-se na disputa eleitoral também não tem compromisso com a ordem jurídica.”

Sem meias palavras, trata-se de uma tentativa de Golpe Eleitoral que se utiliza de uma cobertura de pseudolegalidade similar à utilizada no Golpe que removeu Fernando Lugo da presidência do Paraguai.

As intervenções do imperialismo têm como objetivo impedir o surgimento de um mundo multipolar


Mas, a mais contundente prova das ações de desestabilização que estão em curso, que não pode deixar nem os mais incautos tranquilos é a própria ação do imperialismo pelo mundo. Estamos indo às urnas em meio a diversas guerras que sangram todos os cantos do planeta.

Quem conhece história e acompanha a intensificação dos conflitos em todo o mundo, não pode deixar de relacionar essas eleições com a conjuntura internacional.

A Crise do Capital e seus desdobramentos, após sua contundente manifestação em outubro de 2008, voltou a colocar em xeque o mundo unipolar que surgiu após a Guerra Fria. A perda de influência dos Estados Unidos se acentuou em todo o mundo e propiciou o surgimento de diversos blocos contra-hegemônicos, como a CELAC e os BRICS, que apontam para uma nova geopolítica e para um mundo multipolar.

Quando Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os BRICS, reuniram-se em Fortaleza com os 33 países latino-americanos e caribenhos que formam a CELAC, logo após a Copa do Mundo, e adotaram medidas concretas contra a hegemonia norte-americana, como a criação de um banco internacional, os Estados Unidos decidiram intensificar suas ações para minar essa aliança.

A lista de ações desse tipo do Imperialismo é gigantesca. Somente nos últimos anos, durante o governo Obama, podemos destacar, longe de citar todos os casos:

Afeganistão: ocupação militar e desestabilização; América Latina: Criação da Aliança para o Pacífico para confrontar o Mercosul;Argentina: ação dos fundos abutres e pressão do Clarin; Bahrein: repressão contra os xiitas; Bielorrússia: manifestações contra Lukashenko; Bolívia: Bloqueio do avião de Evo Morales; Brasil: ações fascistas durante junho de 2013; China: estímulo ao separatismo;Coreia do Norte: constantes provocações e ameaças militares; Costa do Marfim: golpe de Estado contra o presidente Laurent Gbagbo;Cuba: bloqueio, desestabilização e criação da rede social Zunzuneo; Egito: "Primavera Árabe", condução ao poder e depois derrubada da Irmandade Muçulmana; Equador: tentativa de golpe contra Correa; El Salvador: introdução de armas ilegais que caem nas mãos dos grupos de extermínio causadores da violência no país; Rússia: grupos terroristas do Cáucaso; Haiti: indicação do presidente Martelly anos após golpe de Estado; Honduras: Golpe de Estado contra Zelaya; Hong Kong: Occupy central para atingir a China; Iêmen: constantes ataques de drones; Irã: desestabilização, assassinato de cientistas e bloqueio; Iraque: ocupação militar e criação do Estado Islâmico; Líbia: bombardeios, financiamento de mercenário e assassinato de Gadaffi; Mali: guerra civil após desestabilização da Líbia; Palestina: financiamento e armamento do estado racista de Israel; Paquistão: desestabilização e constantes ataques de drones; Paraguai: Golpe de estado contra o presidente Lugo; Quirguistão: Insuflação de conflitos étnicos e divisão do país para manter a Base Aérea de Manas; Síria: criação do Estado Islâmico e guerra civil no país; Somália: desestabilização através de radicais mercenários; Sudão: separatismo e criação Sudão do Sul para repartir petróleo; Tunísia: "Primavera Árabe"; Ucrânia: Golpe e chegada ao poder de grupos nazistas; Uganda e Quênia: caso "Kony" e militarização da região; Tailândia: Golpe de Estado; União Europeia: desestabilização do euro; Venezuela: tentativa de golpes com o não reconhecimento das eleições e sabatogens econômicas.

Resistir à direita, é, nesta conjuntura eleitoral, ser revolucionário


Neste momento um retrocesso tático (processo eleitoral brasileiro) pode significar um retrocesso estratégico em todo o continente latino-americano, ao aumentar a pressão do imperialismo que busca destruir os processos de mudanças e as conquistas obtidas pelos povos das regiões. O sonho do imperialismo é  utilizar nosso país como plataforma de agressão contra os nossos vizinhos.

Não existe porque hesitar em defender a candidatura de Dilma Roussef à reeleição como presidenta do Brasil. Isolar os setores mais reacionário das oligarquias, impedindo-os de chegarem ao governo é a batalha dos próximos dias.

Além da postura altiva em defesa da soberania nacional frente às agressões imperialistas, o governo Dilma manteve no plano interno, mesmo com limitações visíveis, a defesa do emprego, a valorização do salário mínimo e a elevação dos investimentos em educação (o acesso ao ensino superior dobrou em 12 anos) e saúde (Mais Médicos), entre outras medidas. Sabe-se que, por mais importantes que sejam, essas medidas não resolveram problemas estruturais, mas contra isso se insuflam as oligarquias reacionárias, como em 1964. Ontem, como hoje,  não aceitam nenhuma reforma que altere sua lógica de acumulação.

Chamar o voto nulo dizendo não haver  diferenças entre os projetos em disputa, é, ao mesmo tempo, uma leitura reducionista e anti dialética da nossa realidade e a perda do bom senso contrariando a visão de todos os dirigentes dos países latino-americanos que passaram por processos revolucionários, e que torcem pela reeleição de Dilma. É uma demonstração da falta de acuidade de análise geopolítica daqueles que  nunca entenderam porque sofremos a derrota do Golpe de 1964.

Como disse Simón Bolívar, Libertador da América Latina, “Os Estados Unidos parecem destinados pela providência a infestar a América com misérias em nome da Liberdade”. Caberá ao povo brasileiro, junto às suas lideranças consequentes, frustrar os planos daqueles que querem destruir o Brasil, pátria mãe de nossos filhos e filhas.

Reeleger Dilma é defender o Brasil e a América Latina da intervenção direta do imperialismo norte-americano!

Aluisio Pampolha Bevilaqua, editor chefe do Jornal Inverta

Ana Alice Pereira, diretora do CEPPES

Andre Laino, Professor da UENF

Antonio Cícero Cassiano Sousa, diretor do CEPPES

Gaudêncio Frigotto, professor da UERJ

Georgina de Queiroz dos Santos, professora da UNISUAM

Gilberto Palmares, deputado estadual PT/RJ

Hildemar Luiz Rech, professor da FACED-UFC

Lincoln de Abreu Penna, presidente do MODECON e professor da UFRJ

Marly de Almeida Gomes Vianna, UNIVERSO, RJ

Nicolino Trompieri Filho, professor da UFC

Paulo Ramos, deputado estadual pelo PSOL/RJ

Sandra Regina Pinto Santos, diretora geral do ISERJ

Sérgio Sant’Anna, professor da UCM

Theotonio dos Santos, professor da UERJ, presidente do CEPPES e da REGGEN

Zacarias Gama, professor da UERJ


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

MARINA SILVA: É POSSÍVEL SERVIR A DOIS SENHORES?

Theotonio Dos Santos

Professor Visitante da UERJ, Professor Emérito da UFF, Premio Mundial de Economista

Marxiano 2013 (WAPE), Presidente da Cátedra e Rede da UNESCO sobre Economia Global e Desenvolvimento Sustentável (REGGEN).


É lamentável ser obrigado a colocar em evidência o que já deveria ser sabido há muito tempo mas que é sempre ocultado pelos meios de comunicação mais importantes. Em geral se desconhece no Brasil os mecanismos pelos quais o governo dos Estados Unidos e os grupos de interesse organizados a partir daquele pais interveem ativamente na vida política do nosso pais.


Isto é normal,  pois a função de centro hegemônico do sistema mundial que  este país ostenta o leva a desenvolver mecanismos de intervenção diversificados que atuam sobre vários setores da vida econômica, politica, social e cultural. Veja-se o bombardeio sobre os povos do Oriente Médio neste momento.


Entre estes mecanismos é pouco conhecida a criação de instituições voltadas para a formação e filiação de quadros políticos que se subordinam aos objetivos estratégicos colocados por estas entidades. Trata-se claramente do estabelecimento de um time de ponta a serviço dos poderosos interesses dos capitais nacionais e transnacionais que buscam operar cada vez mais com princípios e objetivos comuns.


Uma destas instituições extremamente influente nas Américas é o Diálogo Interamericano, fundado em 1982. Segundo  seu site, ele é “ o principal centro dos EUA de análise politica, intercâmbio e comunicação sobre assuntos do Hemisfério Ocidental”


Quem compôem este diálogo?  Responde o website: “Os seletos membros do Diálogo são 100 (destaque meu) cidadãos  ilustres de todo o continente americano, incluindo politicos, empresários, acadêmicos, jornalistas e outros líderes não-governamentais. Dos (100!!!, outra nota minha) membros do Diálogo dezesseis (16) serviram como presidentes de seus países e mais de três dezenas (30) serviram ao nível ministerial.”


Há bastante clareza de que estes membros seletos estão articulados com outras redes e atividades que são financiadas por “indivíduos, empresas, governos e fundações que ajudam a apoiar seus programas  e fornecer  receita operacional essencial”.


Gostaria de assinalar que estas empresas são um grupo de 108 corporações trans-nacionais  que estão na lista das 500 maiores empresas do mundo. Também encontramos uma lista de 21 organizações governamentais e não governamentais e 11 fundações. Os leitores interessados nestes “detalhes” dispõem desta lista no site do Diálogo Interamericano. Estes poderosos senhores são membros do 1% de cidadãos do mundo que são proprietários de 47% da riqueza mundial, segundo o Banco Suisso, num excelente estudo recente sobre o tema.


Pois bem, quem são os proeminentes 100 cidadãos do mundo que formam esta “bem intencionada” rede que atrai os recursos destas pontas da “elite” econômica e política mundial. Não nos cabe apresentar em detalhe esta rede aqui, mas podemos perguntar-nos: como farão para compatibilizar eticamente sua militância em organizações politicas nos seus países e sua fidelidade a uma organização com uma clara ambição de exercer um poder mundial a serviço de seus membros financiadores.


Dada nossa preocupação com o processo eleitoral presente no  Brasil neste momento, reservamos a apresentar a  lista dos membros brasileiros da Aliança Inter americana, segundo a lista oferecida pelo seu website:


Membros Brasileiros:


Fernando Henrique Cardoso (Conselho de Administração - Presidente Emérito). Ex-presidente do Brasil.


Luiz Fernando Furlan. Presidente do Conselho da Fundação Amazônia Sustentável e ex-presidente do Conselho de Administração da Sadia – SA.


Marcos Jank (Conselho de Administração). Diretor Executivo Global de Assuntos Corporativos (responsável pelas áreas de relações governamentais, relações públicas, sustentabilidade e pelo Instituto BRF; responsável também pelos investimentos sociais da empresa) da BRF.


Ellen Gracie Northfleet. Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil.


Jacqueline Pitanguy. Coordenadora Executiva – CEPIA; Presidente do Conselho Diretor do Fundo Global para Mulher; Membro do Conselho Curador do Fundo Brasil de Direitos Humanos.


Marina Silva. Ex-senadora e Ministra do Meio Ambiente do Brasil.


Roberto Teixeira da Costa. ex-Membro da Diretoria da BNDESPAR.


Jorge Viana. Senator, Partido dos Trabalhadores.


Henrique Campos Meirelles (em licença). Presidente do Banco Lazard Americas.

A presença da candidata a Presidente Marina Silva nesta lista tão seleta pode parecer um arranjo de última hora para influenciar as eleições. Não. A senhora Marina Silva é fundadora desta organização  que conta com o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso como presidente emérito. Ele foi presidente desta organização em representação da América Latina enquanto Sol Linowitz (Importante assessor da família Rockfeller) representava os EUA. Nenhuma desta coisas e muitas outras foram divulgadas na imprensa brasileira que noticia tão amplamente as atividades dos cidadãos aqui citados. Isto se deve ao caráter secreto ou reservado destas ações?


Creio que os cidadãos brasileiros têm o direito de ter acesso a este tipo de informação. Creio que deve saber que ninguém chega à disputa do poder político principal de um país como o Brasil sendo um simples “coitado (a)” e que tem atrás dele poderosos interesses políticos, sociais e – sobretudo – econômicos.  E está claro que estes interesses são exclusivos da classe dominante do mundo contemporâneo   e se algum trabalhador quer votar nestas pessoas ele precisa saber que está traindo os interesses e as necessidades de sua classe de origem.


Mas talvez o leitor prefira escutar a voz do porta voz da Aliança Inter–Americana recém publicado no Latin Post de 18 de Setembro, citando um telegrama da Associated Press::


”If she wins, Silva will be the country’s first black (sic) president, AP reports.
“If elected, she has such a remarkable personal story that she’d come to the presidency with a lot of legitimacy, tremendous excitement and high expectations,  Michael Shifter, president of the Washington-based Inter-American Dialogue, said.”
“Se ela ganha, Silva (Marina) será o primeiro negro (sic sobre a origem étnica de Marina) presidente, disse o informe da Associated Press. Se ela for eleita , ela tem uma história pessoal tão marcante que ela levará para a presidência uma grande quantidade de legitimação, uma excitação tremenda e altas expectativas, disse o presidente do Diálogo Inter americano.”  O atual presidente da Aliança Interamericana e as centenas de grupos econômicos que a financia, não conseguem ocultar seu entusiasmo.


É POSSÍVEL SERVIR A DOIS SENHORES?
 É possível servir  a dois senhores? A resposta de Jesus Cristo ao provocador foi muito hábil mas definitiva:   “ A César o que é de César, a Deus o que é de Deus.”  O cristianismo foi a religião dos escravos e dos explorados pelo Império Romano. O Império Romano esclareceu a opção do Império Romano com a condenação e a execução de Jesus Cristo...  No final daquela Era,  os cristãos derrotaram o Império Romano e instituir o Império Bizantino.


Esta senhora  já tem seu lado. Você vai ajudar seus amigos da elite colocá-la no governo para disporem deste poder a mais no mundo atual. Você vai ajudar  a botá-los do poder?


APẼNDICE:
“Latin Post
Sep 18, 2014 12:36 PM EDT


Marina Silva to Push Cuba Toward Democracy, Work on Relationship With US if She Wins 2014 Brazil Presidential Race
By Scharon Harding
marina-silva-brazil-2014
A month ago, Marina Silva entered the race to become the president of Brazil, after the candidate from her Socialist Party was killed in a plane crash. Now the candidate, who is in a head-to-head race against the incumbent, has given her first foreign interview since joining the race.
Silva is in a “dead-heat” race with Dilma Rousseff, the incumbent, The Associated Press reports. The incumbent is the candidate for the Workers Party, which Silva helped found.
In her interview, Silva explained how she plans to assuage concerns of Brazilians who lament an ineffective and corrupt political system.
“It’s neither the parties nor the political leaders who will bring about change,” she said. “It’s the movements who are changing us.”
Silva has gained popularity thanks to her past work as an activist for the Amazon rainforest and as an environment minister. During her time as environment minister, she helped her country deter deforestation of its jungles.
“Brazil has a great opportunity to become a global leader by leading by example,” Silva said in reference to environmental and human rights issues. “Our values cannot be modified because of ideological or political reasons, or because of pure economic interest.”
Because of her dedication to human rights, Brazil’s approach toward countries like Cuba, China, Iran and Venezuela may see a different focus if Silva becomes president.
“The best way to help the Cuban people is by understanding that they can make a transition from the current regime to democracy, and that we don’t need to cut any type of relations,” Silva explained. “It’s enough that we help through the diplomatic process, so that these [human rights] values are pursued.”
If elected, Silva also plans to fix the relationship between the U.S. and Brazil. The countries’ relationship has been strained ever since the National Security Agency was found to have targeted Brazilian officials like Rousseff via espionage programs more than a year ago.
“Both nations need to improve this situation, to repair the ties of cooperation,” Silva said. “The Brazilian government has the absolute right to not accept any such interference, but we also cannot simply remain frozen with this problem.”
Brazilians will cast their vote for president on Oct. 5, but the vote is expected to go into a second-round ballot three weeks later.
If she wins, Silva will be the country’s first black president, AP reports.
“If elected, she has such a remarkable personal story that she’d come to the presidency with a lot of legitimacy, tremendous excitement and high expectations,” Michael Shifter, president of the Washington-based Inter-American Dialogue, said.

Follow Scharon Harding on Twitter: @ScharHar.

 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

EL PRINCIPAL PERIÓDICO COLOMBIANO CONTINÚA LA COBERTURA DE LA CONFERENCIA DE MONICA BRUCKMANN EN EL ENCUENTRO SOBRE EL ÁGUA.

El 'fracking' puede ser una aventura técnica con impactos negativos

Investigadora de Unesco dice que esa tecnología sí puede afectar recursos como el agua


Utilizar el 'fracking' para la obtención de recursos como el gas licuado es arriesgarse a "una aventura tecnológica cuyo impacto ambiental está advirtiéndose que puede ser negativo", dijo hoy la investigadora de la cátedra sobre economía global de la Unesco Mónica Bruckmann.

Esta catedrática y también asesora de Unasur agregó que uno de esos impactos adversos es la contaminación futura de las fuentes de agua."Hay una colección de evidencias en Estados Unidos, que  la contaminación de fuentes de agua en regiones muy lejanas, se debe al 'fracking', porque se han contaminado a partir de las capas muy profundas de la tierra fracturadas, geológicamente hablando". 

Bruckmann hizo este planteamiento en el marco del Foro Nacional del Agua que se inició este jueves en Bogotá, en su séptima edición,  en el que participan conferencistas y expertos nacionales internacionales.

"Hay evidencias fuertes con el uso del 'fracking', porque se están impactando las capas freáticas, se están afectando geológicamente las capas tectónicas, lo que puede llevar a resquebrajamientos internos a grandes profundidades y llevar a desbalances geológicos, con impactos aún impredecibles", manifestó la investigadora.

Al intervenir en el foro organizado por la Universidad Central, con el tema de la 'Geopolítica del agua', Bruckmann dijo igualmente que, de acuerdo con un estudio de la Comisión Económica para América Latina (Cepal), los conflictos sociales en los últimos 5 años en la región ha tenido que ver la explotación minera que afecta directamente el recurso hídrico. Un 35 por ciento de esos conflictos se relaciona con la extracción del oro que requiere el agua y demolición de rocas. "Por cada gramo de oro que se quiere obtener hay que demoler 2 toneladas de roca".

América Latina guarda hoy el 30 por ciento de las reservas hídricas en el mundo. De igual forma, Colombia es actualmente es el segundo país más biodiverso de la región.

Comentó, además,  que las investigaciones realizadas indican que América Latina  puede ser en el futuro un centro de la disputa o el conflicto de grandes potencias para  obtener, por razones de su seguridad nacional, recursos hídricos que se les están agotando a países como Estados Unidos o China.

El foro fue instalado por el rector de la Universidad Central, Rafael Santos, quien señaló que la pobreza del agua que hay en Colombia, no se refiere solamente a la escasez del recursos, sino también a las dificultades que tiene la población para acceder al líquido potable, y a la "deficitaria gestión que se ejerce sobre ella".

En el encuentro participó igualmente el embajador de México en Colombia, Arnulfo Valdivia, quien expresó que su país es uno de los que mayores retos enfrenta en materia hídrica. "No es raro que en un mismo día tengamos una ciudad inundada gravemente en el sur y una sequía que asfixia en el norte".
Comentó que con el Programa Nacional de Infraestructura 2014-2018 que ha diseñado el Gobierno Nacional de México se invertirán 31.900 millones de dólares en obras hidráulicas para fortalecer el abastecimiento de agua, el riego agrícola y elevar la protección de las ciudades contra las inundaciones.

BOGOTÁ

Foto da Conferência da Professora Mônica Bruckman no Fórum Nacional da Água de Bogotá.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ENTREVISTA DE MONICA BRUCKMANN AO JORNAL EL TIEMPO DE BOGOTÁ SOBRE A LUTA GEOPOLÍTICA MUNDIAL SOBRE A ÁGUA.

A CIENTISTA POLÍTICA MONICA BRUCKMANN REALIZA A CONFERENCIA INAUGURAL DO SEMINÁRIO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA NO MUNDO CONTEMPORÂNEO.



'La guerra por agua es una amenaza real': experta de Unesco

La región tiene el 30 % de reservas hídricas del planeta. Autoridades y ciudadanos, a cuidarlas.




Foto: ARCHIVO EL TIEMPO
La Amazonia tiene el 30 % de las reservas hídricas del planeta, y crecieron con el hallazg

Los silencios, pero esos prolongados que Mónica Bruckmann vivió a la edad de 8 años, en la selva amazónica del Perú, donde residió con sus padres en un aserradero durante un año, fueron los que marcaron lo que es ella hoy: una socióloga investigadora de los recursos naturales, del agua, de la Cátedra y Red Unesco, la universidad de las Naciones Unidas sobre Economía Global y Sostenible.

Bruckmann, que estará este jueves en el Foro Nacional del Agua organizado por la Universidad Central en Bogotá, señaló que hay un escenario futuro muy crítico en las reservas de agua para países como Estados Unidos, China e India, mientras que América del Sur tiene el 30 por ciento de esos recursos en el planeta. “Hay recursos naturales estratégicos que pueden colocar a nuestra región como centro de disputa en una lógica geopolítica”, dijo a EL TIEMPO. (Lea también: Recuperarán 350 millones de hectáreas degradadas en el mundo).

¿Qué tan grave es la escasez de agua en el mundo?

Hay regiones que tienen escasez evidente y un escenario futuro más crítico, como es el caso de África, que durante 20 años tuvo una sobreexplotación de recursos hídricos, para atender, sobre todo, el mercado europeo, para el consumo de agua embotellada. En Asia, los principales acuíferos tienen una presión muy grande por el alto consumo de China; y otro país crítico es India, que tiene uno de los problemas más graves de abastecimiento de agua para la población. En Estados Unidos avanza un proceso de desertificación y las mediciones muestran que las reservas se estarían consumiendo a un ritmo de un metro lineal por año, que en 10 o 12 años creará una situación grave. En cambio, América del Sur tiene el 30 por ciento de las reservas hídricas del planeta, a las que se suma el gran descubrimiento hecho con el acuífero Alter do Chao, en Brasil, que es un ‘mar de agua dulce’.

En su concepto, ¿cuál es la mayor amenaza que tiene hoy el agua?

Geopolíticamente, tenemos como amenaza la guerra para el acceso y la gestión de recursos naturales estratégicos, y el agua es uno de ellos. Si se hace un balance de las guerras desde la Segunda Guerra Mundial, de alguna manera la mayoría tiene que ver con el acceso y la gestión del recurso natural estratégico, como el petróleo y el gas. He dedicado mucho tiempo a analizar el pensamiento estratégico detrás de esa lógica y las políticas. Por ejemplo, queda claro que en los documentos de política científica, tecnológicos y militares de países que son centrales en la economía mundial, se establece que el acceso al recurso natural estratégico es cuestión de seguridad nacional.

¿Se exagera cuando se dice que en el futuro los conflictos mundiales serán originados por el acceso al agua?

Es un escenario posible futuro, es una amenaza real. Varios analistas vienen levantando esa hipótesis hace varios años. Recordemos que en el continente hay importantes reservas de petróleo. Somos la región en la que de los 10 países más megadiversos del mundo, 5 son suramericanos. Y la biodiversidad no es simplemente un elemento del medioambiente, sino también base material para producir avances científicos que desarrolla la humanidad, por ejemplo, en biotecnología y en el genoma humano. América del Sur tiene reservas importantísimas, el agua es una de ellas, y como fuente abastecedora de otros recursos como los minerales, de los que dependen EE. UU. y China, podrían poner al continente como centro de disputa en esa lógica de que los recursos tienen que ver con la seguridad nacional.

¿Qué piensa sobre Bogotá, que estableció el derecho al agua con un mínimo vital que beneficia a más de 700.000 personas de bajos recursos?

En general, puedo decir que en América el Sur hay una reorientación, al más alto nivel del Estado, que amplía un conjunto de derechos considerados fundamentales, y uno de ellos es el del agua. En la región hay un movimiento que busca que el Estado garantice a la población derechos de gestión, pero también el usufructo de recurso vitales y estratégicos.

‘A hacer adecuada gestión y buen uso del recurso’

¿Cuál es su mensaje a la población sobre el uso del recurso?

Que el tema del agua es un asunto extremadamente serio. Debe trascender la academia y el ámbito de las organizaciones sociales y los gestores públicos. La situación actual en el mundo, en América Latina y en Colombia merece una evaluación, un compromiso de todos.

Creo también que se requiere la concientización sobre el buen uso del recurso doméstico en los sectores urbanos y evitar los procesos de contaminación de las fuentes hídricas para lograr la sostenibilidad de las reservas hídricas. Aquí también debe haber un compromiso de las altas autoridades, que deben crear marcos legales para la adecuada gestión y buen uso de ese recurso. Aunque lo tengamos, debemos cuidarlo.

La crisis de abastecimiento, en el Foro Nacional del Agua

La pobreza del agua, desde los puntos de vista de la crisis de la gobernanza de este recurso, los problemas de abastecimiento y los conflictos por el dominio y uso de las fuentes, son algunos de los temas que se tratarán en la séptima edición del Foro Nacional del Agua, que se iniciará hoy en Bogotá.

El evento, promovido por la Universidad Central, comienza hoy en el Teatro México, con la participación de la investigadora de la Unesco Mónica Bruckmann, quien hablará sobre la geopolítica del agua.

El foro será instalado por el rector de la Universidad Central, Rafael Santos, y al debate sobre geopolítica del agua que se hará en la mañana asistirán como panelistas la directora de Asuntos Marinos y Costeros del Ministerio de Ambiente, Elizabeth Taylor; el secretario ejecutivo de la Comisión Colombiana del Océano, contralmirante Juan Manuel Soltau; el profesor de la Universidad de Buenos Aires Antonio Elio Brailovsky y el profesor del Departamento de Ingeniería Ambiental de la Universidad Central Gelber Gutiérrez, entre otros.

La gobernanza del agua está en la agenda de la tarde, en la que será conferencista principal el investigador del Instituto Mexicano de Tecnología del Agua Sergio Vargas.

Al debate de este eje temático acudirán Ramón Leal, director ejecutivo de la Asociación de Corporaciones Autónomas Regionales de Desarrollo Sostenible (Asocars) y Hernando Márquez, consultor experto en agua potable y saneamiento básico.

Para el viernes está prevista la discusión sobre el abastecimiento del agua, que tendrá como conferencista a Ricardo José Lozano, CEO de People & Earth de Colombia. Estarán también como panelistas Pierre Urriago, director de las Cámaras de Acueducto, Alcantarillado y Aseo (Andesco); Cristian Díaz Álvarez, director del Departamento de Ingeniería Ambiental de la Universidad Central, y Dagoberto Bonilla, director de la Federación de Usuarios (Federriego).

LUCEVÍN GÓMEZ E.
Redactora de EL TIEMPO
lucgom@eltiempo.com

 

 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Medalha de Mérito Pedro Ernesto à Marilia Carvalho Guimarães

O Professor Theotonio dos Santos estará hoje na mesa de debate durante a entrega da Medalha de Mérito Pedro Ernesto. Segue o convite:


Câmara Municipal do Rio de Janeiro

O Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Vereador Jorge Felippe, por iniciativa do Exmo. Sr. Vereador Leonel Brizola Neto, tem a honra de convidar para a entrega do Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto à Exma. Sra. Marilia Carvalho Guimarães, professora e Presidente do Comitê Social Coração Azul - Rio, contra o Tráfico de Pessoas e Erradicação do Trabalho Escravo, a realizar no dia 15 de setembro de 2014, às 11h, no Plenário dessa Casa de Leis.


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

IX Seminário Internacional de Lutas contra o Neoliberalismo 23 anos do Inverta, 22 do Granma Internacional e 10 da Prensa Latina no Brasil

O jornal INVERTA convida a todos, militantes, amigos e simpatizantes para as atividades de comemoração do 23º aniversário do Jornal Inverta, 22 anos de circulação no Brasil do jornal Granma Internacional e 10 anos do acordo com a Agência de Notícias Latino-Americana (Prensa Latina), que serão realizadas nos dias 26 e 27 de setembro no Rio de Janeiro.
Nesta ocasião, estaremos organizando o ato político, o IX Seminário Internacional de Lutas contra o Neoliberalismo e o ato cultural.

A abertura será na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com a participação de representações internacionais de Cuba, da Bolívia, da Coreia Democrática e de outros países, dos Comitês de Luta contra o Neoliberalismo e pelo Socialismo, que integram o Movimento Nacional de Lutas em todo o Brasil e que vêm fazendo desse encontro anual um momento de reflexão sobre suas lutas e de debates sobre os próximos passos das lutas sociais em nosso país e no mundo.

O tema central do encontro será “A crise do capital, a guerra imperialista e as lutas sociais”. Com esta abordagem, o Seminário pretende avaliar o descrédito e as derrotas que o neoliberalismo acumula em várias partes do mundo.

No entanto, não há quem acompanhe o que ocorre no mundo que não se pergunte se um conflito maior está por vir. Os dias que se seguiram à queda do avião da Malásia na Ucrânia e à guerra genocida do governo israelense contra os palestinos mobilizam novamente a consciência dos povos sobre a necessidade da luta pela paz e contra a guerra imperialista. Além disso, a reunião do BRICS em Fortaleza e a luta pela unidade latino-americana e tricontinental também serão temas de reflexão.

Para oferecer subsídios às lutas haverá um tema mais específico, voltado para “A crise do capital e suas implicações na educação e na saúde”. A particularidade da educação e sua relação com a crise do capital se expressa nos avanços do capital monopolista nesta área e nas contradições que a ampliação do acesso à educação tem trazido.

A luta por uma educação integral deve levar em conta esse desafio refletindo as mediações entre a conjuntura e as mudanças estruturais de médio e longo prazo.

A atuação dos comitês de luta contra o neoliberalismo na educação e por uma educação não capitalista, portanto socialista, podem ser as bases da campanha pela educação que organize os setores sociais que de fato precisam de uma educação pública voltada para a formação onilateral, que começa agora com a ampliação de vagas, e da luta pela qualidade, e que somente será alvo de mudanças estruturais com a revolução comunista.

Da mesma forma, identificamos avanços importantes na introdução do Programa Mais Médicos, que não resolve nenhum problema estrutural na saúde, mas permite abrir o debate sobre outro modelo de medicina voltada para a prevenção e revestida de conteúdo social.

Para apresentar seus estudos sobre os temas acima já estão confirmados os conferencistas Aluisio Pampolha Bevilaqua, Ana Alice Teixeira, Gaudêncio Frigotto, Lincoln de Abreu Penna, Sandra Regina Pinto dos Santos, Sérgio Sant'anna, Theotonio dos Santos e  Zacarias Gama.

Também estará presente o correspondente da Prensa Latina no Brasil Leovanis Garcia.

Assim, o Seminário terá o desafio de aproximar as lutas mais imediatas das organizações sociais com a luta mais geral contra o capital e pela alternativa comunista, para que assumam a forma tática de um Plano de Emergência que aponte na direção das mudanças estruturais.

A forma como as oligarquias intervieram nesse momento na campanha eleitoral demonstra que a queda de aviões em meio a uma guerra não pode ser considerada simples acidentes aéreos (como o avião da Malásia já apontara).
Como a atividade artística também tem um significado importante na luta dos trabalhadores por sua emancipação, não poderia faltar no aniversário do INVERTA o ato cultural, que será realizado no dia 27/09, no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ).

Ele se inicia no almoço de adesão e encerra a programação com apresentações de música latino-americana, MPB, clássicos, rock, hip hop, baião, forró pé de serra, teatro, dança etc. Confira a programação:

Convidados Internacionais confirmados:
Exma. sra. Nélida Hernández Carmona Cônsul Geral de Cuba em São Paulo
Ilmo. sr. Paek Tong Un Conselheiro da Embaixada da República Popular Democrática da Coreia
Exma. sra. Shirley Orozco Cônsul Geral da Bolívia no Rio de Janeiro

Palestrantes confirmados:
Ana Alice Teixeira Médica na Secretaria de Estado de Saúde (RJ) e pesquisadora do CEPPES
Aluisio Pampolha Bevilaqua Cientista Político, Editor-chefe do Jornal INVERTA e do conselho da REGGEN/ Cátedra da Unesco de Economia Global e Desenvolvimento Sustentável
Gaudêncio Frigotto Professor adjunto da UERJ, Professor aposentado Titular em Economia Política da Educação da UFF e Pesquisador AI - Sênior do CNPq
Leovani García Corespondente no Brasil da Prensa Latina
Lincoln de Abreu Penna Professor titular da UFRJ e presidente do Modecon
Sandra Regina Pinto dos Santos Doutora em Educação pela UFF e Diretora Geral do ISERJ
Sérgio Sant'anna Doutor em Ciência Política pela UFF, Professor de Direito Constitucional da UCAM, Procurador Federal, Membro e Presidente da Comissão de Direito da Integração do IAB e Conselheiro da OAB-RJ
Theotonio dos Santos Professor visitante da Uerj e Emérito da UFF e coordenador da REGGEN/Cátedra da Unesco de Economia Global e Desenvolvimento Sustentável
Zacarias Gama Doutor em Educação pela UFRJ e Professor associado da Faculdade de Educação da UERJ


Inscrições gratuitas pelo site http://ceppes.org.br/seminario

Programação (sujeita à alteração)
26 de Setembro Local: UERJ - R. São Francisco Xavier, 524 - Maracanã - Rio de Janeiro - auditório 91
18h00 - Credenciamento
18h30 - Abertura do Seminário com a presença das representações internacionais
27 de Setembro - Local: ISERJ - Rua Mariz E Barros, 273 - Praca da Bandeira, Rio de Janeiro
8h - Credenciamento e Exposição de Artes Plásticas e Literatura Revolucionária
9h às 10h30 - Mesa Temática 1 A Crise do Capital e suas implicações na Educação e na Saúde
10h30 às 12h - Mesa Temática 2: A Crise do Capital e a Luta contra a Guerra Imperialista
12h às 13h30 - Almoço Cultural com Marília Bevilaqua
13h30 às 14h30 - Ato Político de Comemoração do Aniversário
15h00 - Ato Cultural: Trio Latino-americano, Roda de Amigos (Odette Erneste Dias, Gonzalo Saldarriaga, Cosme e Ananias), Marilia Bevilaqua, Originais do Sudeste, Moraes do Acordeon, América Vermelha, Venelop, Diurnos, Chapa 2, Cia de Arte INVERTA, Em Parte, Idioraci Santos, Suzana Savedra, Milla Ballet, Cia de Dança Gia Nut e outros.
Obs: Serão fornecidos certificados de participação na atividade pelo CEPPES


Comemorou-se ontem 41 anos do golpe de Estado dirigido pelo General Augusto Pinochet contra o Presidente eleito do Chile Salvador Allende (Parte 3)

Jorge A. Lawton se define como um binacional, cidadão dos EUA e do Chile. Não somente participou intensamente do processo chileno, sobretudo como correspondente internacional, mas ainda depois do golpe do 11 de setembro converteu-se em um ativo e efetivo militante dos movimentos desenvolvidos nos EUA para denunciar as violências da ditadura militar. Ele teve um papel muito grande como assessor do Procurador-Geral Ramsey Clark e da Comissão do Senado dirigida pelo Senador Church e como assessor do ex-Ministro das Relações Exteriores da Unidade Popular, Orlando Letelier, assassinado em setembro de 1976 em Washington. Saindo de uma forte enfermidade o Dr. Lawton nos apresenta suas reflexões sob o título de "Lições do Golpe de Estado no Chile de 11/09/1973". Seu testemunho e suas reflexões trazem este elemento extremamente importante: o ponto de vista dos militantes dos EUA sobre o golpe de Estado e particularmente sobre o papel dos EUA tanto no golpe de Estado como no Governo fascista que reinou com as mãos ensanguentadas e pelo regime de terror com o qual os EUA teve direta participação e até articulação e apoio. Entrego em seguida a versão em inglês deste excelente trabalho. Os interessados que não leem em inglês podem traduzi-lo através do Google.



LESSONS FROM THE 9/11/73 COUP IN CHILE

Jorge A. Lawton, Ph.D.

Jorge A. Lawton is a binational from the U. S. and Chile. During the Allende Popular Unity years, he worked as a daily staff reporter for the Financial Times (London) from Chile . In May of 1974, he returned to Chile as advisor to former Attorney General Ramsey Clark. Subsequently he worked as Latin American analyst on the Senate “Church Committee”, and as advisoto former Chilean Foreign Minister, Orlando Letelier until his September 1976 assasination. Today, Dr. Lawton, former Distinguished Fellow at Emory University's Center for Ethics, writes and works from Atlanta, GA.
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Pre-dawn, on Tuesday morning, 9/11/73, three years of relentless intervention by the hemisphere's greatest power, the United States, succeeded both in choking off Chile's historic experiment in it's “transition to socialism thru democracy”, and in giving birth to the brutal Augusto Pinochet years of dictatorship. For many reasons, both U. S. perception and policy against the “Allende experiment in socialism”, as well as U. S. support for and use of the Pinochet alternative are rich in present day and future lessons. Their close examination also reveals how only the same relatively limited repertoire of policy tools is likely to be available to implement U. S. interests in the future.
Over these past four decades many formerly classified documents have been brought to light, and significant architects of the Chile policies have been intervivewed. Not the least of these efforts came in l974-75, through the Senate Select Committee to Investigate U. S. Intelligence Activities, popularly known simply as the “Church Committee”, after its Chair, Senator Frank Church (D. Idaho). Valuable additional documentation has been unearthed thru persistent Freedom of Information Act, or “FOIA”, requests for declassification by public interests groups such as The National Security Archive (WDC) and The Center for Constitutional Rights (NYC), as well as authors and teams of investigators in Chile and abroad. Finally, some of us who lived through and survived those turbulent years, now growing older, are also putting pen to paper.
In the short space of this anniversary blog, I will attempt to address four of the more persistent questions surrounding U. S. behavior and “the Chilean experience”:
(1) Who constituted the the Popular Unity Coalition and what was the essence of its social base?
(2) What were the four central strands making up the anatomy of Nixon/Kissinger policy toward the Allende Popular Unity Coalition in 1970-73?
(3) What was most responsbile for Allende's overthrow: a) strategic errors of his own coalition? b) internal opposition forces ? c) external opposition forces?
And finally, (4) What were the fundamental post-coup priorities of the United States ?
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The Popular Unity Coalition
Senator Salvador Allende, M.D., had been a presidential candidate in 1958, again in 1964, and again in 1970. His Popular Unity Coalition had been growing in strength over the years, and by 1970 included six broad parties: 1) Allende's own Socialist Party; 2) the Chilean Communist Party; 3) the middle-class, non-Marxist Radical Party; 4) the Left Christian Party, a splinter from the powerful opposition Christian Democrats of the Center-Right; and 5) & 6)two new parties, MAPU and MAPU-OC (Obrero Campesino / Worker Farm Laborer).
The radical, pro-insurrectionary “MIR”, or “Movement of the Revolutionary Left”, tho allied, did not form part of the Popular Unity coalition. MIR could be seen as representing an ideological pole far more than any offering a strategic alternative. Tactical differences between Chile's broad Socialist Party – advocating “advance without concessions”, and its old and more traditional Communist Party – advocating “consolidate first in order to advance”, were evident on nearly every level. The great majority of organized labor also situated themselves firmly within the ranks of the governing U. P. coalition.
Aligned against the Popular Unity parties were Chile's center-right Christian Democrats; also a conservative splinter from the majority, middle of the road Radical Party; the traditional right wing National Party; and even an open, neo-fascist shock group known as “Fatherland and Freedom”. Increasingly groupings of “guilds” or “gremios”, and “owner associations”, such as the truck-owners SIDUCAM, worked with the opposition.
The prevailing mood among all of the parties and social groups in the U. P., from neighborhod and community organizations through the six parties, was overwhelmingly one of optimism and hope. There was a keen awareness, even in the midst of unbridled opposition and mounting chaos, of how, as organized workers, they were fundamentally transforming Chilean society.
For the status quo defending parties, the mood was increasingly one of apprehension and visceral opposition to each and every U. P. initiative. We will see how U. S. policy worked to further increase this polarization on every level, and in its own words, “create a coup climate.”

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The View from Washington

Richard Nixon viewed Allende's surprise plurality election in September, 1970, as evidence of a “red sandwich” – with Castro's Cuba in the north, and now “Marxist Chile” in the south, where “soon all of Latin America in between may turn Communist”. Henry Kissinger was somewhat more sophisticated. If allowed to succeed, Kissinger viewed the cooperative coalition between Chile's Socialist and Communist parties as posing “an insidious example” to similar coalitions in France and Italy – whose societies were accepted as directly effecting U. S. strategic interests.
Nixon was clear in his immediate instructions to his national security advisors at Allende's election: “Make the economy scream”, he privately ordered. Subsequently, U. S. Ambassador Edward Korry would privately pledged that “not a nut or a bolt” would make it into Chile on his watch.
The U. S. national security state under Nixon/Kissnger quickly developed a powerful anti-Allende policy with four strands: 1) diplomatic deception; 2) military-to-military intervention; 3) economic pressure/strangulation; and, 4) a series of “covert actions”.

U. S. Diplomatic Deception.

While the full force of U. S. power in fact moved swiftly and mercilessly against Allende's Chile, the official U. S. position was deceptively conciliatory: “Our position is one of “wait and see”. We are prepared to have the kind of relations with the Allende government that they want to have with us.”
Officially, the llitmus test for the Nixon Administration was said to be whether or not they were satisfied by the terms of indemnization by the Allende government for the private U. S. owned transnationals, particularly the U. S. copper corporations – Anaconda, Kennecott, and Braden, but also I.T.T, Chase Manhattan Bank, and not to be overlooked, Nixon's former client, Pepsi Cola!
U. S. ire was hardly calmed when, after months and months of deliberations, Allende's international legal counsel, Eduardo Novoa, declared that neither side owed the other anything. According to Novoa's doctrine of “retroactive excess profits”, adoped by Allende, the transnationals would still end up with a traditionally acceptable annual profit even if not paid anything further for the nationalization of their properties in Chile.

U. S. Military Intervention.

Much of what has been publicly revealed, especially by the Church Committee, of the U. S. military actions against the Allende government, falls in the initial months in which the U. S. attempted to prevent Allende from being confirmed by the Chilean congress, rather than three years later at the time of the 9/11/73 coup itself. Yet we know that U. S. opposition to Allende not only did not wane, but significantly intensified as time went on. Thus it would hardly be logical to expect U. S. military advice to have become less involved and less interested as the military ultimatum against the Allende regime escalated month after month.
In the earlier, pre-confirmation period, we know that the U. S. went as far as to dispatch three “false flag” clandestine officers to Chile with submachine guns whose serial numbers had been erased. These clandestine U. S. officers, traveling as nationals of other countries, had instructions to pass these weapons to one of two renegade Chilean military factions in order to kidnap the constitutionalist Commander-in-Chief of Chile's Armed Forces, General Rene' Schneider. In the assault, General Schneider resisted and was assasinated. This U. S.-backed terrorist action so shocked Chile's constitutionalist majority, that it turned out to have precisely the opposite effect, facilitating Allende's confirmation by the Congress on October 24, 1970.
The first signs of the Chilean military coup itself came in the pre-dawn hours of 9/11/73, and commenced with the uprising of the Chilean Navy in the principle port of Valparaiso. Just concluding at the time were the War Games being carried out by the U. S. Navy under Operation Unitas. It was the unguarded boasts of U. S. Navy officers, gathered at Viña del Mar's Hotel O'Higgins on the Sunday night prior to the Tuesday a.m. coup, that U. S. filmmaker Charlie Horman witnessed, leading to his subsequent kidnapping and “disappearance”, later portrayed in the film, “Missing”.
In the capital of Santiago, as in cities up and down the length of Chile, the intricate choreography of the coup was carried off with a precision previously unassociated with Chile's Armed Forces. Were they operating alone as we have been led to believe by the “official accounts”? All traffic intersections and bridges had been taken over and controled; all radio and T. V. stations taken over; all “intervened” worker-controled factories were surrounded and controled by specialized military units; a master “watch list” of the thousands upon thousands to be arrested, interrogated and held had been prepared and distributed; and as the two British Hawker Hunter bombers slowly passed over La Moneda, the presidential palace, fixing its coordinates to launch it's missiles, someone was there to film the bombing and burning of the constitutional symbol of the palace, with the elected president inside –and then feed the film to the national television channels. The resulting burning image was run over and over, exclusive T. V. content, accompanied only by various official pronunciations and citizen warnings from the new military junta!
After three years of intensive preparation and unremiting hostility, are we really to believe that onthe day of the coup itself, and subsequent days, the U. S. military advisors were on vacation?

U. S. Economic Pressures

Immediately following Allende's election, the Nixon Administration established an interagency working group to coordinate overt economic pressure toward Chile. This was composed of the CIA's Western Hemisphere Division Chief, and representatives from State, the NSC, and Treasury. In 1970, U. S. direct private investment in Chile reached $1.1 billion, out of an estimated total foreign investment of $1.672 billion. Four-fifths of Chile's foreign exchange earnings at the time came from copper exports, and 80% of Chile's copper production was controled by U. S. based corporations.
The N. S. C. decision to isolate Chile from all sources of needed foreign capital, summarizedin National Security Defense Memorandum 93 of November 1970, can be traced in the macro statistics. While U. S. bilateral aid to Chile in 1969 reached $35 million, this had been cut to only $1.5 million in 1971. U. S. Export-Import Bank credits, which had totaled $234 milionunder President Eduardo Frei in 1967, fell to zero by 1971. Chile's credit rating with the Ex-Im Bank was dropped from “B” to “D” (it lowest level) at Allende's election. Loans from the Inter-American Development Bank had totaled $46. milion in 1970; by 1972 they were only $2 million. The World Bank made no new loans whatsoever to Chile between 1970 and 1973.
As the Church Committee Senate report states, “the United States [also] linked the question of indemnization for U. S. copper companies with Chile's multilateral foreign debt. That foreign debt, an inheritance from the obligations incurred by the [previous Chilean governments of Presidents] Alessandri and Frei, was the second highest foreign debt per capita of any country in the world . Yet, in the 1972 1n 1973 Paris Club foreign debt negotiations with Chile's principal foreign creditor nations, the United States alone refused to consider rescheduling Chile's foreign debt payments until there was movement toward indemnization for the U. S. copper companies. The United States also exerted pressure on each of the other foreign creditor nations not to renegotiate Chile's foreign debt.”

U. S. Covert Actions

What do we mean by the category “covert actions”? Broadly speaking, these are activities which the United States government authorizes, pays for, coordinates, and carries out without ever divulging any association or responsibility. They may often be falsely attributed to other authorities or entities. In intelligence slang they are often loosely referred to as “dirty tricks”. This may involve clandestine payments to individuals or parties, covert military to military activity, or, one of the broadest and most significant categories in the case of U. S. policy toward Chile, “psy-ops” or psychological operations”. This is non-attributed, or falsely attributed (“black”) propaganda pouring into a country such as Chile to act as “scare tactics”, often in order to change how people vote. The information itself does not have to be true, and often is blatantly false. Ironically enough, the U. S. covert action campaigns directed against the Allende candidacy in 1964, and again in 1970 against his candidacy and subsequent government, were so massive in character, that they often betrayed thier allegedly “clandestine” nature. They thus turned out to be anything but “covert” to their targets, the people of Chile; they often were covert or unknown, however, to the U. S. people in whose name and through whose taxes they were being authorized and spent! Only with the major congressional investigation of the Church committee in the Senate, and the Pike committe in the House were descriptions of U. S. covert action programs against Chile ever revealed to the U. S. public.
The C. I. A. chose to pour millions into blatant attack copy into Chile's daily opposition radio, T.V., and print media, especially the conservative daily, El Mercurio. The funds were routinely channeled through Chile's black market, producing a 5 to 8 fold increase in a country whose entire population at the time was 1/20 that of the United States. The “covert action” strategy was twofold: First, it aimed to denigrate and smear each and every initiative of the Popular Unity coalition, and increasingly, of the character of President Allende himself; secondly, it furthered a self-fulfilling prophecy that the Allende government, per se, represented a threat to “freedom of the press”, forcing the government either on the one hand to choose between setting limits on what propaganda could be launched in the press, including suspension of printing privileges when the courts determined the attacks to be libelous, versus opting to refuse to be coerced into any such suspension and thus allowing ever more vicious daily attacks and rumors to spread. Allende and the U. P. chose to keep even the most rabid of the opposition press open and publishing all the time.

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Key Factors in Allende's Overthrow

There has been a long and largely inconclusive academic debate over which factors were more influential in the overthrow of the Popular Unity government on September 11, 1973. The question is usually put in terms of the relative influence of external vs. internal opposition factors.
We know that the most significant and visible actor in provoking the coup was, of course, the betrayal of the Chilean Armed Forces: Army, Navy, Air Force, and Carabiñeros or National Police, plus their various respective, and competing, intelligence services. The C. I. A., the D. I. A., and the N. S. A. were far less forthcoming with the investigating Senate Church Committee, when it came to questions of the degree and nature of U. S. covert involvement at the time of the 9/11 coup itself, than with some of the details on the earlier “Track 1” and “Track 11” covert U. S. intervention programs. The nature of the coup being the culmination of three years of unrelenting pressure and propaganda economically, politically, psychologically and militarily is often conveniently overlooked, as it is looked at as an isolated event. Even so, serious questions continue to be raised regarding the likely continuation of the U. S. intimate role, but in a far less visible or highly more discrete deployment on the day of the coup itself. Some critics have charged that the U. S. Airforce deployed two highly sophisticated aircraft, similar to AWACs, with orders to maintain a centralized military communication system far above the capital city of Santiago, just in case the Chilean military's closely coordinated monopoly of all ground communications should suffer any unforeseen glitches.
Thus even today, 43 years after the fact, we are still limited in what forces were visible at the time, and in what information has been revealed and confirmed by official sources. This does not prevent, however, further responsible and trained inquiry, given the nature of the policy and the intervention.
We also must analyze the essence of the C. I. A.'s work. It is a clandestine agency working across national boundaries. As such, it primary task is to unite covertly the international, or external forces with the internal forces – not have one compete against the other. Both external and internal forces, so long as they are loyal to the policy's central purpose – in this case, in President Nixon's words, “to make the economy scream” and “to create a coup climate” – are aligned together if the C. I. A. and its fellow clandestine agencies are doing their job. Common cause is made between the external and the internal forces. Thus the very question as to which forces are more responsible for the overthrow is clearly the wrong question to ask.
Does this mean for a moment that Allende and the Popular Unity coalition did not commit their own errors in the intense three years of governing? Of course not. The most frequent charge against the coalition is often thought to be that of their alleged naivete'. “They should have seen the militarycoup coming and countered the same by arming the workers in a popular uprising”, runs the argument. This view, often expressed by some on the Left from abroad, ignores how acutely aware each of the parties in the U. P,. coalition were of a military coup, and how they realized that discovery by the military of introduction of any parallel armed militia, would only have accelerated the timing and resolve of the military to protect themselves and act to carry out a coup.
While many tactical errors did exist, the overwhelming thrust of the U. P, programs was one of building a new, alternative social order. Time after time, Allende, a gruff conciliator by nature, reached out to sectors of the opposition to form broader national coalitions. One such accord had been all but reached with the opposition Christian Democrats in 1972. What remained was formal approval by former President Eduardo Frei, then traveling in Yugoslavia. It was learned that Frei consulted with the Nixon/Kissinger administration before ordering that absolutely under no circumstances would his party enter into any pact with the Allende coalition. One CIA report which \\ reached the Church Committee, in dealing with the September timing of the coup, predicted that if the coup were not successfully launched then that it might well be “too late” soon after, as Allende was seen as consolidating his forces.

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U. S. Post-Coup Priorities & “Los Chicago Boys”

The 9/11/73 military coup in Chile marked a bloody watershed. It heralded far more than so-called regime change”. The very democratic institutions which the C. I. A. had carried out a drumbeat of warnings as being “threatened” under Allende, primarily the country's ample electronic and print media, but also the generations-old House and Senate Chambers, were summarily closed with the coup. Strict nightly curfews were established. Gatherings of more than five persons were prohibited. A new reality, the C. I. A.-prepared “Watch List” guided mass arrests such that the overflow soon had to be sent to locales such as the National Footbal (Soccer) Stadium, now one massive political prison. Eleven new “interrogation centers”, such as Villa Grimaldi or Londres 38, were set up. Old concentration camps, such as “Tres Alamos” or “Pisagua”, not used for decades, were re-opened.
From the first moment of the coup onward, the military succeeded in cutting Chile off from Argentina to the East, while controling the northern border with Bolivia. That left control of Patagonia to the south and the Pacific Ocean to the west – effectively cutting Chile off from the world. This new territorial control was then used to corral, interrogate, and imprison not only all of the hundreds of thousands of Chilean nationals, but also, of immediate interest, the thousands of foreign nationals, including dissident leaders from their own countries, who had been welcomed to Chile under Allende. The interrogation process routinely employed torture. Summary executions ocurred widely, especially during the first weeks following the coup. Some prisoners, still alive, were cast into the Pacific Ocean from helicopters. Many were simply “disappeared”, never to be accounted for again.
One common experience was to have a non-Spanish speaking man present in the torture sessions. Not infrequently, some anti-Allende residents used the coup climate to denounce and “turn-in” any neighbors who they knew to have supported the previous regime. The highest level Chilean prisoners, former party heads or Cabinet members, were separated and sent to the extreme southern pole Dawson Island, Chile's equivalent of South Africa's Robben's Island.
Two CIA agents were assigned to prepare the military junta's own publication or, “White Book” to justify the coup itself and to present the junta in a uniquely positive light. Covert action programs designed to place the Agency in close touch with the command level of the military, and to direct the national and international media coverage in the most favorable light toward the new junta, were maintained.
The agency deployed other agents to help draw up the new national economic plans of the government. Analysts on the Senate Church Committee learned in declassified information that on the afternoon of the military coup ravaging Chile, the C. I. A. station chief encouraged his staff of officers to enjoy the bottles of champagne which they had uncorked, but to realize that “our real work starts tomorrow morning as we carry out the drafting of Chile's new economic plan.”
Even before the new national economic plan could be drafted, Chile's broad public health network and decades old social safety net had to be dismantled. “Privatization” and nearly universal “user-fees” in instance after instance replaced former public benefits; decades old Chilean trade unions, were intervened and banned. These plans were a bold copy of fundamental “neo-liberal” or unfettered, market-oriented, Chicago School principles. Deregulation became the order of the day.
Eventually it became impossible to square the more drastic of these raw capitalist measures with some of Chile's oldest constitutional guarantees. But rather than curtail the drastic economic measures, it was decided to rewrite Chile's constitution – once again, with the explicit participation of U. S. C.I.A. Agents! All new decision-making power was vested in the military junta itself; Congress hadbeen closed and the ultra-conservative Supreme Court was only too happy to be subservient to the new mlitary executive, increasingly centered in the person of Army General Augusto Pinochet. Elections, formerly a near-constant in Chilean life, were now banned, and the new constitution guaranteed unquestioned terms of rule for the new Pinochet junta and its welcoming of foreign capital. Unemployment soared under Chile's “new economy”, while a handful of well-placed financiers, including future president Sebastian Piñera, became the new billionaires.
Nearly three years later, in June of 1976, Henry Kissinger paid a visit to Pinochet's Chile. The dictatorship's human rights repression had become known around the globe. Yet, in his private meeting with Pinochet, recently declassified memos quote Kissinger confiding to the dictator, “You did a great service to the West in overthrowing Allende.” To his undoubted embarrassment, upon parting, Pinochet turned to Kissinger, and publicly assured him that, “You are my leader.”
General Pinochet remained in unchecked power for the next 17 years, until a national plebescite would vote him out. Even then he negotiated to remain as Commander-in-Chief of the Armed Forces
for another 8 years – effectively preventing any member of the military to cooperate with the various commissions of inquiry into the crimes committed by the military. And to this day, 41 years from the 9/11/73 military coup, the C.I.A.-counseled, Pinochet constitution remains in place. Socialist President Michele Bachelet, herself a former victim of the dictatorship, must now decide whether the correlation of constitutional forces even today will allow her to rewrite Chile's constitution. 

 
[(a) Corraling and repression of all foreign and Chilean supporters of the Popular Unity government,
together with corresponding “psy-ops” to portray them as “terrorists”;

(b) CIA Santiago station chief: Enjoy your champagne now, gentlemen, as of first order of business,
tomorrow morning we must draw up the plans of Chile's “new economy”;

(c) dismantling of the “liberal” Chilean state, the media, and the representative institutions;
& dismantling of the traditional Chilean social security, pension, and public health systems;

(d) banning of the Central Labor Coalition (C.U.T.);

(e) drafting and adopting of a new national Constitution;

(f) opening of the post-coup economy to transnational financial capital virtually without restriction;]

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