segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Carta aberta a Fernando Henrique Cardoso

Meu caro Fernando,


Vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960. A discussão agora não é entre os cientistas sociais e sim a partir de uma experiência política que reflete comtudo este debate teórico. Esta carta assiada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação. Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo. Já no seu governo vários estudiosos discutimos, já no começo do seu governo, o inevitável caminho de seu fracasso junto à maioria da população. Pois as premissas teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores têm interesse de conhecer o debate sobre estas bases teóricas lhe recomendo meu livro já esgotado: Teoria da Dependencia: Balanço e Perspectivas, Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000).

Contudo nesta oportunidade me cabe concentrar-me nos mitos criados em torno do seu governo, os quais você repete exaustivamente nesta carta aberta.

O primeiro mito é de que seu governo foi um êxito econômico a partir do fortalecimento do real e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito alcançando assim resultados positivos que não quer compartir com você... Em primeiro lugar vamos desmitificar a afirmação de que foi o plano real que acabou com a inflação. Os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, TODAS AS ECONOMIAS DO MUNDO APRESENTARAM UMA QUEDA DA INFLAÇÃO PARA MENOS DE 10%. Claro que em cada pais apareceram os “gênios” locais que se apresentaram como os autores desta queda. Mas isto é falso: tratava-se de um movimento planetário. 

No caso brasileiro, a nossa inflação girou, durante todo seu governo, próxima dos 10% mais altos. TIVEMOS NO SEU GOVERNO UMA DAS MAIS ALTAS INFLAÇÕES DO MUNDO. E aqui chegamos no outro mito incrível. Segundo você e seus seguidores (e até setores de oposição ao seu governo que acreditam neste mito) sua política econômica assegurou a transformação do real numa moeda forte. Ora Fernando, sejamos cordatos: chamar uma moeda que começou em 1994 valendo 0,85 centavos por dólar e mantendo um valor falso até 1998, quando o próprio FMI exigia uma desvalorização de pelo menos uns 40% e o seu ministro da economia recusou-se a realizá-la “pelo menos até as eleições”, indicando assim a época em que esta desvalorização viria e quando os capitais estrangeiros deveriam sair do país antes de sua desvalorização, O fato é que quando você flexibilizou o cambio o real se desvalorizou chegando até a 4,00 reais por dólar. E não venha por a culpa da “ameaça petista” pois esta desvalorização ocorreu muito antes da “ameaça Lula”. ORA, UMA MOEDA QUE SE DESVALORIZA 4 VEZES EM 8 ANOS PODE SER CONSIDERADA UMA MOEDA FORTE? Em que manual de economia? Que economista respeitável sustenta esta tese?

Conclusões: O plano real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser altamente desvalorizada. De maneira suicida ela foi mantida artificialmente com um alto valor que levou à crise brutal de 1999.

Segundo mito; Segundo você, o seu governo foi um exemplo de rigor fiscal. Meu Deus: um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade.

E não adianta atribuir este endividamento colossal aos chamados “esqueletos” das dívidas dos estados, como o fez seu ministro de economia burlando a boa fé daqueles que preferiam não enfrentar a triste realidade de seu governo. UM GOVERNO QUE CHEGOU A PAGAR 50% AO ANO DE JUROS POR SEUS TÍTULOS, PARA EM SEGUIDA DEPOSITAR OS INVESTIMENTOS VINDOS DO EXTERIOR EM MOEDA FORTE A JUROS NORMAIS DE 3 A 4%, NÃO PODE FUGIR DO FATO DE QUE CRIOU UMA DÍVIDA COLOSSAL SÓ PARA ATRAIR CAPITAIS DO EXTERIOR PARA COBRIR OS DÉFICITS COMERCIAIS COLOSSAIS GERADOS POR UMA MOEDA SOBREVALORIZADA QUE IMPEDIA A EXPORTAÇÃO, AGRAVADA AINDA MAIS PELOS JUROS ABSURDOS QUE PAGAVA PARA COBRIR O DÉFICIT QUE GERAVA. Este nível de irresponsabilidade cambial se transforma em irresponsabilidade fiscal que o povo brasileiro pagou sob a forma de uma queda da renda de cada brasileiro pobre. Nem falar da brutal concentração de renda que esta política agravou dráticamente neste pais da maior concentração de renda no mundo. VERGONHA FERNANDO. MUITA VERGONHA. Baixa a cabeça e entenda porque nem seus companheiros de partido querem se identifica com o seu governo...te obrigando a sair sozinho nesta tarefa insana.

Terceiro mito - Segundo você, o Brasil tinha dificuldade de pagar sua dívida externa por causa da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo Lula. Fernando, não brinca com a compreensão das pessoas. Em 1999 o Brasil tinha chegado à drástica situação de ter perdido TODAS AS SUAS DIVISAS. Você teve que pedir ajuda ao seu amigo Clinton que colocou à sua disposição ns 20 bilhões de dólares do tesouro dos Estados Unidos e mais uns 25 BILHÕES DE DÓLARES DO FMI, Banco Mundial e BID. Tudo isto sem nenhuma garantia.

Esperava-se aumentar as exportações do pais para gerar divisas para pagar esta dívida. O fracasso do setor exportador brasileiro mesmo com a espetacular desvalorização do real não permitiu juntar nenhum recurso em dólar para pagar a dívida. Não tem nada a ver com a ameaça de Lula. A ameaça de Lula existiu exatamente em conseqüência deste fracasso colossal de sua política macro-econômica. Sua política externa submissa aos interesses norte-americanos, apesar de algumas declarações críticas, ligava nossas exportações a uma economia decadente e um mercado já copado. A recusa dos seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado apoiava e orientava nossas exportações. A loucura do endividamento interno colossal. A impossibilidade de realizar inversões públicas apesar dos enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras. Os juros mais altos do mundo que inviabilizava e ainda inviabiliza a competitividade de qualquer empresa. Enfim, UM FRACASSO ECONOMICO ROTUNDO que se traduzia nos mais altos índices de risco do mundo, mesmo tratando-se de avaliadoras amigas. Uma dívida sem dinheiro para pagar... Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o caos. E o povo brasileiro correu tranquilamente o risco de eleger um torneiro mecânico e um partido de agitadores, segundo a avaliação de vocês, do que continuar a aventura econômica que você e seu partido criou para este pais. 

Gostaria de destacar a qualidade do seu governo em algum campo mas não posso fazê-lo nem no campo cultural para o qual foi chamado o nosso querido Francisco Weffort (neste então secretário geral do PT) e não criou um só museu, uma só campanha significativa. Que vergonha foi a comemoração dos 500 anos da “descoberta do Brasil”. E no plano educacional onde você não criou uma só universidade e entou em choque com a maioria dos professores universitários sucateados em seus salários e em seu prestígio profissional. Não Fernando, não posso reconhecer nada que não pudesse ser feito por um medíocre presidente.

Lamento muito o destino do Serra. Se ele não ganhar esta eleição vai ficar sem mandato, mas esta é a política. Vocês vão ter que revisar profundamente esta tentativa de encerrar a Era Vargas com a qual se identifica tão fortemente nosso povo. E terão que pensar que o capitalismo dependente que São Paulo construiu não é o que o povo brasileiro quer. E por mais que vocês tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido suas alianças internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao PSDB um governo querido pelo nosso povo. Vocês vão ficar na nossa história com um episódio de reação contra o vedadeiro progresso que Dilma nos promete aprofundar. Ela nos disse que a luta contra a desigualdade é o verdadeiro fundamento de uma política progressista. E dessa política vocês estão fora. 

Apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês ( e tenho a melhor recordação de Ruth) mas quero vocês longe do poder no Brasil. Como a grande maioria do povo brasileiro. Poderemos bater um papo inocente em algum congresso internacional se é que vocês algum dia voltarão a freqüentar este mundo dos intelectuais afastados das lides do poder. 

Com a melhor disposição possível mas com amor à verdade, me despeço


Theotonio Dos Santos



thdossantos@terra.com.br, /theotoniodossantos.blogspot.com/

Theotonio Dos Santos é Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense, Presidente da Cátedra da UNESCO e da Universidade das Nações Unidas sobre economia global e desenvolvimentos sustentável. Professor visitante nacional sênior da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 


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Aos que não tiveram acesso à carta de Fernando Henrique segue abaixo seu conteúdo.

CARTA ABERTA DE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO A LULA / PT

SEM MEDO DO PASSADO

Fernando Henrique Cardoso 

O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? 

Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo. 

Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. 

Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado. 

Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país. 

Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores. 

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010.

“Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”. (José Eduardo Dutra) 

O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores. 

É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil). 

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer. 

Fernando Henrique Cardoso

54 comentários:

Beto disse...

Obrigado, muito obrigado.

Joisa Barroso disse...

Se você que é amigo e tem consideração faz esse rebatimento... Não há mais o que se contestar.
O povo brasileiro agradece a sua ética, a sua objetividade na busca pelo esclarecimento da verdade. Pena que poucos tenham acesso ou queiram alcançar e entender as informações aqui colocadas.
Votaremos Dilma no domingo, mas peço à toda essa militância que agora "acordou" para a boa política, que continue firme na sua proposta de luta pelo alcançe do direito ao desenvolvimento sustentável, socialemnte justo e igualitário. Pois não podemos nos ater a personalismos... Sabemos que os RepresenTADOS por Fernando Henrique Cardoso continuam bem assegurados em seus postos nos nossos Três Poderes e que continuarão a tensionar, dentro destes, a política para os seus interesses. Vargas, Lula, Dilma, nem Jesus Cristo, implantaram ou implantarão uma nova proposta de desenvolvimento e de País, sem um POVO que elabore e lute por esta proposta! Temos que aprender a fazer Política e assim GOVERNAR!

Márlon Silva disse...

O FHC teima em falar que, senão tivesse sido o plano real, o Brasil não estaria como está hj. Pois bem, está aí alguém munido de razão e conhecimento para desmentí-lo e colocá-lo em seu lugar, no ostracismo. Isso seria muito melhor para ele, já que virou chacota no mundo e só é lembrado quando o próprio se faz lembrar, fazendo declarações absurdas e comparações mais absurdas ainda entre ele e Lula. O problema é que o pobre-rico e letradérrimo do FHC nunca se conformou do fato de ter sido superado imensuravelmente por um pobre, nordestino e torneiro mecânico.

FHC, beijo, não me liga.

Thiago Quintella de Mattos disse...

Grande Professor! A carta além aberta rodará o mundo e atingirá todos que hão de saber que o Brasil tem que ser o Brasil que construímos, destruindo o "Brazil". Resta o agradecimento! Muito obrigado!

Luh disse...

Parabéns pelo texto! Muito obrigado por esclarecer a verdade sobre o governo FHC. Gostei tanto que já estou favoritando outros artigos seus para ler.

Andre disse...

Meu caro, o senhor claramente esta esquecendo como era nossa moeda/dívida/inflação antes do governo FHC. Antes tinhamos uma moeda a cada 2 anos, inflação de 2 digitos ao mês. Da mesma forma que o senhor tenta utilizar o argumento de uma tendência global de desinflação (apesar de furada) , por que não usa o mesmo argumento para a necessidade do brasil pedir assistência ao FMI quando o que houve foi uma crise global. Acho que o governo FHC deixou muito a desejar no aspecto social mas essas análises viesadas não agregam nada ao debate eleitoral, e na verdade sujam a história do nosso país.

Anônimo disse...

Finalmente alguem com clareza... Obrigado.

Anônimo disse...

UFF - é a máquina administrativa à serviço do partido...

Anônimo disse...

O presidente Lula ignorou a carta aberta do ex-presidente.
O professor Theotónio dos Santos me lavou a alma, rebatendo todos argumentos falsos de FHC.
A nitidez com que expos a trajetória de um governo falido, que o presidente Lula em oito anos de governo modificou.
Os próprios tucanos o ignoram.
Fernando

oxycad disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcio disse...

Anônimo disse...
UFF - é a máquina administrativa à serviço do partido...
25 de outubro de 2010 18:15

Pode se culpar uma instituição(UFF) que é contra um UFF governo (FHC) que tentou, e quase conseguiu, destruí-la. Fui aluno da no periodo do FHC foram no mínimo 5 greves. Ai vem o paspalho e diz: fazem greve porque são vagabundos. Não, fizemos greve (mesmo na condição de aluno me incluo) porque o FHC nos massacrou. Você diz que a UFF defende o governo, otários seriamos se não o fizéssemos, quem gosta de sofrer é masoquista.

Ruy Penalva BloG disse...

Vamos restabelecer a verdade. Nunca existiu um Plano Real, existiu a mudança do nome da moeda para Real. Quando o Brasil estava em hiperinflação, que já tinha sido resolvida em vários países que indexaram sua moeda ao dólar (Israel, Equador, Argentina, Leste Europeu) se sabia que a inflação real, aquela acima do dolar + inflação em dólar, era menos de 10% ao ano, provavelmente em torno de 6 a 8% ao ano. Que isso significava? Que se dolarizássemos nossa economia a inflação inercial cairia e teríamos inflação abaixo de 10% ao ano. Mas a dolarização no Brasil era temida e foi aí que a dupla Lara Rezende e Pérsio Arida bolaram a URV, a moeda de transição que tinha o valor do dólar, mas tinha prazo certo para acabar. Era um bypass na indexação sem adotar a dolarização explícita. Mas nem tudo saiu como combinado. O populismo de manter o real em paridade com o dólar levou nossas reservas a zero e as importações explodiram, sem uma contraparte das exportações. O déficit fiscal não foi atacado devidamente e se fez mega-tarifaço nas contas de luz, água, telefone para se preparar para privatização. A carga tributária atingiu mais 30% do PIB. Ao mesmo tempo a indexação permaneceu nos aluguéis, nas contas de água, luz, telefone, contratos em geral. Permaneceu na Selic e em vários outros contratos sob outro nome que não correção monetária, pois essa passou a ser proibida. Qual o mérito de FHC (se algum, privatizar, dilapidar o patrimônio público). De Lara Rezende e Pérsio Arida a engenhosidade da URV, mas que nunca foi reconhecida como grande coisa no mundo afora, tanto que eles nunca foram mencionados para Nobel de Economia, pois se tratava de uma dolarização tropical subentrante. FHC rezou pela cartilha do FMI e nos levou à bancarrota 4 vezes com vários wavers pedidos ao FMI. Numa dessas crises um banqueiro americano disse que o Brazil ia para o ralo. Deus meu, Plano Real? Quem falou em Plano Real? Plano Real não existe, o que existe é o Plano Lula, o plano de autoafirmação da nacionalidade, da soberania, do Brasil afirmativo.

Álvaro Gomes da Silva disse...

Hei André e os outros dois anônimos: Você realmente é um gênio ao pensar que um professor tal qual o Theotonio dos Santos (que já publicou um livro, esgotado atualmente!) fez alguma análise a pedido de um partido. Aliás, a análise foi perfeita, dizendo tudo o que já sabemos mas uma parte da sociedade prefere acreditar o contrário. Sua falta de percepção transcende a normalidade: é igual acordar com o som do seu peido e perguntar quem peidou!

André R C disse...

Caro professor
Me considero uma pessoa ignorante quando se refere a política mas, algumas coisas não consigo entender, se o Lula tem 98% de aprovação porque a Dilma não se elegeu no 1º turno? José Dirceu foi declarado chefe dos ladrões mas então porque assessora a candidatura da Dilma? Como (usando as palavras do Marlon Silva)"um pobre, nordestino e torneiro mecânico" conseguiu juntar a quantia de R$ 9 milhões declarada no IR do presidente? Só se o salário presidencial é de mais de R$90.000,00 por mês. Como seu filho Lulinha que era um simples funcionário de Zoo tem um patrimônio de mais de R$ 50.000.000,00? Porque, se conheço pessoas que precisam fazer cirurgias tem de esperar mais de 2 anos? mesmo assim os "represenTADOS" de Lula se gabam em dizer que o Brasil agora empresta dinheiro para o FMI e outros paises em crise. A nossa SAÚDE, SEGURANÇA e EDUCAÇÃO não estão em crise? A nossa primeira dama, é a mais inútil do planeta! Porque não encara projetos sociais como todas fazem? Inclusive a sua recordada Ruth. Porque comprar um avião de uma empresa francesa se políticos de outros paises (como o 1º ministro da Índia) compraram da Embraer empresa nacional que passou por grave crise econômica? Porque compramos um Porta aviões sucateado, SEM aviões? Porque trocamos por aviões também ultrapassados para este porta aviões, o CÓDIGO para a detecção dos nossos submarinos que não eram localizados nem pelos poderosos submarinos americanos?... Eu também pago impostos e quero que sejam bem gastos comigo e meus irmãos brasileiros...

Lukas... disse...

Valeu, professor. Já coloquei no meu blog. O país precisa de pessoas feito o senhor

josepaulino disse...

Excelente, professor!
Quero saber o que vão falar agora? Afinal de contas não foi o Lula ("analfabeto") que respondeu ao doutor, mas outro doutor. Como dizia o Vieira: "a amior ameaça à luz não é a escuridão, mas outra luz de maior intensidade".
Que bom que em nosso país temos pessoas como o senhor, professor.
PARA O BRASIL NÃO SER SERRADO, VOTE 13, VOTE DILMA!!!

Anônimo disse...

Aproveita as cartas abertas, enquanto elas ainda são abertas. A Venezuela é logo ali...

vhc disse...

sua carta é realmente pertinente e esclarecedora,
sobre os mitos da era FHC...

realmente exite uma diferença brutal entre os que governaram para o brazil e os que governam para o brasil...

nunca, os menos favorecidos foram tão favorecidos
e beneficiados por um governo, como nesses 8 anos de lula.

um abraço, e obrigado pelo julgamento sensato!

victor hugo cecatto

Bernardo F Costa disse...

Eu concordo com boa parte do que foi escrito aqui, mas uma coisa tem que ficar claro: a razão do fim da inflação alta no Brasil. O plano real teve sucesso em matar a compontente inercial da inflação, isso é fato. Obviamente que este sucesso só foi possível num contexto bem diferente de outros planos - em especial o cruzado - onde havia financiamente externo disponível. Nesse sentido, eu concordo com a crítica a FHC de que não foi ele quem acabou com a inflação (até porque o governo era do Itamar). Ele apenas foi o político que levou os louros. É bom desmistificar isso, mas a bem da verdade não dá para deixar de relatar os fatos como eles foram.

Cláudio Camilo disse...

Caro professor,
gostaria de emitir um pequeno comentário sobre as privatizações do grupo Telebras.
No meu entendimento a privatização do grupo Telebras foi caracterizada por um processo deliberado de sucateamento das empresas do grupo baseando-se no congelamento das tarifas telefonicas. Ora, com as tarifas congeladas por um longo tempo e com o agravante dos altos índices inflacionários não era possivel, mesmo dispondo de recursos, investir no setor ,pois, a taxa de retorno do investimento era negativa. Tanto isto é verdade que não tenho conhecimento de investimento na área de nenhuma empresa privada que atuava no setor. Como exemplo sito a Companhia Telefonica do Brasil Central - CTBC, da qual sou assinante que não investiu em novas linhas na sua área de atuação durante o período anterior a privatização. Então eu pergunto. Quem se atreveria a entrar em um setor cujo investimento não não teria o retorno adequado (ou esperado)? Portanto, me parece evidente que no processo de privatização houve um acerto (que não foi divulgado pela imprensa) sobre o comportamento das tarifas após a "privatização". Tanto isto é verdade que logo após o processo houve um aumento significativo da tarifa telefônica, inclusive a criação de uma taxa de assinatura que garante um pagamento mínimo para o assinante (não sei se esta taxa é igual para todas as operadoras, mas, no caso da minha o valor é de R$40,29) que garante a rentabilidade do setor. Por enquanto não estou fazendo nenhuma acusação, mas, deixo a pergunta. Quem ganhou com o processo?

Anônimo disse...

A par de tantas verdades e mentiras vermelhas e azuis, uma realidade é incontestável: nem FHC e nem Lula tomaram iniciativa alguma para fazer deste um outro Brasil, verdadeiramente dos brasileiros. O primeiro porque representava (e ainda representa) interesses de grandes corporações, que financiam hoje a fundação de auto promoção dele. O segundo por acovardar-se, por ser um fraco, porque, no fundo, nunca teve uma firmeza ideológica. Tanto assim que, no segundo mandato, assumiu o ridículo papel de fanfarrão. Sem respeitar nada e ninguém, tirou do colete um nome qualquer para sucedê-lo, em verdadeiro escárnio à história e a tantas pessoas que participaram dessa saga de um partido de intelectuais e trabalhadores que saiu do zero e chegou à presidência de um dos maiores países do globo em pouco mais de 20 anos. Não falo de avanços e ganhos pontuais que, obviamente teriam acontecido - em 16 anos - qualquer que fosse o governante e o bando no poder. A democracia burguesa é essencialmente conservadora. Mas não precisa ser tanto! Bancos podem ter lucros, mas o Brasil não merece pagar tanto. Ali Babá e 40 Ladrões existem em todos os cantos. Mas alguns deveriam parar na cadeia e devolver o que roubaram. O escárnio do "eu não sei de nada" passou da conta. Achar méritos fundamentais em FHC, Lula, Serra ou Dilma é tarefa impossível. Somente sabujos subservientes fariam isso.

Anônimo disse...

Professor,
Que lamentável!!!!
O senhor já escreveu coisas melhores, com menos "juizo de valor" e mais concretude.
Por que não usou números? Dados? Só discurso?
Assim, você está trilhando o mesmo caminho da Marilena Chaui. Predendo a razão e a capacidade de análise e deixando o feu da política comezinha guiar as suas análises.
Que feio!!!
Quanto vc recebeu do Zé Dirceu para escrever essas babozeiras que só servem para "orientar a militância dando-lhe um aparente novo discurso?
LAMENTÁVEL,
Luiz Fernando

Roberto Acioli disse...

O professor deve estar esquecido do que era uma hiperinflação quando fala em 10%. Para que vocês entendam melhor, vejam a inflação acumulada no Brasil da época:

1993 2.780,6% (O ministro da Fazenda, FHC cria a URV em dezembro)
1994 1.093,8% (em fevereiro entra em vigor a URV)
1995 14,7%
1996 9,3%
1997 7,4%.
(fonte: http://almanaque.folha.uol.com.br/dinheiro90.htm)

Agora veja a média de inflação dos EUA, no mesmo período aqui:
http://inflationdata.com/inflation/inflation_rate/HistoricalInflation.aspx?dsInflation_currentPage=1

Cadê a deflação global? Mesmo que existisse, não afetaria tanto assim o Brasil, a ponto da gente descer de 2.780% pra 7,4%.

Tenho todo respeito ao governo Lula. Mas acredito que não dá pra tirar esse mérito do governo FHC. Simplesmente, não dá!

Anônimo disse...

Caro Professor,
A melhor resposta ao seu artigo, eivado de opiniões ideológicas e sem comprovações fáticas, está no Manifesto em Defesa da Democracia.
Desafio-o, brilhante democrata, a lê-lo e assiná-lo, como já o fizeram mais de 102 mil brasileiros, capitaneados por Hélio Bicudo e Dom Paulo Evaristo Arns.
Veja o site:
http://www.defesadademocracia.com.br/

K. Tulu disse...

Lindíssimo. Edificante eu diria. Recomendo só revisão de erros gramaticais tendo em vista o peso desta carta. Não se poe deixar espaço para críticas infundadas, por mais superficiais que sejam.

Anônimo disse...

Meu caro Theotonio Dos Santos, você não tem vergonha de escrever tanta asneira? "O plano real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial". Quer dizer então que a inflação estava fadada a desaparecer sozinha? O Plano Real foi uma mera coincidência. Que coisa! O economista também se esquece que FHC enfrentou a crise do México em 95, a crise asiática em 97, a crise russa em 98, a crise argentina em 2001, os atentados terroristas nos EUA e a falsificação de balanços da Enron. E, em 2002, a própria eleição presidencial no Brasil, em que se previa a vitória de Lula, causou mais uma vez a fuga de capital.

Anônimo disse...

O Governo Lula estã matando a nossa industria, deixará a herança maldito do colapso externo, pagou mais juros que FHC. Lula é mãe dos pobres e o melhor pai que os ricos poderiam ter. Mas pior que tudo, promove a pior despolitização de que se tem notícia. É justo apoiar essa herança contra um homem honrado e de esquerda como Serra. Ah, vocês preferem Renan, Collor, Sarney, Temer, Cardeal, Erenice, Zé Dirceu...

Fernando disse...

Não foi a inflação que foi eliminada, foi a hiperinflação! Você está falando de inflação de 10% ao ano? O que tinhamos antes do plano real era muito mais do que isso ao mês! Bem, acho que isso já está explicado no comentário do Roberto Acioli. Seus argumentos são um disparate. Incompreensíveis. Como disse Isaac Newton,
"A man may imagine things that are false, but he can only understand things that are true, for if the things be false, the apprehension of them is not understanding."

Anônimo disse...

Anônimo fala:
Ilustríssimos.O povo tem memória e viu no palanque
com Serra uma personalidade anterior à FH.
O nobre eis presidente ''Itamar''.
Que pegou um país no fundo do poço,implanto o Real.
E foi mandado para Portugal para não ofuscar ninguém.

Anônimo disse...

http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Real

Olha grafico chefe no final da reportagem

Anônimo disse...

Parabéns pela carta, professor.

Armando Aguiar disse...

Fica dificil acreditar em qq coisa nos dias de hoje. Tudo parece claro, como preto no branco, o bem e o mal, os Eua e o eixo do mal, o PT e o PSDB, Dilma e Serra, Lula e FHC. Isso tudo é fanfarrice de invensões religiosas e místicas, levadas na vida cotidiana com um toque de "ciência". As coisas nunca são tão simples assim.

Euris disse...

Muito elucidativo, sempre recebo mais emails contra a candidata do PT, do que do Serra, alias pensando melhor, não recebi nenhuma contra o candidato do PSDB, será que os colegas e parentes acham que sou a favor do Serra? Quero reiterar aqui que não consegui eleger nenhum dos meus candidatos...Marina, Young, Mercadante, Crespo, e o Dr. Calé...mais que coisa! Mais sempre gostei de ler e buscar as coisas e até achei dois artigos incluindo o do professor, alias o outro tambem de um professor da usp, que me ajudaram a decidir o meu voto e pelo continuidade da politica para a classe social menos favorecida, ou seja para um Brasil mais igualitário.

Euris

Anônimo disse...

Quando vi a "cara de pau" do sr. fernando, fiquei com uma vontade enorme de respondê-lo. Muito obrigado por fazer isso por milhões de brasileiros.

Grande abraço!

Anônimo disse...

Caro Theotônio, já que o próprio Lula não teve a coragem de responder à carta aberta do FHC, pois me parece ficar confuso diante de tantos números, e considerando que você em sua grande missão ao povo brasileiro o fez, me vejo obrigado a defender FHC. Só por justiça, nem desgosto de você... és uma boa praça!
E note que eu sou um “Povo Silva” e não dividi nenhuma experiência com você nos anos de chumbo. Mas acho uma tremenda irresponsabilidade sua, pelo menos com os seus alunos, torturar tanto assim os números. A sua retórica é tão genial que eu tive que parar para pensar, pois até eu desacreditei o Real por um milionésimo de segundo!

Veja com calma, mas com muita calma, que os dados de inflação mundial na década de 90 caem, se você olha de ponta-cabeça os gráficos!!! No Brasil a queda é absoluta, tende ao chão, enquanto no resto do mundo ela tendencia, volta a subir, voltar a cair, volta a subir, mas fica naquela guerra que o mercado financeiro adora e lucra muito. Aliás, durante o Governo Lula os banqueiros no Brasil lucraram 10 vezes mais que no período FHC... porque será? Meu Deus, os banqueiros foram protagonistas na redução da miséria no Brasil... é muita emoção! Salve o Lula e os banqueiros!

Quando adorou falar que o câmbio na época FHC se depreciou 4 vezes em 8 anos, se esquece que nas próximas 3 linhas acusa-o da dívida ter quadruplicado. Será que a crise Mexicana, Asiática, Russa, Argentina... podem explicar estes 4 picos no câmbio ou será que o FHC em sua perversa política econômica emergiu das chamas, gritando com um chicote nas mãos? Porque será que o Lula no governo de transição ajuda a consolidar um apoio a um empréstimo ao FMI para começar bem na fita?

Esta deflação mundial que você fala deve ser da crise de 29 ou do pós-segunda guerra. Sabe que não me lembro de algo assim, com exceção do mercado mundial (o chinês) estar puxando o crescimento global? Cresceremos perto dos 7,5% este ano. Deve ser mérito do Lula, o messias! E dos banqueiros... coitados! Ah... pobres chineses!

Também lamento muito por José Serra. Ele está lutando contra a maior fraude eleitoral que o Brasil já vivenciou. Dilma não é Lula e Serra não é FHC.
Se a Marina, que teve tanta aceitação em prol de uma mudança, e Dilma afirma veementemente que VAI continuar, e Dilma Diz que vai continuar, e Serra diz que não olha para o retrovisor, vou de Serra: é a mudança escarrada. A América Latina parece gostar desta fábula do populismo. Mesmo que aqui não seja violenta a nossa história, como na Europa, eu acho uma besteira desonesta com o nosso caminho de democracia achar que um presidente vai nos salvar de um apocalispse.

Menas, menas! O FHC fez reformas estruturantes, o Lula não se esqueceu dos pobres (ainda bem), mas criatura, olha pra frente. A sua luta contra um sistema continua nos anos de 2010, com uma juventude lutando de maneira diferente. Não pense que a sua era de juventude foi a única capaz de lutar contra um sistema injusto. O mundo gira! Ajude-nos ou esqueça-nos!

E sobre a sua enumeração de mitos de FHC de 1, 2, 3... eu votei no Lula numa época em que nem podia falar assim, livremente. Hoje tenho um computador pago em 48 prestações graças á estabilidade do Plano Real. Também comprei geladeira, máquina fotográfica, fogão, um carrinho sem retovisor... e diga para o Chico Buarque que continuo “perdendo uns três contos no conto da loteria” que é pra ver se eu continuo a usar a sigla R$.

Isso, isso aí! Ái Zezé...

Anônimo disse...

O fato do povo aprovar um governante é um fenômeno natural que já aconteceu, pelo que sei, 3 vezes: uma na ditadura militar, que o povo nem queria saber de eleições, pois o país teve um crescimento de 14% num ano em um dos governos, e o povo sentiu isso. Com o Plano Real, também, sendo ou não mérito de FHC, o povo o reelegeu. E, agora com Lula, também, o povo sentiu alguma melhoria, pequena , mas sentiu, com o Bolsa Família e com um maior poder de compra do slário mínimo de 530, 00.....Assim esta história de povo aprovar não quer dizer muita coisa. Talvez o bolso do cidadão fale mais alto, mesmo com um ganho baixo, quando se trata de aprovação.

Anônimo disse...

perfeito o comentario feito em 26 de outubro de 2010 16:28.... qdo diz... "O plano real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial". Quer dizer então que a inflação estava fadada a desaparecer sozinha? O Plano Real foi uma mera coincidência?"

entenda bem, não defendo o governo FH, mas tb não sou cego (como muitos) ao ponto de achar que o governo lula foi perfeito...

melhor somente focar nos demais pontos que são muito bons... Sua "análise" economica é muito questionável e fraca...

Paulo Vitor disse...

Professor, parabéns pela clareza e sinceridade. Nós que talvez sejamos um pouco mais informados que a maioria da classe média, que ao chegar cansado de um dia de trabalho só tem tempo de assistir ao Jornal Nacional, e de tirar de lá as suas informações diárias, certamente lerá com incredulidade as suas afirmações.
Entretanto, apesar de saber que sempre o tempo é curto demais, gostaria de que se possível, fizesse uma análise mais inteligível para nós de um estudo da DIEESE sobre o plano real, o qual explica com números e gráficos, exatamente o que está publivado em sua carta:
http://www.dieese.org.br/esp/real5ano.xml

Anônimo disse...

Valeu isso tudo é ótimo para o nosso pais, o mundo precisa de pessoas como vc.

Anônimo disse...

Só mesmo um idiota ou o "pior cego" (aquele que não quer ver) pode ignorar os benefícios do governo FHC para o Brasil. Uma pena que nossas universidades públicas gastem nossos impostos com professores que perdem tempo escrevendo banalices como essa.

REZENDE disse...

A história dirá quem teve razão. Não o Emérito Professor no seu artigo deste blog.Mas, qual governo deu mais felicidade e amor ao seu povo.
O de FHC ou de LULA?

César disse...

Dr. Theotonio,

Antes de qualquer coisa, quero pedir desculpas caso se sinta ofendido pelos meus comentários. Afinal, o Sr. é 22 anos mais velho que eu. Não é essa a minha intenção.

Recebi uma cópia da sua carta aberta a Fernando Henrique de uma pessoa que prezo muito, com a recomendação que eu lesse todo o artigo com muita atenção, coisa que o fiz, mas poderia não ter feito, pois não precisava chegar até o final para ver o quão errado estava o texto, da mesma forma que numa refeição não preciso ir até o fim para descobrir que a comida está estragada.

Logo no início, a sua análise sobre o Plano Real, para alguém com tantos títulos, beira a ingenuidade. Ou isso, ou quer fazer pouco da inteligência dos leitores.
De 1980 a 1993, o Brasil teve quatro moedas, cinco congelamentos de preços, nove planos de estabilização, onze índices para medir a inflação, 16 políticas salariais diferentes, 21 propostas de pagamento da dívida externa e 54 mudanças na política de preços. Em 1986, durante o governo de José Sarney, foi lançado o Plano Cruzado, que tirou três zeros da moeda corrente até então (o cruzeiro) e deu-lhe o nome de cruzado. Além disso, houve o congelamento de preços e salários e o estabelecimento do gatilho salarial - os rendimentos eram disparados cada vez que a inflação atingia 20%, e neste período houve o plano Collor, com seu tiro certeiro de nos deixar com Cz$ 50,00. Vale ressaltar que ambos os responsáveis são agora admiradores de Dilma.

Dizer que foi obra de uma conspiração do universo e que qualquer um teria feito é renegar um trabalho bem feito. Por que os nossos irmãos argentinos não fizeram?

Outro ponto que me chamou à atenção foi uma certa mágoa em relação a FHC. Acredito que haja algum assunto mal resolvido dos anos 60. Estou errado?

Sem esquecer que, em uma carta aberta, uma pessoa com tantos títulos deveria ter um pouco de preocupação com a língua pátria. Atribui isso ao fato do Sr. estar acostumado a escrever em espanhol, já que é admirador de Chávez.

Outro ponto de preocupação que tive ao ler os comentários feitos em se blog foram algumas frases curtas de concordância se referindo ao Sr. como Professor. Admitindo que foram seus alunos, imagino que não estudaram a história do país.

Quando lecionava na faculdade, sempre procurei criar uma consciência crítica nos meus alunos, tanto os que concordavam quanto os que não concordavam com as minhas ideias. Este, ao meu ver, é um dos papéis da Academia.

Por falar em Academia, outra pessoa que prezo muito a definiu como uma Fogueira de Vaidades. Pelo teor do seu artigo só tenho a concordar com ele.

De público, quero também fazer um mea-culpa e confessar a minha total ignorância. Vou plagiar um personagem de Chico Anísio, Alberto Roberto quando dizia, o Sr é o FAMOSO QUEM?

Por favor não faça pouco caso da inteligência dos outros

Boa sorte

Cesar

Alzanira Santos disse...

Se FHC tivesse feito um bom governo, tivesse mesmo sido o pai do real, tivesse, diminuído a inflaçao, ele estaria subindo em todos os palanques de SERRA. Por que será que ele nem aparece e o Serra nem fala o nome dele. Por que será que Serra está enfrentando a pior rejeição de todos os tempos? E quando apareceram, ao lado de Serra, FHC e Itamar, Serra apontou para o Itamar e disse: este é um homem digno! E sobre o FHC não disse nada. Por que será?
FHC vai ficar em silêncio por mais 4 anos.
É muito difícil engolir um sapo barbudo. FHC se entalou.

brenito disse...

A carta do professor é muito pobre e foi humilhada pela resposta honesta de FHC.
Quem pegou carona no crescimento mundial foi o PT

Anônimo disse...

Parabens.
Brasil livre de tucanos, eu acredito.

Anônimo disse...

Olá!

Um pouco mais. . .

http://www.youtube.com/watch?v=52fQv9Y1shg

abraços

Anônimo disse...

Theotonio Dos Santos, Ganhastes mais um fã: pelos teus comentários e análises, pelos teus livros publicados e esgotados e mais ainda por ter declarado ser amigo do FHC e colocar a nação acima da amizade, pela ÉTICA que tanto falta para alguns partidos e pessoas do PSDB e DEM.

Anônimo disse...

Theotonio, sua carta é completamente idiota - cheia de mentiras e dados tendenciosos. Você deve acreditar em contabilidades fantasiosas, como esse ""superavit"" de agora "gerado" com a "capitalização" da Petrobrás. O fato é que no papel, qualquer sandice cabe. A Oi, o Daniel Dantas, os bancos ( e todo o grupo financeiro que adora o pelegão do nosso presidente)agradecem à sua cartinha defendendo um governo francamente neoliberal que deu algumas migalhas para um povo mantido (intencionalmente) na maior ignorância. Nunca na história desse país um governo foi tão parecido com os da Arena quanto esse do PT. Nunca antes um presidente foi tão igual a Ernesto Geisel. Antes, durante ou depois do próximo mensalão (POR CAUSA do próximo mensalão) virá mais uma tentativa de "controle social" da imprensa. O senhor eu sei que nunca sofrerá tal tipo de controle.

Que lástima.

Kildare disse...

Excelente resposta, professor Theotonio!
O FHC e o seu governo pensam que conseguem enganar a todos com essa falsa idéia de que o Plano Real, iniciado no governo deles, é o grande responsável por tantos benefícios que o gobverno Lula realizou no Brasil durante 8 anos, em especial para as classe mais pobres!

André RC disse...

Camarada Álvaro Gomes da Silva
Você deve ter um problema de interpretação, em que parte do que escrevi mencionei que o professor "fez alguma análise a pedido de um partido"? Simplesmente apresentei minhas dúvidas. Dúvidas que talvez você que tem uma "percepção superior" possa explicar, pois não falou nada sobre elas, simplesmente fez comparações infames dos seus "gases" ruidosos que chegam a lhe acordar a noite.
Você não saberia responder pelo menos uma das questões colocadas por mim? Ou então pelo menos responda: Porque após meses usando todo meu dinheiro para pagar impostos, ainda tenho que: PAGAR segurança privada (casa, carro, empresa)já me roubaram 3 carros, entraram na minha firma 2 vezes (posso te apresentar os BOs).
PAGAR plano de saúde para toda minha família (porque senão posso correr o risco do marido de minha funcionária que está com uma crise violenta de hemorróidas ouvir do médico que só operando, mesmo assim informaram que cirurgia só daqui a 2 anos. Mas por outro lado, se você tiver uma cadela para castrar é só levar no centro de Zoonoses que montaram uma sala cirúrgica só para isso, marca de uma semana para outra).
PAGAR escola particular para meus filhos, e agora na época de vestibular terem ainda que enfrentar um programa racista inventado pelo governo como as cotas para negros (tu concorda que é racista, né? O governo está dizendo que os negros são menos inteligentes)e os alunos que entram com cotas acompanham os outros? PESQUISE!!. Por sorte sou descendente de italiano e consegui dupla cidadania para meus filhos, e como disse a Dona Marisa a nossa 1ª dama que também tem dupla cidadania quando o reporter lhe perguntou porque ela queria isto respondeu: "É PORQUE QUERO QUE MEUS FILHOS TENHAM UM FUTURO MELHOR".
O que este governo fez na área da SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA e MEIO AMBIENTE?? Você tem visto na TV a Amazônia? Espere que a coisa vai piorar...
Estou aguardando respostas caro Álvaro...

Anônimo disse...

Muito apropriado caro Professor! Precisamos de Homens como o senhor! Muito esclarecedor! Eu perdi meu emprego por conta das privatizaçoes do governo de FHC!! Que saiu vendendo os bancos estaduais!!! O GOVERNO DELE FOI TÃO BOM Q ME LEMBRO COMO SE FOSSE HOJE...a imprensa noticiando...QUE O ÍNDICE Q MEDE A DESCONFIANÇA DOS INVESTIDORES NO PAÍS TINHA ATINGIDO CUME DE 2.5OO PONTOS PERCENTUAIS!!!!!!!!!!!! E aí pessoal??? Que grande feito hein???
Afora o arrocho salarial pelo qual passamos!!!

Flavio disse...

"Os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as
economias apresentavam inflações superiores a 10%"

Basta ver no site do Banco Mundial para ver que isso não é verdade. http://data.worldbank.org/indicator/FP.CPI.TOTL.ZG?page=3

A inflação brasileira era bem mais alta que a média dos paises (na casa dos 1.000% a.a.)
O Chile por exemplo nem chegava a 30% a.a. desde 1990, em 1993 foi de 12,7%a.a. enquanto a do Brasil foi de 1.928% a.a.!
Caro professor, diante disso creio que está faltando um pouco de honestidade intelectual nessa sua colocação.

Embora, sejam ditas verdades como a de que a dívida interna cresceu bastante com os juros altos do primeiro mandato de FHC que eram praticados pra se manter o real valorizado devido ao temor de Gustavo Franco e Pedro Malan da volta de uma inflação descontrolada caso fosse liberada a cotação do Real.

WELINTON SOUZA disse...

Em 2002 o cimento era 23,00 o saco o salário era de 200, hoje o cimento em minha cidade e 20,00, e o salário é de 724,00 não precisa de muita artimanha par explicar o que é fácil de se ver, esses que não gosta de Lula é porque não gostam nem de si próprio.

Anônimo disse...

Se é para escolher um intelectual e sua biografica fico com o Fernando Henrique Cardoso. Texto extremamente partidário. Que pobreza!!!!!!!!!!!!!

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