quinta-feira, 14 de maio de 2015

A NOVA POLÍTICA ECONÔMICA INTERNACIONAL CHINESA


Nos últimos dois anos o Partido Comunista da China assumiu as responsabilidades crescentes de sua atuação mundial. Até dois anos atrás a China buscou evitar o máximo possível uma intervenção na situação política e econômica mundial. Contudo, dois fatores a obrigam a rever essa posição. Em primeiro lugar, os EUA, seu Governo e grande parte de sua opinião pública acreditam que pode bancar o mesmo nível de intervenção que tiveram ou aspiraram a ter desde o final da Segunda Guerra Mundial. Em consequência vem provocando situações políticas e econômicas totalmente arbitrárias, subjetivas, que provocam graves repercussões em grande parte do planeta. Particularmente no plano econômico devemos destacar a diferença entre um EUA que sai da Segundo Guerra Mundial com 47% da economia mundial e os EUA atual que representa cerca de 15% do PIB do Mundo. 

Também é muito clara a diferença entre um EUA cercado de uma Europa destruída, uma Ásia gravemente afetada por guerras locais e uma África e uma América Latina timidamente expostas a buscar caminhos próprios. Para consolidar sua posição de domínio a classe dominante desse país busca criar um inimigo mundial que lhe permita consolidar sua influência e da inicio à Guerra Fria, colocando em questão grande parte dos acordos estabelecidos com a União Soviética, Nação vencedora da Segunda Guerra Mundial, mas combalida pela perda de mais de 27 milhões dos cidadãos. 

Ao mesmo tempo o EUA se vê atraído para um projeto de suceder as potências coloniais europeias diante de um grande movimento nacional democrático mundial anti – colonial e anti – imperialista. Essa posição foi em parte bem sucedida no apoio a independência da Índia e o apoio ao Kuomintang, frente de forças políticas da China dirigidas por Chan Kai Chek. A política de Guerra Fria levou de imediato ao rompimento dessa frente quando o Exército Vermelho assumiu então o controle de toda China continental, cabendo as tropas de Chan Kai Chek refugiar – se na Ilha de Formosa com apoio dos EUA. De imediato como forma de combater a República Popular Chinesa, nascida desse confronto, as forças militares dos EUA interviram na Coreia para tentar assegurar o controle de todo o país, não conseguindo passar, contudo, do famoso paralelo 38, onde a Coreia do Norte apoiada pela China conseguiu impor – se e derrotar a invasão norte americana.

Em seguida os EUA se viu na necessidade de deter a revolução na Indochina, onde o Vietnã elegeu Ho Chi Min e as tropas francesas tentaram manter – se no poder tendo que recuar para o Vietnã do Sul depois da impressionante vitória dos vietcongues. O fracasso do colonialismo e a instabilidade do Vietnã do Sul levou os EUA a assumir a defesa dos governos impopulares desta aventura estatal chegando a colocar 500 mil homens e a mais alta tecnologia militar que os levou a derrota definitiva em 1973. Durante essas aventuras tão sangrentas os EUA continuo a lutar para suceder os regimes coloniais com uma política neocolonial apoiada sobretudo no plano econômico pelo FMI e o Banco Mundial que haviam sido criados no pós – guerra e colocados a serviço dessa política neocolonial. O custo de todas essas aventuras militares, particularmente da confrontação direta com a União Soviética, criou um grave problema fiscal nos EUA que agravou a perda de vigor da economia deste país ao ponto de ter que recorrer a um calote mundial ao abandonar o compromisso assumido depois da guerra de manter o dólar estável de acordo com o padrão ouro. Desde 1970 para cá, os EUA tem lutado para manter – se na liderança do Mundo sendo que na década de 1990 e 2000 se aventurou em guerras no Oriente Médio que levaram a perda de influência sobre o Iraque, depois de uma invasão com 150 mil homens, e, sem seguida, sobre o Afeganistão entrando em contradição com forças políticas locais que apontam para uma perda cada vez mais forte de influência sobre a principal zona de exploração de petróleo no Mundo.

Neste ínterim as grandes potências que se impuseram como Nações independentes começaram a dirigir sua própria economia com a forte direção de seus próprios Estados criados como resultado da sua independência dos poderes coloniais. Não é aqui o lugar para entrarmos em detalhe desse processo, mas assinalaríamos sobre tudo a Conferência de Bandung em 1955, na qual os dirigentes da China, da Índia, do Egito, da Indonésia, da Iugoslávia propuseram a sua própria visão do Mundo na qual prevalecia o questionamento da Guerra Fria, a política de paz, o desenvolvimento econômico e social e a capacitação de seus povos para a gestão de seus Estados Nacionais e com a forte afirmação de suas soberanias nacionais. Não é aqui o lugar também para também destacarmos as políticas que seguiram esses países, mas é necessário ter claro que a destruição dos Estados coloniais foi suficiente para assegurar – lhes a criação dos instrumentos políticos, ideológicos e econômicos que depois de muita luta vão se impondo contra as políticas neocoloniais e imperialistas. Dentro desse contexto é especialmente significativo a presença da China com 1 bilhão e 300 milhões de habitantes que vai ser chamada pelos EUA na década de 70 para dividi – la e separá – la totalmente da União Soviética. Foi um erro de cálculo, mas também uma necessidade econômica. A China deu ao movimento dos novos países industriais que se expandiram para os mercados dos EUA e da Europa não só o subsidio demográfico, como também civilizatório que a permitiu converter – se rapidamente e de maneira espetacular na principal potência do Mundo. É verdade que falta ainda muitos elementos econômicos, sociais, políticos e culturais, para ocupar plenamente essa condição. Mas sua taxa de crescimento de 10 a 8% ao ano lhe permite dobrar o seu PIB a cada 6 ou 7 anos, enquanto Europa e EUA veem limitados seus crescimentos a padrões de 1 ou 2% ao ano, no máximo, ficando para trás na corrida econômica mundial. Inclusive para sustentar seus padrões de consumo EUA e Europa recorreram recentemente ao endividamento combinado com deficit comercial e deficit fiscal gigantescos. Hoje os EUA tem uma dívida equivalente ao seu PIB, enquanto a Europa quase toda esta na mesma situação ou pior e, também, o Japão. Desta forma a trilateral que buscou rearticular os 3 continentes na década de 70 e 80 foram levados a uma evidente decadência, enquanto a Ásia, sobre a liderança da China, numa gigantesca economia em pleno desenvolvimento. Este desenvolvimento se expande para outras áreas do Mundo como a África e a América Latina trazendo uma poderosa demanda mundial para o chamado terceiro mundo e convertendo os ideais de Bandung nas forças mais dinâmicas para a condução do Planeta a sua sobrevivência e não ao holocausto nuclear e ambiental que nos impõe o domínio do imperialismo norte americano.

Se percorrermos as últimas “reflexões” da imprensa a serviço da produção de subsídios para as estratégias de poder mundiais, veríamos, por exemplo, o último número de Foreing Affairs no qual não só procura fazer um balanço da superioridade crescente da China na economia mundial, como se vê obrigado a autocriticar seu desprezo pelas mudanças estratégicas e geopolíticas em marcha a partir dessa nova situação mundial.

Além de buscar alento com previsões negativas sobre a capacidade da China de manter suas políticas de desenvolvimento se veem na necessidade, por exemplo, de chamar atenção para o impacto das relações entre China e Rússia no que Ivan Krastev e Mark Leonard chamam de “como Putin está desagregando a Aliança Atlântica”. Ao mesmo tempo vemos a surpresa diante das inovações financeiras trazidas pela China. Ou então o reconhecimento da crescente reestruturação estratégica mundial com a retomada da estrutura de poder econômico euro-asiática. Também é claro a sua apreensão diante do crescimento dos BRICS. O Banco dos BRICS, apesar de diminuir totalmente a importância do FMI e do Banco Mundial, é somente uma parte de uma estratégia de ação financeira. Os recursos que a China destina para a América Latina são suficientes para reestruturar totalmente essas economias permitindo que estejam afastadas definitivamente dos mecanismos de sub exploração de um EUA e Europa que devem mais do que produzem e que trabalham com ficções financeiras para retirar recursos das Nações exportadoras. É assim que de repente sabemos que a China destinará 53.3 bilhões de dólares a investimento no Brasil e busca converter em realidade a unificação dos Oceanos Atlântico e Pacífico, que transformaria o Brasil realmente em uma potência global. Mas se nós não tomamos em consideração o Banco da Ásia que já atraiu mais de 24 países da Europa, da Austrália e de outras regiões do Mundo podemos compreender quão absurda é a incapacidade da nossa classe dominante de aproveitar essas perspectivas históricas novas. 

O destino dessas classes dominantes é o mesmo das oligarquias latino americanas que tentaram manter – se sobre o domínio espanhol e português ou mesmo do sul dos EUA, que tentou impedir o avanço do norte numa guerra civil de 2 milhões de mortos que os derrotou na base mesmo de seu poder que era o regime escravista com aspirações de livre mercado tentando impedir ao norte a imposição sobre o sul com suas tarifas dos seus produtos industriais. O livre cambismo do sul sofreu uma derrota definitiva na guerra civil dos EUA, que a partir do seu protecionismo até hoje tão violento conseguiram impor o desenvolvimento econômico dos EUA.

Para que nossos leitores possam conhecer análises mais realistas do que a nossa imprensa costuma apresentar, proponho a leitura do artigo sobre os limites da diplomacia econômica dos EUA publicado pela ALAI e replicado pela Alba Notícias e escrito por Humberto Mazzei, onde se pode ver as tentativas de adaptação dos EUA a essa nova situação mundial. Uma classe dominante que aceita submeter – se a essas imposições não tem muito futuro ...

Segue o Artigo de Umberto Mazzei:

La agenda de la Diplomacia Económica de Estados Unidos 

Umberto Mazzei

ALAI AMLATINA, 11/05/2015.- Después de la Gran Depresión, desde 1934, el Congreso de Estados Unidos delegó parte de sus atribuciones en política comercial en el Presidente del Ejecutivo. Desde 1974 la delegación se hizo completa con lo que se conoce en la jerga política como Fast Track y cuyo nombre oficial es Trade Promotion Authority (TPA). El procedimiento consiste en que el Congreso fija los objetivos de política comercial y promete rechazar o aprobar el acuerdo que se negocie, sin modificarlo. 

Desde NAFTA, los acuerdos comerciales que propone Estados Unidos implican implícitamente la adopción de políticas neo-liberales y desbordan el contenido comercial con obligaciones en otras áreas, como finanzas, inversiones, propiedad intelectual, asuntos laborales, ambiente, cooperación internacional y hasta de políticas industriales (reglas de origen preferenciales). Como los acuerdos cubren una gama tan amplia, por los objetivos que señala el congreso cuando aprueba el Fast Track se puede conocer la agenda de la diplomacia económica de los Estados Unidos, aunque sea secreta.  

Objetivos del Fast Track de 2015

En abril 2015 el Congreso de Estados Unidos aprobó el TPA o Fast Track, con 113 páginas de  condiciones y reservas, que defienden el proteccionismo de Estados Unidos y combaten el de los  extranjeros.  En textiles, anti-dumping y agricultura, la ley limita explícitamente cualquier apertura del mercado norteamericano.  Por si hay algún descuido, la Sección 8, sobre Soberanía, especifica que todo acuerdo comercial de Estados Unidos no es vinculante si contradice sus  normas  presentes o futuras.  Esto quiere decir que los acuerdos obligan a los otros socios, pero no a Estados Unidos, país excepcional e indispensable, como proclaman sus dirigentes. 

La sección 12 en el texto del TPA, que señala los objetivos, omite la Ronda Doha de la OMC, por lo que se deduce que a Estados Unidos ya no le interesa, porque no ha logrado cambiar su objetivo. La Ronda sigue estancada porque Estados Unidos rehúsa cumplir su mandato original: desmantelar los subsidios agrícolas que favorecen sus exportaciones y destruyen la agricultura de otros países.
Las prioridades expresadas en el TPA 2015 son las siguientes: 

a) Extender la cobertura de la OMC y sus acuerdos plurilaterales a productos, sectores y modos de comercio que no estén cubiertos. Esto es, disminuir las áreas para políticas independientes. 

b) Expandir la participación de países en el Acuerdo sobre tecnología de la información, el Acuerdo sobre Compras Gubernamentales y otros plurilaterales de la OMC. Esos acuerdos incluyen sólo a los países que han querido o sido obligados a suscribirlos y no tienen rango multilateral. 

c) Expandir la oportunidad de competir en los mercados para Estados Unidos y obtener condiciones más justas y abiertas para el comercio, incluyendo la utilización de cadenas globales de valor, en la negociación de nuevos acuerdos multilaterales y plurilaterales en la OMC.
 
El término clave aquí es cadenas de valor, un concepto que da mucho mayor valor a la propiedad intelectual y a la inversión de capital en el valor final de un producto, que al trabajo, los materiales  y cualquier otro insumo local de la producción. Ese concepto del valor se muestra claramente en el caso mencionado por Katu Arkonada, en su excelente análisis EEUU: la hegemonía no termina de morir, la fase de dominación ya ha comenzado (http://www.alainet.org/es/articulo/169418)  « A pesar de que desde 2007 China es la principal productora de software y hardware, el 84% de las ganancias en este rubro siguen estando en manos de capitalistas estadounidenses ».
d) Conseguir que los acuerdos comerciales de los que Estados Unidos no sea parte, alcancen los altos patrones y cumplan con las disciplinas de la OMC, incluyendo el Artículo XXIV del Gatt 1994, el Artículo V y Vbis del Acuerdo General sobre Servicios, la Cláusula de Habilitación y la revisión significativa de los acuerdos regionales.

Esto proclama una desfachatada intromisión en los asuntos que acuerden terceros países y busca sabotear aquellas relaciones económicas internacionales en que los Estados Unidos no logra inmiscuirse; léase Mercosur y más recientemente el Mercado Común Euro-Asiático con Rusia como centro y la Regional Comprehensive Economic Partnership (RCEP) en Asia, que excluye a Estados Unidos, pero reúne a las seis economías más grandes de Asia: China, India, Japón Corea del Sur, Australia y Nueva Zelandia, además de Brunei, Camboya, Indonesia, Laos, Malaysia, Myanmar, Filipinas, Singapur, Tailandia y Vietnam. Un gran contrapeso a su TPP.


e) Resaltar el cumplimiento de los miembros de la OMC con sus obligaciones como miembros de la OMC a través de la participación activa en los órganos de la OMC por los Estados Unidos y los otros miembros, incluyendo el mecanismo de revisión de políticas comerciales y el sistema de comités de la OMC, que incluye el comité sobre acuerdos de comercio regionales. 

Es de notar aquí que casi todos los comités están presididos por representantes de países que ya cedieron su espacio político a los Estados Unidos mediante los llamados acuerdos de libre comercio.  Ningún comité está presidido por un país que antagonice sus iniciativas. Esto es algo que debiera incitar a una política mejor coordinada entre BRICS, ALBA, Mercosur y países africanos. 

f) Estimular una mayor cooperación entre la OMC y las otras organizaciones internacionales. La alusión aquí es principalmente al FMI, Banco Mundial y sus bancos regionales, cuyas recetas son bien conocidas e incluyen apertura comercial. 

La parte multilateral de la agenda es la de circunvalar resistencias en OMC mediante una « exitosa negociación de nuevas reglas de comercio en acuerdos en el TPP…. que luego sirvan de modelo para futuras negociaciones en la OMC » y eso está muy claro en el texto como estrategia general. En cuanto a temas técnicos específicos, resaltaremos los puntos más importantes.

En medidas sanitarias y fitosanitarias habla de estimula la adopción de patrones internacionales y exigir justificación científica cuando la medida es más estricta que los patrones internacionales. Además del reconocimiento de la equivalencia de los sistemas de protección de salud de los países exportadores.
El asunto aludido aquí es la exportación de productos agrícolas, de los que Estados Unidos es el mayor exportador, gracias a los subsidios.  Sucede que las normas de OMC ya son el patrón en materia sanitaria y fitosanitaria. Lo que se busca aquí es imponer las normas de Estados Unidos como patrón y en particular la aceptación de productos producidos con organismos genéticamente modificados (OGM) como se produce en Estados Unidos, a pesar de que ya hay pruebas científicas de que perjudican a la salud, pero que Estados Unidos o Monsanto se niegan a admitir. 

En subsidios el objetivo es reducir o eliminar subsidios, de otros, que disminuyan las oportunidades de mercado para las exportaciones de los Estados Unidos o distorsionen los mercados agrícolas en detrimento de los Estados Unidos.

Este objetivo está impregnado de cinismo. Estados Unidos distorsiona los precios internacionales e invade mercados gracias a los US$ 139,5 millardos (2012) con que de algún modo subsidia su agricultura y sus exportaciones agrícolas, pero en la OMC osa reclamar cuando otros subsidien a sus agricultores. En la OMC, los Estados Unidos reclaman a la India, cuya población de agricultores pobres es la mayor del mundo, que gaste US$58 millardos (2010) en ayuda a sus campesinos. Un reclamo temerario, porque cada agricultor norteamericano recibe US$ 57.901, con lo que bien pudiera vivir, mientras que cada agricultor de la India recibe sólo US$ 99.

En indicaciones geográficas, un tema en que no puede competir con Europa, el texto habla de eliminar y prevenir lo que disminuya el acceso a mercado a los productos de los Estados Unidos. En esencia pide proteger los términos genéricos contra las indicaciones geográficas específicas que son escasas o de poca tradición, en Estados Unidos.

En compras gubernamentales incita a pedir mejores prácticas y apertura, porque en todo país el gobierno es el mejor cliente y suele preferir productores nacionales; Estados Unidos hace lo mismo cuando dice Buy American. Es un viejo objetivo, de los propuestos y rechazados en la ministerial de Singapur, en 1996.

En comercio de servicios el texto dice … A) ….expandir ...y obtener mayor apertura a través de la uso de cadenas globales de valor  B) reconocer que la expansión del comercio de servicios genera beneficios para todos los sectores de la economía y ese objetivo mencionado en el párrafo A) debe ser perseguido con todos los medios, incluyendo a través de acuerdos plurilaterales ….

Ante la resistencia a expandir con nuevos compromisos las áreas concedidas en el acuerdo general sobre comercio de servicios, la política de Estados Unidos es ahora la de ampliar los compromisos en servicios en acuerdos de comercio bilaterales o regionales, para instalarlos como acuerdos plurilaterales en la OMC, que luego pretende que son fuente de patrones internacionales.

En Inversiones dice eliminar y prevenir medidas que exijan a los productores de Estados Unidos la ubicación de instalaciones, propiedad intelectual, u otros activos en el país como condiciones de acceso a mercado o permitir inversión, incluyendo medidas de innovación indígenas. En breve, se trata de excluir todas las razones que pueden hacer ventajosa una inversión extranjera para un país.

En Derechos de Propiedad Intelectual hay marcha atrás. Antes se quería prolongar el monopolio de las patentes. Ahora se quiere que la protección no sea tan alta que impida el comercio digital legítimo. Insiste en proveer protección a nuevas tecnologías y métodos de transmitir y distribuir productos por vía digital. Este asunto, prioritario para Estados Unidos, es vulnerable, porque hay en OMC un waiver para no legislar sobre el tema, que se renueva cada año. El TPA no menciona el párrafo 6 de la Declaración de Doha, que prioriza la salud pública sobre la Propiedad Intelectual.

En comercio digital de bienes y servicios, su objetivo es impedir que los gobiernos restrinjan el flujo transfronterizo de datos o exijan el procesamiento local y bancos de datos locales. 

Las empresas propiedad de los estados serán un objetivo de negociación para limitar privilegios, discriminación y subsidios que las favorezcan.
En patrones laborales y de ambiente, el texto dicta cuales normas los socios comerciales deben adoptar.  

Conclusión
A lo largo del documento se insiste en abrir mercados. Eso causa perplejidad porque Estados Unidos es poco competitivo, tiene un crónico déficit en su balanza comercial y subsidia para exportar.  El enigma se aclara si recordamos que Sismondi dijo hace 200 años <!--[if !supportFootnotes]-->[1]<!--[endif]-->, que en mercados abiertos, quienes tienen más dinero sacan de él a sus competidores. Siempre tendrán más dinero las empresas de un país que emite dinero de la nada. Ese privilegio es la base de la política comercial internacional de Estados Unidos.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

CONVOCATORIA A JÓVENES DE AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE





CONVOCATORIA A JÓVENES DE AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE

Fecha límite de esta convocatoria: 25 de mayo de 2015



Hasta el 25 de mayo de 2015 se reciben postulaciones de jóvenes con trabajo en el campo académico y el servicio público, interesados en realizar una experiencia de dos semanas en The New School, Nueva York. 

La Beca PNK, que otorgó un total de 12 becas a jóvenes sudamericanos en las últimas cuatro ediciones, se amplía en esta oportunidad a todos los países de América Latina y el Caribe mediante el otorgamiento de cuatro becas.
 
Inspirada en el legado y los logros del ex-presidente Néstor Kirchner durante su gestión como mandatario de la República Argentina (2003-2007) y como primer Secretario General de la UNASUR (2010), la beca tiene un perfil innovador que busca impulsar a profesionales de variadas disciplinas, con experiencia tanto en el campo académico como en el servicio público. La convocatoria, que se realiza por quinto año consecutivo, es organizada conjuntamente por The New School University, basada en Nueva York, a través de su Observatorio Latino Americano (OLA), y la Universidad Nacional de San Martí­n, de la provincia de Buenos Aires, Argentina. 
 
Los ganadores de la beca -uno de Argentina y tres de todos los países de América Latina y el Caribe- realizarán una estadía de dos semanas en The New School University, donde presentarán su trabajo ante estudiantes y profesores, se entrevistarán con académicos y representantes políticos y sociales, y brindarán una conferencia pública. 
 
Segun el Becario PNK 2014-2015, Juan Martín Graña: "Haber debatido las problemáticas propias frente a personas de diferentes países de la región y del mundo, permite valorizar correctamente tanto los logros de la región como sus problemas. Allí es dónde esta beca es diferente a las demás". Graña agrega que otro de los aportes distintivos de la beca consiste en conjugar lo académico con el compromiso político, permitiendo que las discusiones trasciendan las aulas y puedan convertirse en acciones. 
 
Los aspirantes deben ser ciudadanos de América Latina y el Caribe; deben estar realizando un posgrado (maestría o doctorado) o haberlo completado; deben tener experiencia en el servicio público (organismos gubernamentales u ONGs); y deben tener dominio del idioma inglés. Sus investigaciones se deben contextualizar en América Latina y el Caribe, abarcando alguna de las siguientes áreas: territorios, regiones, ciudades y medio ambiente para un desarrollo con inclusión social; medios de comunicación y democracia para un desarrollo con inclusión; políticas públicas para un desarrollo con inclusión y justicia social. 
 
Se reciben postulaciones entre el 1 de marzo y el 25 de mayo de 2015. La aplicación a la Beca se realiza on-line, ingresando a: http://www.becanestorkirchner.org/sitio/solicitud.asp

Se reciben consultas en: info@becanestorkirchner.org
 
Para obtener más información sobre la Beca y sus ediciones anteriores:

Puede descargar las Bases y el Reglamento, y completar el Formulario de Solicitud en el sitio web de la Beca.

Le pedimos disculpas si ha recibido varias copias de esta convocatoria. Por favor, siéntase libre de distribuir este mensaje a quienes pudieran estar interesados.
  
En nombre del equipo organizador, le saludan cordialmente, 

Christian Asinelli, Director de la Beca Presidente Néstor Kirchner por la UNSAM
Marcelo Bufacchi, Director de la Beca Presidente Néstor Kirchner por la UNSAM  
Margarita Gutman, Directora de la Beca Presidente Néstor Kirchner por el OLA/The New School

más información: 

siganos:   logo Facebook logo twitter
 
contacto de prensa: prensa@becanestorkirchner.org


Instituciones Asociadas: 
Centro Latinoamericano de Administración para el Desarrollo, CLAD
 
con la Declaratoria de Interés Académico de:
Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo (FADU) y de la Facultad de Ciencias Sociales (FSOC) de la Universidad de Buenos Aires (UBA), y la Declaratoria de Interés Educativo del
Ministerio de Educación de la Nación, Argentina

Este programa cuenta con el apoyo de la JULIEN J. STUDLEY FOUNDATION

sexta-feira, 8 de maio de 2015

CHOMSKY E A AMÉRICA LATINA NO MUNDO DE HOJE

A revista Diálogos do Sul publicou a entrevista de Chomsky que analisa a repercussão e a importância da 7ª Cúpula das Américas. Vale a pena abri – la clicando aqui.


Destaco também o fato de que o próprio evento esteve ameaçado de não realizar – se, pois TODOS os países da América Latina e Caribe se opuseram a realização da 7ª Cúpula das Américas se não estivesse presente a República de Cuba. Os EUA foi obrigado a abrir as negociações com Cuba, soltar os prisioneiros que a "Justiça" dos EUA condenou a dezenas de anos de prisão por estarem acompanhando as atividades dos terroristas anti cubanos protegidos pelo Governo Norte Americano.


Vale a pena ressaltar também que TODOS países latino americanos e caribenhos exigiram do Governo Norte Americano retirar as ameaças de intervenção militar na Venezuela. Esta unanimidade garante à região a condição de vanguarda política e diplomática do Mundo contemporâneo. Somente a grande imprensa brasileira, os ex – diplomatas do PSDB e outras manifestações de atraso e ignorância podem defender a ideia de que o Brasil deveria discordar do consenso latino americano e caribenho para ajustar – se às exigências da decadente potência hegemônica norte americana.


A oligarquia pró espanhola e portuguesa da América Latina defendeu até a última gota de seu sangue não muito espesso a condição colonial da nossa região. Frente a estas pressões de atraso se levantou um movimento e a guerra de libertação da América Latina dirigida por Simon Bolívar. Foram inventadas muitas histórias contra ele. O jovem Marx inclusive se deixou influenciar por estas calúnias. Agora fazem o mesmo com o grande líder da libertação da região: Hugo Chávez. Contra ele e a experiência revolucionária venezuelana se levanta uma onda de calúnias que tem confundido muita gente. 

INSTALAÇÃO DA REDE E CÁTEDRA DA UNESCO (REGGEN) NA UERJ



Notícia importante: A Cátedra e Rede da UNESCO sobre Economia Global e Desenvolvimento Sustentável (REGGEN) se incorpora agora ao Instituto Multidisciplinar de Formação Humana com Tecnologias (IFHT) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Se inicia esta fase com um ato inaugural e um Seminário que resultará em propostas interessantes de pesquisa e projetos de políticas públicas. 

Vejam o cartaz dessas atividades a seguir e acompanhem o novo site clicando aqui.






CURIOSA DEMONSTRAÇÃO DE QUE O "MODO DE VIDA" DOS ESTADOS UNIDOS ESTÁ NUM ESTADO TERMINAL. UM ESTUDO MAIS PROFUNDO MOSTRARIA QUE O PROBLEMA É AINDA MAIS GRAVE.


ESTADOS UNIDOS


Si Baltimore no fuera estadounidense

MANUEL E. YEPE/Resumen Latinoamericano/ALAI, 6 de mayo de 2015 - El diario estadounidense “The Washington Post” publicó en días pasados un curioso análisis especulativo llevado a cabo por sus periodistas acerca de lo que habrían divulgado los medios de prensa más importantes de Occidente sobre una situación tal como la que se creó en la ciudad de Baltimore, del estado de Maryland, con motivo de la ola de disturbios que generó la muerte el 19 de abril del joven negro estadounidense Freddie Gray cuando se hallaba bajo custodia policial. Desde el punto de vista de quienes participaron en el análisis, si estos hechos hubieran tenido lugar en  cualquier parte fuera de Estados Unidos la reacción habría sido aproximadamente la siguiente:

-Numerosos analistas internacionales habrían presagiado el surgimiento de una “primavera” del tipo de las habidas en algunas naciones del Oriente Medio en el país tomado como base, elogiando la movilización de los jóvenes para la protesta a través de las redes sociales.

-Los gobiernos del mundo habrían expresado su preocupación por el auge del racismo y la violencia estatal en el país donde estuviera ocurrido el fenómeno. Habrían condenado el trato a las minorías étnicas y la corrupción de las fuerzas de seguridad al abordar casos de brutalidad policial en el país en cuestión.

-Londres habría emitido un comunicado llamando al régimen del país a frenar los excesos de los agentes de seguridad del Estado en la nación implicada por haber tratado brutalmente a miembros de minorías étnicas. Exigiría la aplicación de la ley en pie de igualdad para todos los ciudadanos, negros o blancos, así como el respeto a los derechos humanos esenciales, culpando al régimen local por atentar contra una democracia sana.

-La ONU, por su parte, también habría emitido una declaración condenando la militarización y la brutalidad policial “que hemos observado a lo largo de los últimos meses en el país de los hechos”, instando firmemente a las fuerzas de seguridad a llevar a cabo una investigación rigurosa sobre la muerte del detenido. “No hay excusa para la violencia policial excesiva”. Además, habría exhortado al gobierno de esa nación a hacer públicas las bases de datos sobre la violencia policial para mejorar la transparencia y reducir la corrupción en su sistema judicial.

-Los grupos internacionales que abogan en defensa de los derechos humanos se habrían dirigido a la comunidad internacional, pidiendo facilitar asilo a las minorías étnicas negras del país donde ocurrían los desórdenes causados por el asesinato del detenido.

Por supuesto que nada de lo anterior sería aplicable al gobierno del país culpable en el imaginario caso en estudio, dado que los hechos ocurrieron, han ocurrido muchas veces y nadie duda que sigan ocurriendo en Estados Unidos.

Un análisis de otro tipo había sido publicado por el diario estadounidense The New York Times  poco antes, resaltando que 1.500.000 afroamericanos han sido eliminados de la vida cotidiana de Estados Unidos en el período reciente, entre tanto seis personas negras de 24 a 54 años han desaparecido de la sociedad estadounidense por muerte prematura o encarcelamiento.

Según el último censo realizado en Estados Unidos, el homicidio ocupa el primer lugar como causa de muerte de los hombres negros jóvenes. Estados Unidos es el país con mayor número de presos en el mundo (con el 5% de la población mundial posee el 25% de la población encarcelada de todo el mundo). De los 2,3 millones de presos que tiene, casi el 40% son afroamericanos, quienes solo representan el 12.6% de la población civil total. Es seis veces más probable que sea encarcelado un hombre negro que uno blanco.

Estados Unidos es la nación desarrollada con una mayor brecha de desigualdad económica entre ricos y pobres, y la desigualdad de riqueza es aún mayor que la desigualdad de ingreso. El 3% de familias con mayor riqueza, posee más del doble que el 90% de las familias con menores recursos. Esta brecha se ha ensanchado continuamente desde fines del siglo XX hasta hoy.

Las familias negras estadounidenses fueron las más afectadas por el escándalo de los depredadores préstamos bancarios cuando explotó la burbuja inmobiliaria de 2007. Hacia fines del siglo XX, la familia blanca media en la superpotencia tenía una riqueza seis veces superior a la de la familia negra. Hoy, la familia blanca media posee doce veces más que la negra y la pronunciada desigualdad económica sigue agudizándose.

Estas disparidades se reproducen dramáticamente en las causas del desempleo subsiguiente, que afecta de manera muy superior a los ciudadanos que no son de piel blanca.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

CRISIS TERMINAL DEL CAPITALISMO O CRISIS TERMINAL DE LA HUMANIDAD


Don Pablo Gonzales Casanova, mestre de várias gerações, nos convoca à luta diante da ameaça cada vez mais concreta de destuição da humanidade.

 
Pablo González Casanova*

ALAI AMLATINA, 07/05/2015.- La enorme contribución de creencias y religiones a la emancipación de nuestra América es uno de los grandes legados que tenemos y al que se añadió –entre luchas contra las oligarquías y los imperios, la fuerza de un liberalismo radical, que más que una ideología es parte esencial de nuestra cultura, tan viva hoy en la lucha por la libertad como en la nueva y enredada lucha de clases y contra el imperialismo.

La creación de espacios laicos en plazas, escuelas y universidades dio a la lucha por la Independencia y la libertad armas notables que se renovaron por pensadores, políticos y revolucionarios del más alto nivel. Muchos de ellos desde siglo XIX han enriquecido nuestras revoluciones con los más variados combates y pensamientos. En todos estos sobresalen con valiosas aportaciones, los zapatistas y sus sucesores en México y La Lacandona, así como los descendientes de Túpac Amaru y otros movimientos indios de América del Sur, que desde hace más quinientos años no han dejado de combatir por sus tierras y sus ideas, y a los que el movimiento boliviano, con Evo Morales y Álvaro García Linera enriquecen con planteamientos de una democracia y un socialismo pluri-étnicos.

A esa variedad de luchas se añaden otras más que siguiendo la vía pacífica de la Unidad Popular y de Salvador Allende en Chile, dan hoy primordial importancia a que del ejército salgan quienes apoyen a su pueblo con férrea lealtad y profundo compromiso moral e ideológico. El general cristiano y revolucionario Hugo Chávez, diestro en la teoría, la política y las armas añadió a la memoria y la imaginación creadora de los movimientos anteriores la contribución insistente de que el socialismo será obra del pueblo o no será, y al mismo tiempo reformuló los planteamientos bolivarianos que enriquecen a la Revolución Latinoamericana y que contribuyen a unir en un proyecto común, contra las intervenciones extranjeras, a todos los dirigentes de América Latina, --tengan la ideología y la posición política que tengan-- para que se unan en la defensa de sus integrantes a fin de que, como un solo bloque, actúen en un mundo dominado por bloques. Al mismo tiempo que Chávez planteó ese proyecto continental y por un mundo en que impere la paz, en su país se propuso emprender una clara lucha por la democracia, la independencia y el socialismo. Chávez se sumó así a quienes en América Latina han hecho importantes contribuciones a la emancipación y la vida humana, desde Cuba, Chile, el Sureste Mexicano, Bolivia y Ecuador.

La originalidad de esas contribuciones, y el hecho de que, América Latina haya sido calificada como la región de avanzada mundial en los nuevos planteamientos por la emancipación, nos induce a pensar en términos locales y universales, sin esperar a que éstos nos vengan de Heidelberg o París como originales a copiar, y sin olvidar que cada movimiento emancipador actuará a su modo, desechando recetas que supuestamente se deben aplicar en todo tiempo y lugar, pero aprovechando conceptos derivados de las más variadas experiencias, y que se repiten aquí y ahora, y aun en esas más concretas hay que ver cómo se comportan en las circunstancias en que cada movimiento actúa.

Con este ánimo tenemos hoy que redefinir claramente el mundo que queremos para que se vea que no estamos hablando por hablar. Tenemos que redefinir y materializar palabras como libertad, justicia y democracia, de las que muchas veces se ha perdido la atención, la memoria y la práctica de su significado verbal y actual. Redefinirlas y materializarlas es parte de una tarea universal, pues en un momento de crisis mundial de las ideologías, como el que vivimos, nosotros mismos usamos esas palabras sin ver cómo las hemos redefinido y cómo las hemos materializado.

Estoy seguro que ningún mensaje es más urgente y necesario que plantear la preservación de la vida en la Tierra, la emancipación del ser humano, y la organización local, regional y global de colectividades y colectivos de jóvenes, de pueblos, de trabajadores, de campesinos, de profesionales, que honren su palabra, articulen su voluntad y materialicen su experiencia, dominen su información, y su forma de dialogar y acordar con serenidad y firmeza para defender efectivamente la libertad y la vida

No quiero extenderme mucho. Me limitaré a definiciones que tengan que ver con la lucha actual, real y material.

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Empezaré por la palabra democracia que es la más vinculada al qué hacer y cómo hacerlo, la más instrumental. Por democracia entendemos que las grandes decisiones las tome el pueblo, y que en última instancia sea comportamiento obligado que el pueblo diga qué hacer o qué medida tomar, y que en las decisiones de riesgo se diga antes de la decisión ¿cuál medida se debe tomar y qué riesgos es preferible asumir?

Para que no se quede en palabras reconocer que corresponde al pueblo eso que llaman soberanía, hoy podemos combinar las técnicas más antiguas de la democracia directa, en localidades o empresas donde todo mundo se conoce, con las nuevas técnicas de la comunicación, información, organización. Con unas y otras podemos enfrentar los problemas a resolver, pero ya sin contraponer como un todo abstracto las organizaciones horizontales y las verticales, sino viendo qué tipo de organizaciones pueden permitirnos el logro más eficiente de nuestros proyectos emancipadores.

En terrenos como los órganos de defensa, y muchos de gobierno y administración, en especial los de servicios especializados como la salud, la construcción urbana o de presas y caminos, y otros servicios de gobierno, de defensa y educación, podemos combinar las organizaciones de tareas jerárquicas con organizaciones de tareas coordinadas y, al mismo tiempo, podemos promover las organizaciones de comunidades y sistemas de comunidades, de cooperativas  y sistemas de cooperativas, aisladas o relacionadas entre sí.

En la organización de la vida, y de la democracia, a los flujos de información se añadirán los de bienes y servicios. Y en toda esta organización de organizaciones, las vanguardias y los especialistas tomarán muy en cuenta las experiencias pedagógicas del aprender a aprender, las que nos vienen de Paulo Freire entre muchos otros, y en que para la defensa y el gobierno de regiones y naciones enteras por ellas mismas, ha destacado la revolución cubana, lo que le ha permitido resistir más de cincuenta años de bloqueo imperialista, y mantenerse como estrella solitaria, tras la dramática caída del campo socialista. Semejante poder de la pequeña Isla de Cuba sólo puede explicarse si está uno abierto a entender que en la gran lucha por “el mundo moral” y combativo, Cuba construyó y materializó una nueva categoría, la del Estado-Pueblo, o Pueblo-Estado.

A esas experiencias se añade en forma, no menos creadora, la que por la autonomía, la Libertad, la Justicia y la Democracia emprendieron el Ejército Zapatista de Liberación Nacional y los descendientes de los pueblos mayas, que hoy nos convocan, y cuyas aportaciones al diálogo político, al “aprender a aprender” del discurso que combina narrativas, reflexiones, razón e imaginación, se añade una estrecha unión o fusión entre actos y palabras, entre “palabras--cosas--creaciones”, caminos todos que han sido y son objeto de admiración mundial, en especial por la juventud. Todos ellos también explican la capacidad de resistir asedios y embates más de veinte años.

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En cuanto al esbozo combativo de la Libertad, debo decir que en la libertad veo entre los muchos sentidos que tiene el que destaca moral y política, así como el de quienes no temen conocer la verdad sobre el mundo en que vivimos ni las mejores formas de enfrentar los problemas por poderosos y agresivos que sean los intereses que amenazan… “Para conocer… –nos dijo un miembro de la Junta de Buen Gobierno de una comunidad de la Selva- lo primero que tenemos es que perder el miedo”. Jamás había oído expresar de manera tan clara esa teoría del conocimiento ni exponer un problema que atañe a pueblos y letrados, sobre todo ahora en que la moral se ha ido a la guerra. Y aquí empiezo a hablar de la moral de la integridad, de la que cuida quien tiene una conducta intachable. Y más ahora que el enemigo, entre modelos y escenarios formalizados, virtuales y reales, usa la clásica “política de la zanahoria y el garrote”.

Un hombre íntegro, intachable está al amparo de los chantajes y presiones del enemigo a quien se vendió…

Al que se vende le recuerda quien lo compró: “Remember, you are my man”. (“Nomás acuérdate que ya te compré y de lo que puedo decir y hacer decir de ti…”)

El vendido vive bajo la amenaza de que den a conocer sus manchas y tachas quienes lo compraron, y hasta de ser condenado por los jueces, si no obedece en todo lo que le exige, auque sea más y más.

Si la Libertad se da en los orígenes del pensar, decir y hacer, la Libertad se enriquece con la batalla de quien ni se vendió ni se rindió.

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Acerca de la Justicia es importante recordar que estamos luchando tanto por la justicia personal como por la social. Nada menos que por una y otra, construidas desde abajo y por los de abajo, y con vanguardias que aprenden al enseñar y enseñan al aprender, y que hacen del discurso político un discurso pedagógico, y de su enseñar un enseñar con el ejemplo de su conducta.

El que la justicia sea con todos y para todos implica no quedarse en la defensa de los propios derechos e intereses. Ha de recordar lo que dijo Martí: “Patria es humanidad”. Ni yo, ni los míos, ni individualismo, ni clientelismo ni tribalismo antiguo o moderno.

La lucha por la justicia a personas y colectividades replantea los derechos humanos en serio, y no como mero bla-bla-bla. Quien lucha por la Justicia de todos y cada uno tiene que estar conciente de que en esta guerra que vivimos, a la campaña que nuestros enemigos hacen para que predomine el individualismo y el consumismo, --que tanto les sirve para su política de corrupción con represión, y de zanahoria con garrote-- la lucha por la justicia tiene que plantearse como una política que se propone dar término a la sociedad de consumo, a la producción de lujo y de basura y que, al mismo tiempo respeta, como política las grandes obras de arte de nuestros antepasados, sean arqueológicas o históricas, artísticas, científicas o folklóricas.

 Pero entre nuestras prioridades morales y materiales está dar trabajo y con qué trabajar a los despojados, a los excluidos, a los marginados, a los des-regulados, a los inmigrantes y trabajadores informales, sin papeles, a los sin techo, sin pan o tortilla, y en este continente, a los pueblos originarios que todavía sufren las lastras del colonialismo material y mental, así como a los descendientes de los esclavos africanos, que con las injusticias sufren la discriminación de ser africanos.

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Para lograr esas metas forzosamente tenemos que plantear la organización de la vida en torno a los valores de la libertad, la justicia y la democracia materializadas, frente a la falsa y mutilada cantinela de los “derechos humanos” pisoteados por los que hoy dominan de arriba abajo con sus corporaciones y complejos, sus estados, gobiernos y mercados, todos al servicio de la acumulación de su poder, utilidades y riquezas.

La solución de tamaños problemas no se dará por un camino corto ni acostumbrado, más bien obedecerá a una guerra que ya se declaró, como puede comprobarse en todas partes, y en que se combinan como armas principales  la corrupción, la represión, y, cuando es el caso, la negociación. Digo que ya se declaró una guerra mundial no convencional que realmente es guerra, que es mundial, y que se está librando en nuestro país y en todos los países del mundo, sin decir que ya se declaró y que ya lleva tiempo de llevarse a cabo.

Si no la vemos, si no nos percatamos de que existe es porque se trata de una guerra hecha de muchas guerras, y unas se dice que son contra el terrorismo y entre terroristas, otras que de sus atrocidades sólo son culpables los musulmanes –que hoy representan lo que para Hitler fueron los judíos—, otras que son de sectas de musulmanes en que combaten Sunitas contra Chiítas, otras entre unas bandas de narcotraficantes por el extenso dominio de los mercados y así sucesivamente, todas  con motivos variados según el tipo de luchas que pueden distraer la atención de la verdadera lucha de la guerra de recolonización del mundo que de paso encubre los magníficos negocios que con ellas hacen complejos y corporaciones con la venta billonaria de aviones, barcos de guerra, armas de largo y corto alcance, municiones y aprovisionamientos de toda especie incluso ”humanitarios”, así como con inmensos préstamos impagables que ya ni siquiera para el desarrollo desequilibrado sirven, a cuyas colosales ganancias se añaden los despojos de los deudores que se quedan sin ciudad, sin casa, sin tierras, agua, servicios elementales, hospitales, escuelas, médicos y medicinas, vida, con millones de ellos debilitados por hambrunas, pandemias, virus genéticamente modificados como el ébola, entre otros.

Los países metropolitanos, sede de corporaciones y complejos,--, “civilizados y  cristianos”--, desde sus comandos de guerra y mira, juegan con sus computadoras en el diseño de esta guerra de  crueldades y confusiones que creen poder ganar, con muy pocas bajas de sus fuerzas –y ninguna en las más altas y cercanas.

A los muchos recursos económicos que la guerra les reporta ponen toda su atención y ninguna a los sufrimientos que provocan. Son presidentes, gerentes, gobiernos y comandos eficaces y eficientes que maximizan su poder y utilidades, ya sea en esas formas indirectas y confusas, ya con guerras y medidas abiertas que ponen al orden del día lo que Harvey ha llamado “economía por desposesión” y que en realidad es “economía por despojo”, abierto y encubierto, formal e informal, directo y subrogado, con ejércitos de línea y con bandas criminales y sádicas debidamente entrenadas, todas al servicio consciente o inconsciente de complejos y corporaciones que sacan billones y billones de los pobres de la tierra y de los recursos de la Tierra...

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¿A qué seguir? A palabras necias oídos sordos. O como decía aquel presidente norteamericano: “They say. ¿what do they say? ¡Let them say!” (“Dicen, ¿Qué dicen? ¡Que digan!”). Es cierto; más que agotar nuestra atención con críticas a “los señores del poder y del dinero”, tenemos que preguntarnos cuáles son las salidas posibles de este infierno, y cómo podemos hacer posible lo que ahora parece imposible a nivel mundial y en la mayoría de las naciones: construir y crear la libertad, la justicia y la democracia.

La guerra mundial actual no sólo es la que llaman los expertos una guerra de espectro completo es decir, no sólo se lleva a cabo en el terreno militar sino en el económico, el político, el ideológico, el informático, el social y cultural --en todos se da la guerra- pero como si no bastara, la guerra también combina el mundo espectacular y el mundo real, las fuerzas mercenarias de viejo y nuevo tipo con los ejércitos de línea, los escenarios de “guerra de distracción” con los de guerra realmente existente de los opresores contra los oprimidos, de los explotadores contra los explotados.

Para el renovado engaño se usan las computadoras con escenarios de “guerra virtual” y de “guerra real”, de guerras de dominación y acumulación y de “guerras a modo”…

Es cierto, en medio de tanta pericia que hasta asusta, los neoliberales de la globalización no pueden impedir un enorme fracaso: nada menos que no pueden, como querían, ser una gran potencia unipolar, y en los hechos, el Gran Fracaso se manifiesta cuando quieren usar “la política de la zanahoria y el garrote” contra el antiguo imperio ruso, durante un tiempo integrado en la Unión Soviética, y en el que esa política no funciona. En la crisis de Ucrania con su presidente nazi, apoyado por el Bloque Occidental, Rusia no abandona sino abiertamente apoya, en lo político y en lo militar, a la gran población rusa que allí vive, y que ha sido golpeada por el nazi y sus aliados.

Tras todos los castigos de Occidente, Rusia les recuerda, por si lo olvidaron, que es una colosal potencia nuclear, absolutamente temible, y cuyas clases dirigentes muestran la decisión de mantener con sus posesiones, el poder que les da, el inmenso bloque a que cada vez se suman otras naciones, que a más de disponer de armas nucleares y sistemas de lanzamiento altamente temibles y eficaces, cuentan con el poder de sus propias corporaciones y complejos en que a la cultura del manejo empresarial añaden la del manejo estatal. (Y aquí hablo en términos puramente coyunturales y tácticos).

En todo caso, semejante descalabro del proyecto unipolar –que Immanuel Wallernstein anunció- no le quita al Bloque Occidental su inmensa prepotencia ni su gran ceguera. Hasta hoy parece incapaz de ver la lucha que no puede ganar. Está como ofuscado frente a una crisis que ninguno de los dos bloques puede superar… Y esta tesis, lejos de corresponder a falta de conocimientos o “meros deseos” está plenamente comprobada en una “sociedad del desconocimiento” como la del bloque Occidental que dispone de conocimientos notables de que tan orgullosa está, y con fundada razón, mientras al mismo tiempo no quiere ver, ni deja ver los que sin la menor duda implican su condición terminal.

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Voy a enunciar el problema científico más importante en toda la historia pasada y actual, y a terminar con unas observaciones y una pregunta.

Mis observaciones:

1ª. Si esta guerra se está llevando a cabo entre confrontaciones y negociaciones, el objeto de unas y otras es cambiar la correlación de fuerzas en relación con el estado inicial de las fuerzas de dominación y las fuerzas rebeldes, para nosotros emancipadoras. Por todo eso, en el terreno de las negociaciones, la guerra se perderá si la colusión, cooptación y corrupción ganan en ellas.

2ª. La guerra se está librando entre el bloque Occidental y el Bloque Oriental. La guerra se perderá si los del Bloque Occidental logran derrocar a Putin y en su lugar –como un nuevo acuerdo de clase global-- dejan que las fuerzas dominantes de Rusia coloquen a un representante de las corporaciones rusas.

3ª. Si la guerra entre bloques se detiene por un acuerdo globalizador, a muy poco tiempo y aunque se repartan el mundo como se lo repartan, tarde o temprano tendrá que renacer y aumentar la competencia mundial entre uno y otro bloques en necesaria lucha por los mercados y los recursos naturales, lucha que por lo demás ya está ocurriendo.

4ª. Con la alianza de los bloques de complejos y corporaciones seguirá desenfrenadamente la destrucción de la tierra y de sus recursos subterráneos y de la superficie terrestre: marinos, forestales, agrícolas, acuáticos, y de la capa atmosférica que envuelve a la Tierra. Indefectiblemente se probará que la maximización de utilidades y riquezas destruirá la biosfera, es decir, todo lo que hay de vida en la Tierra. Afirmación que nada tiene de catastrofista y que está científicamente comprobada por cientos de científicos del más alto nivel.

5a. Dado el clima creciente de tensiones y ambiciones dominantes, patológicas y venales,  con fomento organizado, subsidiado y entrenado de odios colectivos y de innumerables crueldades, la “Destrucción Mutua asegurada “ que hace años fue doctrina militar oficial es más vigente que nunca. Corresponde a una tesis plenamente válida con el tipo de armamento actual y con los numerosos países que disponen del mismo, que no sólo son muchos sino están inmersos en la cultura del odio…

6a. Necesario y perfectamente posible, es comprobar que las ciencias de los sistemas autorregulados y complejos que se manejan para entender y activar al sistema capitalista tienen una gran fiabilidad y exactitud en el estudio e impulso de numerosos problemas, pero que son totalmente incapaces de entender los problemas  científicos prohibidos por quienes los contratan y mandan, y si los entienden, los grandes estadistas y exitosos banqueros y gerentes de los “complejos militares-empresariales”, los “decision Makers”, es decir quienes toman las decisiones dominantes y soberanas, son totalmente incapaces de aplicarlos.

7ª. Como no solamente vemos que existen claros indicios de la crisis del capitalismo y también de la crisis de la vida humana, y que muchos de ellos o están prohibidos, o son perseguidos, o son desatendidos, o no pueden ser atendidos, consideramos necesario que para enfrentar con la mayor seriedad y libertad científica la defensa de la vida humana y de la vida en la Tierra deben analizar el perfil de una guerra como la actual que se da en varios campos, al mismo tiempo o sucesivamente.

Mirando la historia reciente de las guerras que por todo el mundo y en todos los terrenos y niveles se dan advertimos no sólo cómo han sido sino como serán las luchas y guerras futuras, formales e informales, con fuerzas armadas de línea y muchas otras subrogadas.

Todas o casi todas las guerras han ocurrido y van a ocurrir entre represiones, corrupciones y negociaciones, y como lo más probable es que así sigan ocurriendo es muy importante tener conciencia de que tras las dos realidades confrontadas se encuentran dos teorías.  Realidades y teorías tienen un carácter histórico y variaciones en la geografía y en la organización de las partes considerables, pero entre variaciones hay fenómenos que muestran repetirse una y otra vez.

Las dos teorías en guerra son entre: UNA: La que corresponde a la teoría crítica y al marxismo clásico que destacan la lucha de clases, es decir la lucha entre los explotadores y los explotados, entre los opresores y los oprimidos…que es la lucha por la libertad, por la justicia, por la democracia, por la autonomía y por la vida. FRENTE A ELLA SE ENCUENTRA: La lucha global neo-liberal y neo-conservadora cuyo “atractor” principal es la maximización de utilidades, poder y riquezas y que para lograr sus metas emplea múltiples recursos entre los que destacan los que rompen el interés general y de la clase que busca liberarse. Fomentando en sus miembros el individualismo con el “yo” frente al “nosotros”, con “el nosotros” frente a “los muchos”, excluyendo a los que sufren la explotación y la opresión como trabajadores informales, como pueblos y países despojados de sus tierras cultivables, de sus energéticos, de la producción de sus alimentos, del agua de sus manantiales, sus ríos y sus lagos…

Tal es la guerra que se ha dado y que se va a dar entre represiones, entre corrupciones y entre negociaciones. Y en las tres formas de guerra, de igual importancia será mantener y fortalecer la moral personal y la moral colectiva, la moral de lucha y la moral de cooperación y de compartición, la moral de servicio público en la defensa, y en la producción, y la moral en el respeto a las personas y sus diferencias…

¡Libertad, Justicia, Democracia!

Oventic, 2015, 6/ mayo /2015

  *Pablo González Casanova es Ex rector de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Ponencia en el Seminario sobre "El pensamiento crítico frente a la Hidra Capitalista" organizado por el Ejército Zapatista de Liberación Nacional.

A GESTÃO DE ALI RODRIGUES ARAQUE NA UNASUL SE CARACTERIZA PELA DEFESA DOS RECURSOS NATURAIS DA AMÉRICA DO SUL. MONICA BRUCKMANN, SUA ASSESSORA EM TODA SUA GESTÃO, MOSTRA OS AVANÇOS QUE SE REALIZARAM NA BUSCA DA COMPREENSÃO DAS COMPLEXAS IMPLICAÇÕES DE UMA GEOPOLÍTICA DOS RECURSOS NATURAIS DA REGIÃO.

Apresentação do livro "C&T, inovação e industrialização na América do Sul": 

http://www.clacso.tv/perspectivas.php?id_video=456

terça-feira, 5 de maio de 2015

CRISE DOS PARTIDOS, REFORMA POLÍTICA E DEMOCRATIZAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO POPULAR

Prezados colegas e amigos,
debatendo Estado e Sociedade em tempos de (in)determinação política, convidamos a refletir conosco e a divulgar o debate sobre

“CRISE DOS PARTIDOS, REFORMA POLÍTICA E DEMOCRATIZAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO POPULAR”

Palestrantes: TARSO GENRO - MARCELO FREIXO

13/maio, 4ª. feira, às 18:30 horas, na UERJ, Auditório111 (11º. and.)

Rua São Francisco Xavier, 524
Auditório 111 ‐ 11º andar
UERJ ‐ Campus Maracanã

Contamos com sua presença,
Coordenação do Grupo THESE


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