segunda-feira, 19 de julho de 2010

Boletim Semanal - Notícias

Documentos revelam financiamento dos EUA a meios e jornalistas venezuelanos

As constantes denúncias de campanhas concertadas contra a Venezuela e Cuba são sempre desqualificadas como “teorias conspirativas”. Contudo abundam os dados das próprias instituições norte americanas sobre a inundação de recursos para estes objetivos nos países alvo destas campanhas. Vejam estas informações de Eva Golinger que nos enviou a mestranda Malu Muniz:


Documentos revelam financiamento dos EUA a meios e jornalistas venezuelanos

Mais de 150 jornalistas foram capacitados e treinados pelas agências estadunidenses e 25 páginas da internet foram financiadas na Venezuela com o dinheiro estrangeiro.
Por Esther BanalesEva Golinger
[16 de julho de 2010 - 15h00]


Documentos recentemente desclassificados do Departamento de Estado dos Estados Unidos através da Lei de Acesso à Informação (FOIA, por suas siglas em inglês) evidenciam mais de 4 milhões de dólares em financiamento a meios e jornalistas venezuelanos durante os últimos anos.

O financiamento tem sido canalizado diretamente do Departamento de Estado através de três entidades públicas estadunidenses: a Fundação Panamericana para o Desenvolvimento (PADF, por suas siglas em inglês), Freedom House e pela Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (Usaid).

Em uma tosca tentativa de esconder suas ações, o Departamento de Estado censurou a maioria dos nomes das organizações e dos jornalistas recebendo esses fundos multimilionários. No entanto, um documento datado de julho de 2008 deixou sem censura os nomes das principais organizações venezuelanas recebendo os fundos: Espaço Público e Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS).

Espaço Público e IPYS são as entidades que figuram como as encarregadas de coordenar a distribuição dos fundos e os projetos do Departamento de Estado com os meios de comunicação privados e jornalistas venezuelanos.

Os documentos evidenciam que a PADF, o FUPAD, em espanhol, implementou programas na Venezuela dedicados à "promoção da liberdade dos meios e das instituições democráticas", além de cursos de formação para jornalistas e o desenvolvimento de novos meios na Internet devido ao que considera as "constantes ameaças contra a liberdade de expressão" e "o clima de intimidação e censura contra os jornalistas e meios". Para continuar lendo, clique aqui.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ezequiel

A morte de Ezequiel comoveu um grande numero de artistas, sobretudo músicos, mais especificamente aqueles ligados ao Rock.

Como velho amigo de Ezequiel desde os tempos da Geração Complemento, quero deixar meu testemunho sobre a sua qualidade humana.


EZEQUIEL NEVES (1935-2010)


Ouvi a noticia no táxi. ”Aumente o som, por favor! É o Ezequiel. Não pode ser.”

Eu nem sabia que ele estava tão mal. É verdade que não pôde ir à nossa reunião da Geração Complemento por sua dificuldade de deslocar-se, segundo explicou o Silviano. “Ademais, ele não escuta bem e não sabe ficar de fora da conversa. Não dá para ele participar de um encontro como este.”

Ora, nos anos 50, Ezequiel trabalhava numa biblioteca quando freqüentávamos o bar Tiroleza e bebíamos a pior bebida que podia existir: conhaque (vagabundo) com Coca-Cola. Nós chamávamos esta droga de “Mosca”. Nunca soube por quê? Talvez por seu sabor horrível e sua aparência asquerosa. Mas a Geração Complemento era assim. Por isto Ezequiel a expressa tão bem. Este gosto pelo desgosto. Esta permanente excitação diante da vida. Esta intelectualização do cotidiano como constante expectativa. Esta atração pelo NADA. Esta aventura estética sempre aberta.

Sobramos poucos! Silviano, que era o amigo mais próximo de Ezequiel, é a expressão mais sistemática desta aventura. Sua obra literária é um exercício permanente de construção estética. Cada obra conduz a seguinte formando um conjunto a ser refeito permanentemente.

Ezequiel se recusa a este planejamento e talvez por isto os dois se complementavam tão bem. Ezequiel era a constante negação do sentido para sua vida ou sua obra estética. Por isto talvez se entregasse tão profundamente a cada um dos seus trabalhos. Sua OBRA era a sucessão de rupturas e o desprezo permanente por qualquer tentativa de transcender o imediato.

Naqueles anos 50 a Companhia de Teatro Tônia- Celi – Autran passou uma longa estadia em Belo Horizonte. Precisavam de dois quase extras na peça A Viúva Astuciosa de Goldoni. Ele e eu fomos incorporados como os criados dos atores principais. Lembro-me da emoção tão forte de Ezequiel. Numa cena movimentada caiu de verdade. Claro que éramos atores amadores. Contracenar com Paulo Autran, Tônia, Margarida Reys, Osvaldo Loureiro, Claudio, meu Deus! Ser dirigido por Adolfo Celi! Tudo isto justificava nossa emoção, mas Ezequiel a vivia com uma intensidade impressionante. Pensei que ele estava diante de sua vocação definitiva de ator. Na verdade ele continuou alguns anos nesta carreira. Depois deixou. Assim como deixou de escrever seus contos tão interessantes. Sua verdadeira vocação era a vida – multiforme, multicética, multi, multi, multi. Uma vida que é uma obra de arte.

Tudo isto pode se ver nos longos comentários que a imprensa vem publicando de seus amigos e admiradores:

Ezequiel...Ah Sim. Uma vez ele...” Sim ele. Meu querido amigo, apesar dos anos que estivemos longe, sempre estive contigo Ezequiel. Ficam as recordações permanentes de você...

domingo, 11 de julho de 2010

Boletim Semanal

Monthly Review editorial, July 2010

The Socialist Alternative

For those wishing to understand the theory and practice of “socialism for the 21st century,” the publication this summer of Michael Lebowitz’s The Socialist Alternative: Real Human Development (Monthly Review Press) is a major event. Like Marta Harnecker, whose work, “Latin America and Twenty-First Century Socialism: Inventing to Avoid Mistakes,” forms the content of this issue of Monthly Review, Lebowitz is associated with the Centro Internacional Miranda research institute in Venezuela, is an advisor to President Hugo Chávez, and is a major Marxian theorist and political economist. He is also author of Beyond Capital: Marx’s Political Economy of the Working Class, and, more recently, Build it Now (Monthly Review Press, 2006).
Lebowitz’s new book is about the transition to socialism, and in this respect, he has been deeply influenced by Venezuela’s Bolivarian Revolution, which permeates his thinking. But The Socialist Alternative, as he notes in his preface, “is not a book about the Bolivarian process in Latin America.” Rather, it is an attempt “to go beyond the particulars of that case and to prepare ourselves for struggle everywhere. Accordingly, The Socialist Alternative draws upon the Venezuelan experiment to develop a general vision of socialism and concrete directions for struggle” (pp. 9-10). In that sense, Lebowitz’s book is to be regarded as a necessary complement to Harnecker’s discussion, in this issue of MR, of the particular aspects of twenty-first century socialism.
Lebowitz forcefully demonstrates in The Socialist Alternative that the phrase “socialism for the 21st century” is not a mere slogan but a rapidly developing critical practice. The red thread running through his book is an attempt to demonstrate at a theoretical level how Chávez’s notion (derived from the work of István Mészáros) of the “elementary triangle of socialism”—social ownership of production, production controlled by workers, and production for communal needs—has transformed the entire conception of the transition to socialism. The “socialist triangle” thus becomes a means of explaining what needs to be done (and what was not done or done badly in the past) and of suggesting the type of immediate strategies that can be implemented to build socialism now.
Indeed, underlying the entire argument in The Socialist Alternative is a fundamentally different notion of social systems, arising from Mészáros’s reinterpretation of Marx and the Marxian legacy, and growing out of Lebowitz’s own work over the years. This reinterpretation centers on the treatment of capitalism and socialism as organic (not mechanical) systems. An organic system, in this sense, is a system that establishes its own premises, and is to be regarded as a continuous and developing process. This means that changing an organic system requires not merely the change of a part or two, but rather the metamorphosis into a new organic whole. “Mészáros,” in Beyond Capital (Monthly Review Press, 1995), Lebowitz explains, “stressed the need to restructure all of the parts of [capital’s] organic system” (p. 25). Hence, The Socialist Alternative requires that all sides of the “socialist triangle” must “mutually interact.”
The transition from one organic system to another is thus not the mechanical replacement of one “strategic component” (or “commanding height”) for another. Nor is it simply the leap from one mechanical system (say, the market) to another mechanical system (a command economy). Rather, what has to be nurtured within a transition, necessarily taking place within the old society, are the various specific relationships—relationships primarily between human beings—that are essential to the new organic whole. These new relationships (such as the promotion of worker management and the creation of a “solidarian society” based on communal interchange) are at the same time to be conceived as “despotic inroads on the rights of capitalist property. They are part of a process of subordinating capitalism to an alien logic, the logic of human development….After all, [this] is the socialist alternative—real human development” (pp. 69, 136, 166).
To what extent is this emerging theory of twenty-first century socialism—as articulated by Lebowitz in his new Monthly Review Press book and by Harnecker in this issue of Monthly Review—applicable to other regions of the world, outside of Latin America, even to Europe? We are convinced that the world is now deep in a transition phase away from capitalism, as witnessed by the fault lines emerging everywhere—global financial and economic crisis, planetary ecological crisis, growing militarism and imperialism, rising social unrest, and the emergence in some parts of the world of real alternatives. The fierce, courageous struggle being waged today by the Greek populace is an indication of how far things have now gone, even in Europe. We were recently impressed by a statement by Stathis Kouvelakis, who teaches philosophy at King’s College in London. In an interview for Esquerda.net on May 17, 2010, he commented: “Greece is the weak link [in the European context]. It’s the weak link because Greek capitalism is perhaps the most fragile, at least in Western Europe, but it is the weak link also because it is the country where the level of social resistance, social movements, and popular struggle is the highest. The ruling class is very much aware of this, and they want to make Greece a test case, so everyone should be aware of the stakes now” (“Greece: The Weak Link,” May 23, 2010).
The stakes for the European working class as a whole are therefore very big. The social democratic welfare state across Europe is in question; indeed, it cannot be saved. The choice, as the Greek people seem to be realizing in their courageous demonstrations (bordering on insurrection), is to capitulate to a savage system or to seek a genuine socialist alternative—real human development—a socialism for the twenty-first century.

Boletim Semanal - Livros


LIVRO SOBRE A POLOP

O Centro de Estudos Victor Meyer, que assumiu o nome de importante militante baiano da Organização Revolucionária Marxista - Política Operaria (POLOP), publicou um livro sobre a história da POLOP. Este livro recolhe, sobretudo, os trabalhos desse militante. Como fundador e dirigente nacional da POLOP, eu considero este livro uma contribuição muito importante para a história dessa organização e seu papel no contexto político, sobretudo da esquerda brasileira. Contudo gostaria de assinalar que a versão da POLOP de Victor Meyer está muito influenciada pelo pensamento de Eurico Mendes, companheiro Eric, cuja história é resgatada pelo livro. Porém Eric, apesar de ser a principal figura geradora da POLOP e uma influência definitiva da mesma, representava o ponto de vista e o enfoque de uma corrente daquela organização, não representava o espírito de toda a militância.
É necessário lembrar que Eu, Rui Mauro, e Vânia Bambirra representávamos uma versão das questões internacionais e nacionais muito mais influenciada pelas lutas nacional democráticas da America Latina e do Terceiro Mundo em geral. Deve-se lembrar também, que entre os intelectuais que compuseram a direção política da POLOP encontramos figuras com Eder Sader e toda uma militância vinculada a USP e ao ambiente de São Paulo que incorporava uma grane diversidade da esquerda marxista e não marxista, na qual tinha muito peso por exemplo o pensamento de Rosa Luxemburgo, certas áreas do Trotskismo, onde predominava a obra de Ernest Mandel. Todo um ambiente político muito sofisticado que refletia as lutas que deram origem a esquerda paulista e muito mais próxima do que veio a ser do PT.
Emir Sader irmão de Eder, apesar de seu vinculo estreito com o MIR-chileno, em cuja direção pesava muito a liderança de Ruy Mauro Marini, durante seu exílio também se via muito mais próximo do projeto do PT. Michel Löwy se fez cada vez mais próximo do Trotskismo, outras correntes de pensamento influenciaram muito a Moniz Bandeira que se aproximou finalmente das correntes do partido trabalhista que ele associava à social democracia, o que o levou finalmene aromper com Leonel Brizola, mais próxima à tradição nacional democrática.
O grupo que Victor Meyer representa se manteve muito fiel à perspectiva de Eric, mesmo quando a POLOP se desestruturou no final da década de 60. Dessa maneira falta ao livro uma perspectiva mais ampla que absorvesse todas essas correntes. E não devemos esquecer a crise da POLOP em 1967, com o rompimento da COLINA e outros grupos que assumiram a luta armada contra a ditadura.
Enfim, apesar de representar um grupo pequeno, a POLOP representou a complexidade da experiência da esquerda latino americana. Pois não se deve negar a influencia que exerceu sobre a esquerda do continente. Enfim, POLOP – Uma Tajória de luta pela organização independente da classe operária brasileira é um livro importante para retomar um processo político e intelectual que deixou marcas muito significativas no Brasil contemporâneo.

sábado, 10 de julho de 2010

Minha geração

Caros leitores. Esta nota do Mauricio toca numa das causas deste blog. Vou incrementar as referências históricas para sentirmos um pouco a história desta geração
que ainda busca o sentido de suas lutas. Vejam as notas anteriores sobre a geração Complemento.

Caríssimo Theotonio :

Quase não lhe reconheci na fotografia do Grupo Complemento, em 1955, publicada no O Globo de hoje ! Também pudera ! Você tinha que idade naquela época ? 18 anos ? Nem parece o futuro intelectual rebelde e contestador, estava - como bom moço mineiro da época ! - de paletó e gravata... Só olhando bem na foto é que dá para reconhecer o Theo de hoje - alguns muitos quilinhos a mais, os cabelos brancos - naquele olhar e nariz de 1955...

Theo, isto me trás à mente a imperiosa necessidade de que você dedique parte do seu tempo a escrever as sua memórias e a fazer um balanço escrito da sua trajetória política, intelectual e acadêmica. Algo disto você já esboçou no seu memorial do concurso de professor titular. Mas você nos deve uma análise mais aprofundada, mais reflexiva, das suas sete décadas de existencia. Você é um dos poucos intelectuais - como o nosso Darcy o era - que não é um, mas múltiplo : o Theotonio ativista político e revolucionário, o Theotonio pensador latinoamericano e socialista, o Theotonio academico, o sociólogo e cientista político que se espraia pelo campo das ciências econômicas... Não adie mais esta empreitada, caro amigo. Você tem tanto a dizer e a contar ! É um dever seu para com as gerações atuais e futuras...

Grande abraço,

Mauricio

P.S. para a Monica : Querida Monica : Force o Theotonio a abrir as gavetas e a tirar do fundo do baú os contos e poemas da juventude...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

EUA e a Crise Sistêmica.


O Grupo de Trabalho do Conselho Latino Americano de Ciências Sociais - CLACSO sobre EUA, ao qual pertenço, vem produzindo um excelente, material de pesquisa sobre a situação interna dos EUA e sobre as relações do EUA com America Latina . Ademais tem-se discutido os aspectos econômicos, políticos e sociais destes temas. O segundo livro organizado pelo GT saiu agora publicado pelo Editorial Siglo XXI em co-edição com o CLACSO ( Estados Unidos La Crisis Sistémica y Las Nuevas Condiciones de Legitimación, Marco A. Gandásegui, Hijo y Didimo Castillo Fernández (Coord.) Siglo XXI Editores y CLACSO, 2010). Recomendo a leitura do livro e publico no blog as versões em português e espanhol do meu texto incorporado neste livro.

Lembro aos leitores também as antologias que publiquei sobre Hegemonia e Contra Hegemonia, 4 volumes pelas editoras PUC-Rio e Loyola, sob o título de Modernização Alternativa e Países Emergentes, publicado pela UNESCO. Como sempre, estamos na frente dos debates que vêm depois.

domingo, 4 de julho de 2010

Boletim Semanal - Notícias e Artigos Acadêmicos

SEGUNDA CONFERÊNCIA REDEM E REGGEN

Logo depois jogo BrasilXPortugal realizou-se a 3ª videoconferência organizada pela REDEM e pela REGGEN o tema foi “O acompanhamento marcada pela atual crise do capitalismo internacional”. Foram apresentadas três notas alem dos comentários e debates durante a videoconferencias que podem ser vistos através do site da REDEM (www.redem.buap.mx). Aproveitamos para publicar os textos que orientaram o debate:


La Deuda Pública y Bancaria en Europa, Nueva Etapa de la Crisis Mundial Actual
(Documento para la Discusión)
Orlando Caputo
Junio 2010

La crisis inmobiliaria ha sido al mismo tiempo una profunda crisis del sector construcción habitacional y del sistema financiero que se transformó después de un período relativamente largo en crisis de la economía mundial, cuando las ganancias de las empresas productoras de bienes y servicios disminuyeron considerablemente y la industria automotriz incrementó sus grandes pérdidas. En esta situación, surgieron los grandes rescates estatales para las empresas e instituciones con dificultades, pero especialmente, los rescates de los Estados se orientaron a salvar al sistema financiero. El Estado fue la solución y ahora, varios Estados, particularmente europeos, se han transformado en el problema. Esos Estados están recibiendo paquetes de rescate de otros Estados y de instituciones financieras internacionales.

A. El incremento de la Deuda Pública en Europa y en otros países desarrollados.

El resultado global ha sido un incremento de la Deuda Pública y Bancaria en Europa, cuyos recursos provienen del sistema financiero que ha sido salvado por los Estados, y en particular, de aquellas instituciones financieras que sortearon positivamente la crisis. Sin los rescates de los Estados, todos reconocen que el sistema financiero y la economía mundial hubieran colapsado. Para continuar lendo, clique aqui para baixar o artigo.



LAS TRES DIMENSIONES DE LA CRISIS VI. Resúmenes

AUTOR: Claudio Katz

RESUMENES.

LAS TRES DIMENSIONES DE LA CRISIS

I. Coyuntura Económica

Este artículo analiza los determinantes financieros de la crisis, indagando cómo el auxilio concedido a los bancos renueva la especulación, obstruye la regulación y recrea el gigantismo de las entidades. Este socorro incentiva, además, el descontrol del riesgo que generan los malabarismos contables, el ocultamiento de los quebrantos y las operaciones con derivados o títulos empaquetados. Otro ciclo de expansión financiera ha concluido con un gran estallido, que esta vez se localiza en las economías desarrolladas y presenta inéditos contornos globales.
Como el rescate de los bancos está deteriorando las finanzas públicas los acreedores ya reclaman ajustes, aunque sin acordar el momento de un recorte general. Esa definición dependerá del resultado de los atropellos sociales, actualmente ensayados en la periferia europea. Solo una fuerte reactivación de la economía mundial evitaría el viraje hacia políticas contractivas.
Hasta ahora se pudo frenar un deslizamiento general hacia la depresión. Pero no existen síntomas de recuperación sostenida en Estados Unidos, mientras la economía japonesa languidece y Europa soporta un serio desplome. Únicamente el bloque de países intermedios encabezados por China se ha mantenido a flote, mientras que el grueso del Tercer Mundo soporta hambre y tragedias sociales. Para continuar lendo, clique aqui para baixar o artigo.


El estado actual de la crisis

Por: Julio C. Gambina

I-La crisis no termina y la están pagando los trabajadores

Sobre fines del 2009 se destacaba el fin de la recesión de la economía mundial. Era una batalla sobre el imaginario social que se derrumbó cual castillo de naipes cuando eclosionaron los gravísimos escenarios que observamos en Grecia, España, Portugal e Irlanda. La imagen que se pretendía instalar es que “ya había pasado lo peor”, pero a la luz de los acontecimientos es preciso discutir y desarmar ese discurso, porque el chantaje induce nuevas rondas de ajuste que se descargan sobre los sectores más vulnerables, los trabajadores y los pobres del mundo. El ajuste europeo anuncia tiempos recesivos o de crecimiento muy lento, destrucción de beneficios sociales y disputa global por transferir el costo social de la crisis capitalista.
En un informe reciente1, el Banco Mundial reconoce que, producto de la crisis, hasta 50 millones más de personas podrían quedar desempleadas en 2009. Mientras que el Fondo Monetario Internacional estima en sus “Perspectivas de la Economía Mundial. Sustentar la recuperación”; que Las economías avanzadas experimentarían una expansión anémica durante gran parte de 2010 y el desempleo continuaría aumentando hasta muy entrado el año2. Por su parte, la Organización de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentación (FAO por sus siglas en inglés) informa que son 1.020 millones los hambrientos en el mundo (uno de cada seis habitantes del planeta)3. Son referencias contundentes para enterrar la ilusión de “solución” luego de la crisis recesiva, por lo menos para millones de personas afectadas. Para continuar lendo, clique aqui para baixar o artigo.

Boletim Semanal - Artigos Acadêmicos

Esta semana oferecemos o artigo de Theotonio dos Santos "Development and Civlisation". Este artigo é parte do Seminário sobre o Pensamento de Gandhi organizado pelo Conselho de Ciências Sociais da índia com apoio da REGGEN.



Development and Civilisation

Introduction

The end of the Cold War at the end of the 1980s left the new decade with new realities: Eastern Europe and the Soviet Union had been facing enormous difficulties, the economies were in crisis, the political regimes were being dismantled and the ideological system was in disarray. Civil wars, political instability, mass unemployment and poverty presented a gloomy reality to the former Soviet countries.
Meanwhile, Eurocentrism is now facing a definite crisis. Anglo–American capitalism as the ideal model for global socio-economic development and for modern democracy is gradually losing ground along with the decline of the US economic and political supremacy. The emergence of Newly Industrialising Countries (NICs) of Asia and Latin America challenged the US absolute hegemony, while the revival of Islamic fundamentalism, the Latin American integration and the subsequent Mercosul and the South American Community directly defied the US domination. These facts draw a new world, more complex and more difficult to be administered. The US supremacy will certainly continue for a period of time, but its hegemony now has to be shared with the European Union, Japan and Russia, as well as the BRICs (Brazil, Russia, India and China), etc.
The Cold War ended and with it the justification for extended military aggressiveness. As the pretended unquestionable winner of the Cold War, the United States also found it impossible to maintain its hegemony, faced with budget pressure and power limits. Thus, the decade of the 90s witnessed the end of the absolute US hegemony and the beginning of a new world system: shared global leaderships. In the first decade of the 21st century we assisted the intent of the Bush administration to re-install the undis-puted unilateral hegemony of United States over the World. This phase is now ending with the world financial crisis, which started in 2007 and which transformed in 2008–2009 into a general economic crisis. Para continuar a ler o artigo, clique aqui.

Boletim Semanal - Poesias

Terminamos aqui o poema oferendas, se quiser acessar o poema completo é só ir ao item Poesias.

Boa Leitura!


Oferendas - Parte XI

Oferendas - Parte XII

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