quarta-feira, 8 de abril de 2015

MEMÓRIA E LUTA DE CLASSES

Teodoro Lamounier (um dos fundadores da POLOP, já então professor universitário e militante discreto e firme, deixou a militancia em 1967 por razões emocionais e se reintegrou nas atividades de assessoria para o governo de Minas Gerais onde trabalhou muito firmemente na tentativa de construção de um planejamento racional para o Estado de Minas Gerais que quem sabe poderá ser incrementado agora com a vitória do PT)   reflete sobre o livro de Otavino Silva (marcineiro, miitante da POLOP que chegou à sua direção nacional, depois do golpe passou por situações duras e pelo exílio, voltando ao Brasil para lutar pela formação do Partido dos Trabalhadores no qual milita até hoje, representando a evolução política constante da consciência de classe dos trabalhadores brasileiros). Os comentários de Teodoro Lamounier representam um testemunho discreto, bem mineiro, da nossa intelectualidade  cuja evolução tem sido truncada pelas vacilações e contradições de muitos companheiros que se iludiram sobre o conteúdo imediato da luta de classes que é um fenómeno histórico de longa duração. É magnífico ver como ele continua fiel e atento às idéias que deram origem à Política Operária (POLOP) e como o comoveu e à todos nós a militância profunda de um trabalhador tão fiel à sua classe como Otavino:

Caro Otavino,

Há dias estou para responder a sua mensagem. Antes de mais nada, grato por enviar-me seu livro de memórias, em que revisita os momentos mais marcantes de sua vida, sem se esquecer de nos apresentar aos seus pais e familiares. Muitos fatos narrados por você não eram do meu conhecimento, porque depois que fui para Brasília, como professor da UNB (abril de 1962), muito  pouco nos vimos  ou falamos. Fresco na memória, só me lembro de um breve encontro quando, já morando em São Paulo, e trocamos opiniões sobre o quadro político de então. Vários companheiros presos, outros na clandestinidade e alguns já praticamente descrentes da eficácia da ação política junto aos trabalhadores e sindicatos.  Lembro-me bem que lhe disse que eu não tinha estrutura psíquica e fortaleza interior para encarar uma perspectiva de vida clandestina, participar como "revolucionário" da luta contra a ditadura e pelo socialismo. Anteriormente ao golpe de 64, no entusiasmo pelo marxismo e no ímpeto, como jovem estudante, de me engajar na ação política, suponha que seria capaz de enfrentar todos os desafios e dificuldades que viessem como decorrência da opção política feita. Mas as agruras, maus tratos, torturas e sofrimentos vividos pelos companheiros que iam caindo, e as angustias de seus familiares e amigos, muito me abatiam e percebi então não ter estrutura para este tipo de situação. Mas deixemos de lado a referência e a memória muito penosa  destes fatos.
Voltando aos tempos de  Belo Horizonte antes de minha ida para Brasília, lembro-me bem da sua casa no Bairro das Indústrias, onde corriam soltas nos domingos muitas rodadas de truco, com seus familiares e os companheiros do Sindicato ( Dolinger, Miltom, Alcides ...), a Dona Desinha nos servindo um café coado na hora, seu irmão Altamiro, muito jeitoso e, se não me falha a memória, muito matreiro no truco e no comércio de "muambas" que ia comprar em São Paulo. Que é feito do Altamiro? Lembro ainda com especial carinho da mesa que os companheiros marceneiros tinham feito com trabalho próprio e me deram como presente de casamento. Tempos felizes e de muito companheirismo e alegrias.  É interessante porque a  bem dizer, tínhamos contatos muito frequentes desde que o  conheci ( não sei com precisão quando ocorreu e em que circunstâncias ), na nossa militância nos inícios da POLOP, no Sindicato dos Marceneiros, nos cursos sobre marxismo no Sindicato dos Bancários - e tantos outros fatos mais. Depois desse tempo, poucas vezes nos vimos. Daí o meu desconhecimento sobre muitos acontecimentos de que nos dá conta nas suas narrativas.
Em resumo, li o seu livro de uma arrancada só e que me emocionou muito. Vou relê-lo com mais detidamente. Você me pede críticas. Não as tenho em parte pelo desconhecimento de vários fatos relatados em seu livro. Mas, principalmente, porque a obra, por decisão sua, tem o deliberado propósito de dar o testemunho da progressão da vida de um marceneiro que enriqueceu sua existência como trabalhador militante sindical e na ação política, buscando na teoria marxista compreensão e explicação para os acontecimentos e processos históricos. Em suma, o livro trata da sua experiência e de como vivenciou  uma série de episódios. Por certo retrata também a sua visão do que se passava no nosso Brasil ( alcançando por extensão processos históricos de países vizinhos , - no caso do Uruguai, sua própria experiência como exilado - ) em um período muito rico e pródigo em ensinamentos.  Como disse, vou reler mais detidamente o Fragmentos 1 e espero que outros fragmentos venham em sequência. Um abraço amigo ao companheiro e saudações a seus familiares.
 
Teodoro A. Lamounier

segunda-feira, 6 de abril de 2015

CÚPULA DAS AMÉRICAS: UM NOVO VELÓRIO PARA A ALCA!


Todos contra os Estados Unidos. NA PRÓXIMA CUMBRE DE LAS AMÉRICAS não somente se protege a Venezuela das agressões dos Estados Unidos, se exige também a saida das bases militares dos Estados Unidos da região. Quando a Inglaterra invadiu as Malvinas, os aliados Americanos que firmaram o Tratado de Defesa das Américas (TIAR) em 1947, não podiam crer que o promotor deste trtatado não somente apoiava oficialmente os invasores como lhes entregavam segredos militares da Argentina. Não temos como crer neste tipo de "aliados". Nossas Forças Armadas não podem comprometer a nossa segurança com tão perigosos "aliados".
YANKEES: GO HOME.





VII Cumbre de las Américas
¿Algo más que un nuevo velorio para el ALCA?
 
Fernando Buen Abad Domínguez
Rebelión/Universidad de la Filosofía

Esta vez la Cumbre de las Américas no cuenta con el besamanos genuflexo tradicional y unísono. Llega con el antecedente de las declaraciones de CELAC, ALBA y UNASUR… además de millones de firmas y movilizaciones que repudian la voz del imperio en el decreto de Obama que acusa a Venezuela de “amenaza”. La bestia imperial acude hambrienta de recursos naturales y mano de obra barata. Anhela un festín bélico condimentado con barbarie y humillación a destajo para adueñarse de un “mercado” con 600 millones de habitantes y riquezas naturales extraordinarias y un PBI superior a los 5 billones de dólares.[1] La industria de las armas sobrevuela.
  
En el mundillo de la diplomacia burguesa eso es un “clima adverso”. En el proceso independentista y revolucionario -que está completándose- ese clima es un signo (incipiente) de los tiempos y de las urgencias. Por ejemplo Cuba logra la libertad de los 5 héroes y es sede de los diálogos Paz para Colombia. Por ejemplo, UNASUR, en voz de Samper, propone extirpar todas las bases militares norteamericanas en Latinoamérica y el Caribe.[2] Por ejemplo, Argentina ha dado una batalla extraordinaria contra los “fondos buitre” que desnudó las intereses verdaderos de los “intereses”. Los tiempos cambiaron. Pero Ollanta auspicia la llegada de más soldados yanquis y Peña Nieto pide que se les permita andar armados en todo el territorio. Santos dice que Colombia es la Israel de Latinoamérica. Capriles, Uribe, Macri, Masa se reúnen y dicen que el “futuro” debe ser el modelo aplicado en México. El Reino Unido hace alharacas en las Malvinas argentinas, China y Rusia advierten que no permitirán agresiones a Venezuela mientras arrecian las operaciones golpistas en Brasil y en Argentina. El crimen organizado (por el capitalismo) hace de las suyas con toda impudicia y toda impunidad. Honduras vive un baño de terror inenarrable y el Caribe vuelve a ser amenazado con des-abastecimiento de hidrocarburos.

A cualquier “clima adverso” se le imponen golpes de estado y, acompañando esa variable, hoy se acentúa como ariete invasor un “Plan Cóndor Mediático” o “Plan Buitre Mediático” (según las mutaciones del imperio) que tiene cabeceras operacionales en los países miembro de la “Alianza del Pacífico”.  Y nosotros no logramos consolidar una Revolución Continental de la Comunicación para la emancipación. No logramos una cumbre de presidentes que discuta la Comunicación como un problema de seguridad regional porque, a todas vistas, se despliega una “Guerra de Cuarta Generación” instrumentada profusamente con armas de guerra ideológica. 

¿Qué espera Obama y qué esperan sus jefes de esta reunión en la que sí estará Cuba? En la agenda del imperio la obsesión de resucitar el ALCA cuenta con secuaces de todo tipo sembrados en la región y camuflados con todo tipo de artilugios. No es difícil detectarlos porque su discurso vetusto además de disonante hiede, pero eso no implica que sea sencillo desactivar sus operaciones territoriales. Siembran miedo, zozobra, calumnias y angustia en todo lo que tocan e invierten fortunas en tácticas de guerra sicológicas disfrazadas de “noticieros” o programas de “opinión”. Invierten además sumas locas en propaganda “prime time” para convencernos de que en esa guerra psicológica no existe. Es parte de la guerra y de la lucha de clases.

¿Qué esperamos nosotros? Hay que desactivar la guerra económica y la guerra mediática. Hay que arrebatarles todas las armas con que nos ataquen sean fusiles, iglesias o universidades. Hay que repudiar y anular todo género de sanciones que USA quiera imponer a Venezuela o cualquier otro país. Hay que frenar todo genero de avance militar yanqui en la región. Es inexcusable llegar a esta VII Cumbre de las Américas ratificando el apoyo Latinoamericano y Caribeño (y además planetario) a Nicolás Maduro porque defender a Venezuela es defender la soberanía y la unidad de la Patria Grande que es la humanidad. Pero más importante que todo un arsenal de argumentos y denuncias contra del imperio y su perversión, hay que acordar, es decir fijar tareas irrenunciables e inmediatas, para la profundización de todo proceso de independencia y revolución. Completar las tareas revolucionarias en Venezuela, Ecuador, Cuba, Argentina, Brasil… no habrá seguridad ni paz en la región en tanto el capitalismo, exógeno y endógeno, siga teniendo intocados sus nichos de saqueo de recursos naturales, explotación de la clase trabajadora y sojuzgamiento mediático de las conciencias. No lloremos sobre la leche derramada. Es hora de la unidad.

No acudamos a esa VII Cumbre sin una agenda de unidad, de integración y de acción estratégica para el corto plazo. No acudamos sin una nueva doctrina diplomática y revolucionaria antiimperialista y anticapitalista. No acudamos sin un baño de auto-crítica científica que no sea hija de la “buena fe” o de ciertas culpas funcionales. No acudamos sin una herramienta para reparar los errores y convertirlos en fortalezas. No acudamos sin un plan que profundice y perfeccione la lucha en defensa del planeta, de la clase trabajadora y de la subjetividad colectiva. No acudamos sin una herramienta poderosa para enriquecer nuestra integración y salvación con el consenso las mejores luchas sociales para superar al capitalismo sin cometer errores añejos. Y todo lo que se acerque a eso.

El objetivo de la Cumbre no debe ser sólo hablarle a Obama, no lo hagamos la estrellita de la fiesta. El objetivo es hablarnos entre nosotros sobre cómo avanzar en las tareas emancipadoras. Hablarnos descarnadamente, fraternalmente. Nos va la vida. Obama debe llevarse de esa Cumbre una orden poderosa y aleccionadora de respeto y dignidad para los pueblos que es la orden de un mundo que decretó la muerte del ALCA en Argentina. Debe mirar el féretro de la impudicia y la impunidad imperial y ver la cuna de una región pujante que nace con herencias independentistas y revolucionarias, dispuesta a no ser arrodillada. Ese es el mandato de la lucha de clases, el mandato de los pueblos. Esa es nuestra agenda ineludible. La orden de la Historia.

Dr. Fernando Buen Abad Domínguez
Universidad de la Filosofía

@FBuenAbad

sexta-feira, 20 de março de 2015

A OEA CONTRA OS EUA

Todos os países da OEA, menos EUA e Canada, desaprovaram a Ordem Executiva assinada pelo Presidente dos EUA, Barack Obama, assinada dia 9 passado que considera a Venezuela uma grave ameaça à segurança pública dos EUA. Segundo o jornal O Globo, mesmo aqueles Diplomatas que "admitiram indícios de excessos do Governo de Nicolás Maduro (...) consideraram a ação dos EUA unilateral, exagerada e polarizadora. E temem que o confronto capture a agenda da 7ª Cúpula das Américas em abril".

Destaca-se a ingenuidade ou cinismo do representante interino dos EUA na OEA, Michael Fitzpatrick. Segundo ele:

"A linguagem da Ordem Executiva foi mal compreendida e interpretada" e “os EUA não estão preparando uma invasão militar” ou "buscando desestabilizar ou derrubar o Governo Maduro em um golpe de Estado".

Contudo, o jornal O Globo, cuja subordinação à política norte-americana é conhecida e reconhecida unanimemente não pôde negar os fatos. Segundo ele:

"Quase em uníssono os membros da OEA concordaram com a Venezuela de que a Ordem Executiva dos EUA viola princípios internacionais de não intervenção internacional. A exceção foi o Canadá, que não mencionou as sanções americanas”.

Ao que tudo indica as revelações e denúncias, sempre falsas, da rede de jornais a qual pertence O Globo que mantém uma campanha de mentiras e calúnias sobre a Venezuela não conseguiu convencer um só país da América Latina. Para concluir voltemos as declarações ingênuas ou cínicas do representante interino dos EUA na OEA:

"Não estamos participando de uma conspiração internacional para prejudicar a economia ou o povo venezuelano - disse Fitzpatrick - o que a Ordem Executiva deixa muito claro é que a questão premente é a erosão dos direitos humanos e da democracia na Venezuela”. Como afirma O Globo:

“Para o representante americano são notórios os casos de abuso do Governo Maduro, antecipando as críticas de que os EUA acabaram ainda mais polarizando a OEA, Fitzpatrick disse que seu país respeita as posições dos que acreditam que não se deve fazer barulho contra as violações na Venezuela, para não prejudicar a tentativa de diálogo. Mas deixou claro que Washington não concorda com essa visão. E cobrou os sócios da Organização:

'Devemos perguntar se nós da OEA, instituição fundada sobre princípios democráticos, não denunciarmos agora, quando faremos ?' - questionou Fitzpatrick - a história de democratização nesse hemisfério foi escrita com a tinta da solidariedade aqueles que tiveram seus direitos negados. Sem essa solidariedade internacional teria sido possível para ex-prisioneiros políticos participar da política democrática e ganhar eleições aos mais altos cargos em suas nações como Dilma Rousseff, Michele Bachelet (Chile) e José Mujica (Uruguai)".

Parece que temos que retirar a possibilidade de inocência, esse senhor é simplesmente um cínico. Pergunte a Dilma Rousseff, a Michele Bachelet e a José Mujica quanto devemos aos EUA a transição democrática que conseguimos com nosso sangue. Mas sim sabemos quanto as ditaduras neste continente foram apoiadas e até mesmo criadas pelos governos dos EUA, segundo as confissões e as revelações dos próprios personagens que as executaram. E todas as vezes atribuíram nossas denúncias à propaganda anti norte-americana.

Se existe alguma dúvida a respeito dessas realidades brutais veja-se o efeito da campanha nas Redes Sociais exigindo a revogação da Ordem Executiva de Barack Obama, intitulada #OBAMADEROGAELDECRETOYA que alcançou o primeiro lugar entre os Trending Topics do Twitter durante grande parte do dia de hoje. Se você está de acordo, você ainda pode agregar sua opinião. Ver publicação anterior neste Blog.

LOS PUEBLOS DEL MUNDO DECIMOS: #OBAMADEROGAELDECRETOYA



Ante la grosera intervención de EEUU, que amenaza directamente a Venezuela, el presidente  Nicolás Maduro ha convocado a la solidaridad internacional para exigir al presidente Barack Obama la inmediata derogación de la orden ejecutiva que declara a la principal potencia militar en “emergencia nacional”.

Desde la Campaña de solidaridad internacional “Los pueblos con Venezuela” hemos venido desarrollando acciones desde el 1º de marzo, con participación de movimientos populares, asociaciones de solidaridad, medios comunitarios, intelectuales y artistas de los cinco continentes. Si bien la intervención imperial hace tiempo que se viene produciendo, la situación abierta a partir de la decisión del presidente Obama el 9 de marzo, exige redoblar la solidaridad y el compromiso.

En este marco, el pronunciamiento de Unasur del 14 de marzo de 2015 -que condena la descarada injerencia y solicita la derogación de la orden ejecutiva- adquiere una importancia fundamental: como escudo protector de la soberanía y la democracia; y como muestra de los avances de la integración en América del Sur, que hoy ya no se encuentra sometida a los designios absolutos del imperialismo norteamericano.

Por esta razón, nos activamos y convocamos a los pueblos de todo el mundo a sumarse a la campaña de recolección de firmas anunciada por el presidente Nicolás Maduro, ingresando al sitio web www.obamaderogaeldecretoya.org.ve y difundiendo la etiqueta #ObamaDerogaElDecretoYA a través de las redes sociales. Además, convocamos a seguir la campaña mundial en Twitter (@ObamaDerogaYA) y en Facebook: ObamaDerogaYA.

En este marco, el viernes 20 de marzo nos sumamos al “Twitazo” que posicionará a nivel mundial la etiqueta #ObamaDerogaElDecretoYA.

Convocamos a continuar uniendo esfuerzos en la batalla de ideas contra el imperialismo, en defensa de la humanidad. 

Campaña internacional de solidaridad con la Revolución Bolivariana

LOS PUEBLOS CON VENEZUELA

Para información y adhesiones: LosPueblosConVenezuela@gmail.com

Para seguir las actividades y la información sobre la campaña:
- Facebook: Los pueblos con Venezuela
- Twitter: @PueblosConVZLA

quinta-feira, 19 de março de 2015

VENEZUELA E OS PERIGOSOS FRACASSOS DOS DOMINADORES

VEJAM ABAIXO A DECLARAÇÃO QUE THEOTONIO DOS SANTOS E MONICA BRUCKMANN ENVIARAM AO GOVERNO VENEZUELANO EM SOLIDARIEDADE À SUA LUTA CONTRA A INSANA PRETENSÃO DE TRANSFORMAR A VENEZUELA EM AGRESSORA E TERRÍVEL AMEAÇA PARA O POVO DOS ESTADOS UNIDOS. DEVE-SE RESSALTAR SOBRETUDO A REAÇÃO COERENTE E FIRME DA UNASUL COM O VOTO UNÁNIME DE TODOS OS PAÍSES QUE A COMPÕEM, ISTO É,  TODA A AMÉRICA DO SUL.  RESSALTA TAMBÉM O APOIO DA RÚSSIA E DA CHINA E DE MILHARES DE PERSONALIDADES INTERNACIONAIS ASSIM COMO OUTROS APOIOS QUE SEPRONUNCIAM A CADA HORA NO MUNDO INTEIRO. ESTAMOS ESPERANDO A NOTÍCIA DA DEVOLUÇÃO DO PRESIDENTE OBAMA DO PRÊMIO NOBEL DA PAZ.  


DECLARACIÓN DE APOYO A VENEZUELA

Estados Unidos se encuentra en una crisis profunda, no solamente económica sino, sobre todo, moral, ideológica y política. Es grave ver una nación abrir decenas de frentes de confrontación en el mundo, confrontaciones siempre violentas y brutales. Esto refleja el creciente aislamiento de éste país que lo obliga a apoyarse, cada vez más, en sus subordinados y operadores distribuidos en todos países del mundo. Esto explica la gran ineficiencia de sus estrategias de agresión a todos aquellos que, desde su enfoque, representan una amenazadora oposición a sus objetivos estratégicos y a sus intentos desesperados de mantener su dominio en el mundo.

La Venezuela Bolivariana representa hoy en día el rol del niño, del conocido cuento de Hans Christian Andersen, que denunció que el Rey andaba desnudo. Es intolerable para la potencia que pretende someter y dominar el mundo que existan pueblos capaces de asumir soberanamente el destino de sus naciones. En América Latina se están dibujando caminos de democracia  verdadera y de libertades para los oprimidos. Aquí están concentradas gran parte de los recursos naturales y materias primas fundamentales para el funcionamiento de la economía mundial. El centro dominante pretende ejercer un control sobre ellas pero se choca con la emergencia de sectores sociales profundamente arraigados en nuestra historia y sus luchas por la independencia y por el reconocimiento de la fuerza moral de nuestros pueblos.

Todo esto puede explicar la desesperación de Estados Unidos, que llega al punto de proclamar que el pueblo venezolano - a través de sus dirigentes democráticamente elegidos - representa una amenaza a la seguridad de este país. Con este decreto Estados Unidos pretende cercar a Venezuela, como lo hizo con Cuba en la década de 1960. Pero estas pretensiones se encuentran con una nueva América Latina donde los enemigos de los pueblos no ejercen más el poder para detener, con golpes de Estado y otros mecanismos de terror e intervención - las transformaciones que se vienen desarrollando en el continente.

El Mercosur, la UNASUR, CELAC y el ALBA no pueden permitir esta nueva amenaza imperialista sobre todo nuestro continente.

¡AMÉRICA SOMOS NOSOTROS Y GARANTIZAREMOS NUESTRA SOBERANÍA A CUALQUIER COSTO!


Theotonio Dos Santos y
Monica Bruckmann

quarta-feira, 18 de março de 2015

CARTA AL PUEBLO DE LOS ESTADOS UNIDOS: VENEZUELA NO ES UNA AMENAZA



Somos el pueblo de Simón Bolívar, creyente en la paz y en el respeto a todas las naciones del mundo.

Libertad e Independencia

Hace más de dos siglos, nuestros padres fundaron una República sobre la base de que todas las personas son libres e iguales bajo la ley.

Nuestra nación sufrió los mayores sacrificios para garantizar a los americanos del sur su derecho a elegir sus gobernantes y aplicar sus propias leyes hoy. Por eso siempre recordamos el legado histórico de nuestro padre: Simón Bolívar; hombre que dedicó su vida para que nosotros heredásemos una Patria de justicia e igualdad.

Creemos en la Paz, la Soberanía Nacional y la Ley Internacional

Somos un pueblo pacífico. En dos siglos de independencia nunca hemos atacado a otra nación. Somos un pueblo que vive en una región de paz, libre de armas de destrucción masiva y con libertad para practicar todas las religiones. Defendemos el respeto a la ley internacional y a la soberanía de todos los pueblos del mundo.

Somos una Sociedad Abierta

Somos un pueblo trabajador, que cuida a su familia, y profesa la libertad de culto. Entre nosotros viven inmigrantes de todo el mundo quienes son respetados en su diversidad. Nuestra prensa es libre y somos entusiastas usuarios de las redes sociales en internet.

Somos Amigos del Pueblo de los Estados Unidos de América:

La historia de nuestros pueblos ha estado conectada desde el inicio de nuestras luchas por conquistar la libertad. Francisco de Miranda, héroe venezolano, compartió con George Washington y Thomas Jefferson durante los primeros años de la naciente nación estadounidense los ideales de justicia y libertad, que fueron conceptos fundamentales en nuestras luchas independentistas. Nosotros compartimos la idea de que la libertad y la independencia son elementos fundamentales para el desarrollo de nuestras naciones.

Las relaciones entre nuestros pueblos siempre han sido de paz y respeto. Históricamente hemos compartido relaciones comerciales en áreas estratégicas.

Venezuela ha sido un proveedor responsable y confiable de energía para el pueblo norteamericano. Desde 2005, Venezuela ha proporcionado “heating oil” subsidiado a comunidades de bajos ingresos en los Estados Unidos a través de nuestra empresa CITGO. Este aporte ha ayudado a decenas de miles de ciudadanos estadounidenses a sobrevivir en condiciones difíciles, dándoles un alivio muy necesario y el apoyo en tiempos de necesidad, y ha mostrado cómo la solidaridad puede construir alianzas poderosas tras fronteras.

Sin embargo, increíblemente, el gobierno de los EUA nos declara como una amenaza para la seguridad nacional y la política exterior de los EEUU

En un acto desproporcionado, el gobierno de Obama se ha declarado en emergencia porque considera a Venezuela una amenaza para su seguridad nacional. (Executive Order, 09-15-2015). Estas acciones unilaterales y agresivas realizadas por el Gobierno de los Estados Unidos contra nuestro país no sólo son infundadas y en violación de los principios básicos de la soberanía y la libre determinación de los pueblos bajo el derecho internacional, sino que también han sido rechazadas por unanimidad por los 33 países de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC) y los doce Estados miembros de la Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR). En una declaración hecha el 14 de marzo de 2015, UNASUR reiteró su firme rechazo a estas medidas coercitivas que no contribuyen a la paz, la estabilidad y la democracia en nuestra región y exigieron al presidente Obama derogar su orden ejecutiva contra Venezuela.

Rechazamos el unilateralismo y la extraterritorialidad

El Presidente de los EEUU, sin autoridad para intervenir en nuestros asuntos internos, de forma unilateral inició una serie de sanciones contra funcionarios venezolanos y ha abierto la compuerta para continuar con este tipo de sanciones, interfiriendo en nuestro orden constitucional y nuestro sistema de justicia.

Abogamos por un mundo pluripolar

Creemos que el mundo debe regirse por las normas del Derecho Internacional. Sin intervenciones de otros países en los asuntos internos de los demás. Con la convicción de que relaciones de respeto entre las naciones son el único camino para consolidar la paz y la convivencia, así como la consolidación de un mundo más justo.

Nosotros honramos nuestras libertades y mantendremos nuestros derechos

Nunca antes en la historia de nuestras naciones un presidente estadounidense intentó gobernar por decreto a los venezolanos. Es una orden tiránica e imperial que nos empuja a los días más oscuros de las relaciones de los Estados Unidos con América Latina y el Caribe Por nuestra larga amistad, alertamos a nuestros hermanos estadounidenses, amantes de la justicia y la libertad, por la ilegal agresión que está cometiendo el gobierno en su nombre. No permitiremos que nuestra amistad con el pueblo de los Estados Unidos se a afectada por esta decisión absurda y sin fundamento del presidente Obama

Nosotros demandamos:

Que cesen las acciones hostiles del gobierno de los EEUU contra el pueblo y la democracia en Venezuela.

Que se derogue la orden ejecutiva que declara a Venezuela como una amenaza, tal como lo ha solicitado la Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR).

Que se suspendan las injuriantes y pretendidas sanciones contra honorables funcionarios venezolanos quienes sólo obedecieron nuestra constitución y nuestras leyes.

Nuestra soberanía es sagrada

El lema de los padres fundadores de los EEUU es repetido hoy con la misma dignidad por el pueblo de Simón Bolívar. En nombre de nuestro común amor por la independencia nacional esperamos que el gobierno del presidente Obama reflexione y rectifique este paso en falso.

Estamos convencidos que la defensa de nuestra libertad es un derecho al que no renunciaremos jamás, porque allí también reposa el futuro de la humanidad. Como bien los decía Simón Bolívar: "La libertad del Nuevo Mundo es la esperanza del universo".

Venezuela no es una amenaza, es una esperanza”

Independencia o nada”

Simón Bolívar

Nicolás Maduro Moros
Presidente de la República Bolivariana de Venezuela

GUERRA PSICOLÓGICA COMANDADA POR ESTADOS UNIDOS (CIA)ABRE O JOGO E PASSA PARA O TERRORISMO ABERTO. PIOR É CONTASTAR QUE FORMA SEGUIDORES. O ÓDIO É UMA ARMA POLÍTICA PERIGOSA.

 

Nota sobre a ameaça de morte a Stedile


Circula pelas redes sociais da internet um anúncio que pede “Stedile vivo ou morto” e oferece uma recompensa de R$ 10 mil. Segundo Nota do MST divulgada em seu portal na Internet, 12-03-2015, "um monstro foi criado pela forma como os tucanos escolheram fazer oposição ao governo petista e pela irresponsabilidade da mídia empresarial. A violência e o ódio estão se naturalizando pelas ruas".


Eis a nota.

Nota ao povo brasileiro




Circula pelas redes sociais da internet um anúncio que pede “Stedile vivo ou morto”. Apresentando-o como líder do MST e “inimigo da Pátria”, o autor oferece uma recompensa de R$ 10 mil para quem atender o seu pedido. Em outras palavras, está incentivado e prometendo pagar para matar uma pessoa, no caso João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST.
Há indícios que a ação criminosa partiu da conta pessoal no facebook de Paulo Mendonça, guarda municipal de Macaé (RJ). E foi, imediatamente, reproduzida pela maioria das redes sociais que diariamente destilam ódio contra os movimentos populares, migrantes, petistas e agora, especialmente, contra a presidenta Dilma Rousseff. São as mesmas redes sociais, em sua maioria, que estão chamando a população para os atos do dia 15/3, para exigir a saída de Dilma do cargo de Presidenta da República, eleita legitimamente em 2014.
Já foram tomadas as providências, junto às autoridades, para que o autor do cartaz e todos os que estão fazendo sua divulgação, com o mesmo propósito, sejam investigados e responsabilizados criminalmente, uma vez que são autores do crime de incitação à pratica de homicídio.
Mas o panfleto é apenas um reflexo dos setores da elite brasileira que estão dispostos a promover uma onda de violência e ódio, com o intuito de desestabilizar o governo e retomar o poder, de onde foram afastados com a vitória petista nas urnas em 2002.
Para estes setores não há limites, nem sequer bom senso. Recusam-se a aceitar a vontade da população manifestada no processo democrático de eleger seus governantes.
Deixam-se levar por instintos golpistas, embalados pelo apoio e a conivência da mídia conservadora e anti-democrática. Usam a retórica do combate a corrupção e da necessidade de afastar os que consideram estar destruindo o país, para flertar com a ruptura democrática. Posam de democráticos esquecendo que os governos da ditadura militar também diziam ser.
São os mesmo que cometeram, impunemente, o crime de lesa-pátria com a política de privatizações, na década de 1990.
O panfleto, e o que se vê nas ruas e redes sociais, é reflexo, sobretudo, de uma mídia partidarizada, que manipula, distorce e esconde informações, ao mesmo tempo que promove o ódio e o preconceito contra os que pensam diferente. O teólogo Leonardo Boff tem razão quando responsabiliza a mídia, conservadora, golpista, que nunca respeitou um governo popular, pela dramaticidade da crise política instalada no país. E corajosamente nomina os promotores do caos em que querem jogar o país: é o jornal O Globo, a TV Globo, a Folha de S. Paulo, o Estado de S. Paulo e a perversa e mentirosa revista Veja.
Um poder midiático que tem a capacidade de sequestrar partidos políticos e setores dos poderes republicanos.
Essa mídia, órfã de ética e de responsabilidade social, é que forma seus leitores com a mentalidade do autor que fez o criminoso cartaz sobre Stedile. É quem alimenta as redes sociais com os valores mais anti-sociais e incivilizatórios.
Os tucanos, traindo sua origem socialdemocrata, fazem oposição ao governo alimentando um ódio coletivo inicialmente restrito à classe alta, mas agora espraiado em todos os segmentos sociais, contra um partido político e a presidenta eleita. Imaginam que serão beneficiados com o caos que querem instalar, envergonhando, com essa política rasteira, os seus que os antecederam.
Um monstro foi criado pela forma como os tucanos escolheram fazer oposição ao governo petista e pela irresponsabilidade da mídia empresarial.  A violência e o ódio estão se naturalizando pelas ruas. Essa criatura já escolheu suas vítimas primeiras: os casais homossexuais e seus filhos, os imigrantes, pobres das periferias, dirigentes de movimentos populares e militantes políticos de esquerda. Mas não raras vezes, essas criaturas, sempre ávidas de violência e intolerância, não poupam sequer seus criadores e os que hoje os acompanham.
Haverá uma longa jornada para superar as dificuldades criadas pelos que se opõe a construir um país socialmente justo, democrático e igualitário.
A começar por uma profunda reforma política, que nos leve a uma nova Assembleia Nacional Constituinte, exclusiva e soberana. É preciso taxar as grandes fortunas e enfrentar o poder dos rentistas e do sistema financeiro. Batalhas tão urgentes e necessárias quanto as de enfrentar o desafio de democratizar comunicação para assegurar, igualmente, a liberdade de expressão e o direito à informação, direitos bloqueados pelo monopólio da comunicação existente no país.
Somente assim, os saudosistas dos governos ditatoriais serão derrotados, e o povo terá a consciência de que defender o pais é lutar pela democracia, e não o contrário, como imagina hoje o autor do cartaz criminoso.

Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST
São Paulo, 12 de março de 2015

segunda-feira, 16 de março de 2015

MANIFESTAÇÃO DE 1% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA




Theotonio dos Santos
Prêmio Mundial de Economista Marxiano – WAPE 2013
com contribuições de David Gomes
Estudante de História da UERJ

 

Dois milhões de pessoas, segundo O Globo, o que seguramente é uma informação inflada foram às ruas em todo o país no dia 15 de março. Esta manifestação foi convocada amplamente através das mídias sociais com apoio de toda imprensa conservadora do Brasil e do Mundo, além dos partidos de oposição e de facções de alguns partidos da base do Governo.



Poucos se dedicaram a localizar perfeitamente os autores dessa convocatória e ainda restam muitas incógnitas a esse respeito. Também foi extremamente difícil saber exatamente quais são as palavras de ordem da manifestação já que elas se apresentavam com distintas e até opostas propostas, ademais de um forte exercício de ódio com xingamentos racistas, machistas e ameaças fascistas.



Podemos fazer um primeiro exercício de compreender quem são os organizadores desse evento, pois é difícil acreditar que uma mobilização de massas programada em um período tão grande e com apoios substanciais tenha se realizado de uma maneira absolutamente espontânea. É verdade que nenhum setor responsável politicamente quis comprometer-se com a convocatória e suas palavras de ordem. Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, fez declaração as vésperas da manifestação opondo-se claramente à ideia do impeachment. Aécio Neves, candidato à Presidência pela oposição e Presidente do PSDB, disse apoiar o movimento mas não participar para que não seja acusado de propor um terceiro turno.



Informações dos Estados Unidos indicam que a visita do Vice-Presidente Joe Biden é sempre um sinal para as tentativas de mobilização de massa apoiadas nas técnicas de "guerra psicológica" comandadas pela CIA e, neste caso, apoiadas inclusive por setores do Departamento de Estado (Ministério de Relações Exteriores dos EUA).



Também existem informações de que um dos principais grupos que convocaram a reunião, o Movimento Brasil Livre, recebe ajuda - entre outras fontes - da Atlas Economic Research Foundation dos irmãos Koch (ver: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/03/quem-financia-os-meninos-do-golpe.html).



Como uma extensão do Movimento Brasil Livre, participam também da convocatória os “Estudantes Pela Liberdade”, também financiados pelos mesmos irmãos Koch, com uma finalidade específica de convencimento dos jovens dos ideais ultra liberais que são apontados como garantia econômica de suas carreiras profissionais.



Grupos de "bloggeiros" menos articulados como o "Vem Pra Rua" e o "Revoltados Online" também participam da convocatória através de palavras de ordem mal articuladas e pouco coerentes, reduzindo seu público a um campo mais emocional do que político.



Em seguida estão também os grupos voltados explicitamente para o impeachment como instrumento do golpe de Estado. Há várias tentativas dos meios de comunicação de isolar esses grupos dificultando sua clara identificação.



Como se vê, trata-se de uma convocatória aparentemente espontânea, mas na realidade é bastante clara a fonte principal da mesma. O Jornal O Globo destaca a presença de bandeiras verde e amarela no movimento, mas se vemos o setor predominante da convocatória estaria mais adequado colocar a bandeira dos EUA como, por sinal, vários manifestantes se apresentaram (ver a foto que abre este Artigo). Ninguém pode pensar que ajudas econômicas deste tipo tenham um caráter de solidariedade. As ofensivas que os EUA está realizando no Mundo inteiro no momento atual têm passado por convocatórias similares que não deram nenhum resultado histórico positivo até hoje.



O último caso que se pode ver é o da Venezuela. Não só se aplica nesse país as técnicas da "guerra psicológica" como também da “guerra econômica” com apoio de uma rede de comunicação das principais mídias da região. Nos últimos anos os EUA desenvolveu uma tecnologia de exploração de petróleo e gás, o “fracking”, que lhe permite ameaçar com a diminuição de sua importação de petróleo buscando a queda de seu preço no mercado mundial.



Contudo essa tecnologia é um dos mais graves ataques ao ambiente no mundo contemporâneo, ela introduz massivas quantidade de ácido nos lençóis freáticos trazendo graves consequências para uma das mais raras riquezas naturais do Mundo: a água. Essa tática, contudo, visava a queda das economias não só da Venezuela, como do Irã, da Rússia e, inclusive, o Brasil. Se alguém tem dúvida disto veja as campanhas movidas pelos EUA nos últimos meses e anos, chegando a ameaçar uma guerra mundial contra a Rússia. No caso brasileiro, os EUA não conseguiu nenhuma participação na exploração do pré-sal e, no caso venezuelano, os EUA não só está afastado das imensas reservas do Vale do Orinoco, como se converte em um inimigo aberto através do seu envolvimento profundo a favor da violenta oposição ao Governo do Partido Socialista Unificado da Venezuela. Oposição esta marcada por tentativas de golpe de Estado em 2002 e várias outras táticas entre as quais as tentativas de negar a vitória do Presidente Maduro nas últimas eleições.



Sabemos bastante como as denúncias sobre as estratégias dos EUA são atribuídas a uma teoria conspiratória da história, mas só não vê estas políticas e esses objetivos estratégicos o conhecido personagem: o pior cego, que é aquele que não quer ver.



Quando um país decreta que está sendo ameaçado na sua segurança por outro país não existe nenhuma dúvida de que pretende dar um conteúdo militar as relações mútuas entre eles. Esta pretensão de estar ameaçado em sua segurança pela Venezuela é muito mais ridícula do que a pretensão de que o Governo do Iraque dispunha de armas terríveis capazes de ameaçar os EUA. Provou-se que não existia. Vimos também EUA invadir o Iraque para responder a uma ação de sabotagem realizada nos EUA derrubando as Torres Gêmeas, quando ficou mais do que provado que a ampla maioria dos que participaram nesses atentados foram cidadãos da Arábia Saudita. Mais grave ainda, é o fato de que estes “agentes terroristas” estavam liderados por um membro da nobreza que governa esse país. Por sinal, não propriamente através de um regime democrático.



A resposta à uma acusação tão fantasiosa, tão despectiva, tão prepotente expressada pelo decreto de Obama tem sido contundente. Rússia, China e toda a América Latina se solidarizaram com a Venezuela. Seguramente a grande maioria das Nações Unidas confirmará essa oposição ao decreto estadounidense.

É extremamente importante ressaltar a declaração da UNASUL que reúne todos os países da América do Sul, inclusive aliados mais ou menos declarados dos EUA. Em reunião do seu Conselho de Ministros das Relações Exteriores a UNASUL não só critica o decreto executivo que declara que "a situação da Venezuela constitui uma ameaça incomum e extraordinária para a segurança nacional e a política externa dos EUA", assinada em 09/03/2015 pelo Presidente dos EUA Barack Obama, como solicita também a revogação do mesmo. Estamos as vésperas da Cúpula das Américas que reúne todas as Nações americanas, exceto Porto Rico, que é considerado um mero estado associado dos EUA. É necessário assinalar que todos os países da região se negaram a participar dessa Cúpula se não estivesse presente a República de Cuba, obrigando o Governo Americano a apressar o reconhecimento deste país.



A ofensiva norte americana tem encontrado graves restrições no Oriente Médio, na provocação na Ucrânia, na consolidação do Iraque pós derrota norte americana, no Afeganistão e, também, nas derrotas nas eleições brasileiras, venezuelanas, chilenas, nicaraguenses, bolivianas, equatorianas e salvadorenhas nos últimos anos. Agora quando a exploração do “fracking” ameaça as águas norte americanas sem ter conseguido quebrar os seus inimigos, mas sim provocando quebras de empresas ligadas ao “fracking” dentro dos EUA, torna-se cada vez mais urgente para Obama apresentar alguma vitória. Esperemos que as ambições empresariais de privatizar a Petrobras ou pelo menos mudar o regime de partilha não sejam atendidas por importantes setores do povo brasileiro, mal informados, que seguramente são majoritários.



O governo brasileiro necessita entender que uma política macro econômica baseada no aumento de taxa dos juros pagos pelo Estado sobre uma dívida que não foi feita para atender nenhuma necessidade do nosso povo não é certamente uma política capaz de unificar as forças mais progressistas de nosso país. A desculpa de que esses juros altos são necessários para deter a inflação é absoluta e radicalmente contestada pelas maiores autoridades em Economia Política do Mundo. O arrocho fiscal que a direita está impondo ao governo popular é um erro extremamente grave. Durante 3 anos tivemos o aumento da taxa de juros acompanhado do aumento da inflação. Para manter esta situação surge a desculpa de que o aumento da inflação obriga a aumentar a taxa de juros para contê-la. O Governo se vê obrigado então a cortar gastos, o que incide fundamentalmente sobre as grandes maiorias, sobre o investimento e sobre a taxa de lucro médio que é determinado em grande parte pela taxa de juros. 



Enquanto os EUA reduz a zero a taxa de juros de sua colossal dívida, o Japão faz o mesmo, a Europa a diminui também em menor proporção, o nosso Banco Central pretende salvar o país da inflação com o aumento desproporcional da taxa de juros. Enquanto as principais economias do Mundo temem a deflação, “o nosso Banco Central teme a inflação” e, pior ainda, provoca uma inflação crescente. Enquanto persistir este enfoque econômico profundamente anti popular e equivocado haverá razões para grandes mobilizações contra o Governo, as quais podem ser aproveitadas pela oposição, a qual estaria fazendo o mesmo se estivesse no Governo. 

2 milhões de pessoas são 1% da população brasileira. Isso mostra que as técnicas de "guerra psicológica", com o apoio de todo o sistema de comunicação do país, não consegue dominar totalmente a mente e as emoções do povo brasileiro. Mas isto não quer dizer que a uma equivocada defesa da política econômica do Governo não criará condições para que essa "guerra psicológica" tenha maior apoio social. Os outros erros são menores e sempre existem razões para que ocorram, nenhum Governo é perfeito, mas uma questão grave que involucra a metade dos gastos públicos e o empoderamento de um setor financeiro inútil não pode ser a resposta de um governo popular e muito menos de Partidos de Esquerda que tem compromisso com as forças populares aos desafios articulados pelo poderoso sistema de poder da direita mundial.

Continuidade das políticas sociais, proteção à Petrobras, processos independentes aos corruptos, taxas de juros voltadas para o desenvolvimento humano e sustentável, garantias dos direitos dos trabalhadores, fim dos "ajustes fiscais" a serviço do pagamento de juros, mobilização dos trabalhadores em torno de princípios e objetivos que atendam às suas necessidades, política de integração latino americana, aliança com os BRICS, defesa da soberania das Nações oprimidas, defesa de nossas riquezas naturais, esses são os caminhos para que muito mais que 1% venha as ruas, mas dessa vez para defender os objetivos históricos que levaram a constituição de um governo popular no Brasil.

quarta-feira, 11 de março de 2015

MOVIMENTO DA ESQUERDA PARA SITUAR-SE NO CONTEXTO POLÍTICO ATUAL

Esquerda reflete sobre a crise




Realizou-se no último dia 2 de março passado, no auditório do Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro, mais um encontro da série ‘Reflexão’ que vem sendo coordenada pelo ex-ministro Roberto Amaral  desde novembro de 2014, reunindo acadêmicos, cientistas, professores, empresários, sindicalistas, estudantes, parlamentares – vinculadas ou não a partidos de esquerda –, com a finalidade de analisar a conjuntura político-institucional, a crise dos partidos e as alternativas da esquerda brasileira, hoje. Preparatórias desse encontro, haviam sido realizadas várias outras reuniões no Rio de Janeiro, em Brasília (sob a coordenação de Samuel P. Guimarães) e em Fortaleza (sob a coordenação dos professores Manuel Domingos e Valton Miranda). Outros eventos estão sendo planejados paras as cidades de S.Paulo e Santos.
No encontro dessa segunda-feira estiveram presentes, entre outros quadros da esquerda fluminense,  os ex-ministros Luis Dulci (representando o Instituto Lula) e José Gomes Temporão, os deputados federais Glauber Braga (PSB/rj), e Jandira Feghalli (PCdoB/rj), o economista Theotonio do Santos, os empresários Nelson Rocha,   Pedro Celestino e Márcio Girão, os dois últimos  dirigentes do Clube de Engenharia, os cientistas Rex Nazaré, Reinaldo Guimarães, José Noronha, Odair G. Dias do Instituto de Física da UFRJ, os historiadores Epitacio Brunet e Linconl Pena, os cientistas sociais Luís Fernandes,  Gisálio Cerqueira, Gizlene Neder, e Mônica Bruckmann,  o vice-reitor da PUC-Rio, professor Pedricto Rocha, e os dirigentes sindicais Joilson Cardoso e Gustavo Cornélio.
A reunião e os debates foram precedidos de um documento –  ‘Aonde vamos?’ –  que, a partir da análise do processo eleitoral de 2014, ampliava a reflexão sobre os caminhos e perspectivas da esquerda.

professora Gizlene Nader da UFF e ao seu lado está o professor Gisálio Cerqueira da UFRJ
Distintas intervenções deram ênfase a uma visão mais geral do processo  em curso na América Latina e, notadamente na Europa, onde se estaria travando um embate no quando de uma crise política grave de realinhamento geo-político e geo-econômico – um processo coordenado e liderado pelos EUA – e que também se estaria expressando no Brasil como um dos ingredientes de nossa crise político-econômica. Viu-se, no conjunto de análises, que essa era uma avaliação, consensual.
Tema que igualmente centralizou as discussões foi a importância estratégica da luta pela defesa da democracia no Brasil frente aos riscos representados pela mobilização de setores majoritários da direita. Entendeu o Plenário que a defesa da democracia deveria ser um dos eixos  da mobilização  das esquerdas e dos setores sociais que apoiaram a eleição de Dilma Rousseff e daqueles que defendem a necessidade da preservação da ordem institucional, ameaçada pela campanha pró impedimento da Presidente. Considerou-se, porém, que não  “bastava defender a democracia pela democracia, pois democracia é processo e não um ponto de chegada”. Outras intervenções expressaram ser fundamental a visão segundo a qual se a “democracia está ameaçada, e está, não se pode recuar dos avanços sociais já conquistados”. Foi dito que o acirramento “evidencia um quadro de lutas de classes e que esta não é um invenção das esquerdas, mas algo inerente à história do capitalismo”.

Jandira Feghalli (PCdoB/rj)
Segundo a visão majoritária expressa intervenções, a defesa da democracia é algo crucial nesse momento, no mesmo plano da necessidade de assegurar as conquistas sociais.
As forças progressistas – organizações, partidos de esquerda, e Governo – devem buscar o apoio de setores da sociedade que, mesmo militando na oposição, reagem às tratativas golpistas.
Foram feitas, também, avaliações críticas em relação à ausência de uma agenda clara tanto do governo (principalmente) que possa mobilizar as esquerdas quanto do PT, seu principal partido de sustentação.
Todavia, viu-se que elementos claramente ali expostos apontavam para uma agenda, especialmente quando se referiam a três pontos recorrentes nas intervenções:
                  1) a defesa da democracia;
                   2) a luta pela garantia dos avanços sociais conquistados nesses 12 anos; e
                   3) a defesa da soberania nacional.
Em geral, houve uma defesa da política econômica do primeiro governo Dilma e da administração Guido Mantega, em face do quadro internacional, buscando a proteção do emprego pela via do aumento do consumo interno.

Roberto Amaral
Um conjunto de intervenções avaliou criticamente a formação do segundo  ministério da presidente Dilma destacando-se a ausência de nomes  reconhecidos pelos seus eleitores. Já no curso da avaliação desses dois meses de Governo, as críticas se estenderam, assim como já ocorrera  ao longo dos debates, às iniciativas na área econômica; especificamente às ‘políticas de ajuste’ que estão para ser implementadas.
Um conjunto de intervenções avaliou criticamente a formação do segundo  ministério da presidente Dilma destacando-se a ausência de nomes  reconhecidos pelos seus eleitores. Já no curso da avaliação desses dois meses de Governo, as críticas se estenderam, assim como já ocorrera  ao longo dos debates, às iniciativas na área econômica; especificamente às ‘políticas de ajuste’ que estão para ser implementadas.
Quanto aos próximos passos, foi sugerida a criação de um instrumento que pudesse canalizar tantas reflexões e mesmo apontar para a ação prática.  A ideia é criar um Centro de Estudos (nos moldes do ISEB). Nesse sentido foram apresentadas duas sugestões,  uma através de um portal na internet com a configuração da ação política que o grupo pretenda desempenhar. Outra ideia foi procurar um entendimento com, o CEBELA – Centro Brasileiro de Estudos Latinos Americanos. Não houve tempo para discussão.

Intervenção do prof. Theotonio dos Santos a sua frente a deputada Jandira Fegali
A última intervenção ficou ao encargo do ex-ministro Luis Dulci informando que as intervenções ali realizadas seriam por ele levadas às instâncias políticas que, nas suas responsabilidades respectivas, entendem como fundamental o desdobramento desses debates e encontros. Luis Dulci, ecoando o sentimento de diversas intervenções, apontou para a necessidade de o Governo fazer a defesa da Petrobras e da atual política do pré-sal, da importância da política de fomento ao conteúdo nacional, das correções necessárias frente à crise econômica, mas forcejando para que o movimento social seja maior aliado.
Rio de Janeiro, 7 de março de 2014

Busca

Carregando...