NILO BATISTA ACERTA NA MOSCA: NÃO PODEMOS ACEITAR UNS "GIROLAMOS SAVONAROLAS" IMPONDO A SUA "INQUISIÇÃO" SOBRE NOSSO POVO. OU MESMO UM "MACARTISMO" DISFARÇADO DE TRIBUNAL MORALISTA.
domingo, 1 de novembro de 2015
sábado, 31 de outubro de 2015
CARTA ABERTA A CESAR MAIA.
Caro
César: Há muito tempo não nos vemos mas acompanho seus artigos
quando posso.
Sempre
me lembro que você foi um bom aluno meu no Chile e vejo que você
busca sempre dar um fundamento analítico às suas posições
políticas. Isto faz parecer que você continua fiel à denúncia do
roubo de votos que caracterizou o crime eleitoral do Grupo Globo
contra Brizola que você alertou. Porém, não concordo com grande
parte dos seus exercícios teóricos.
Quero
contudo chamar a atenção para o seu último artigo no Globo
-
jornal que continua afeito ao golpismo que o caracterizou por décadas
- sobre as recentes eleições em Portugal, as quais você apresenta
como uma vitória da direita neoliberal.
Contudo,
trata-se exatamente do contrário: a direita no governo só alcançou
38,5% dos votos enquanto que a esquerda unida finalmente por um
programa comum anti-neoliberal obteve 50,7% dos votos e dispõe
claramente de uma maioria de deputados devendo portanto formar o
governo.
Na
verdade, mais uma vez, a direita busca apelar ao golpismo para
sustentar suas políticas contrárias às grandes maiorias sociais. O
presidente Cavaco Silva pretende impedir a posse de uma clara maioria
de esquerda anti-neoliberal.
Publico
abaixo um artigo que me enviou Sergio Caldieri para informar melhor a
você e aos leitores em geral do meu blog. O artigo de Jacques Sapir
é bastante claro e espero que você revise suas afirmações sobre a
vigência democrática do neoliberalismo.
Muito
cordialmente,
Theotonio
Silencioso golpe de estado em Lisboa
25/10/2015, Jacques Sapir, Russeurope, Hipothèses
25/10/2015, Jacques Sapir, Russeurope, Hipothèses
Portugal é vítima, nos últimos dias, de um silencioso golpe de estado organizado pelos dirigentes portugueses pró-Europa[1]. É evento especialmente grave. Acontece quando ainda está fresco na memória o golpe de força bem-sucedido contra o governo grego, pela combinação de pressões políticas vindas do Eurogrupo e pressões econômicas (e financeiras) vindas do Banco Central Europeu. E confirma a natureza profundamente antidemocrática, não só da zona-euro, mas também, e muito se deve lamentar, da União Europeia.
O
resultado das eleições portuguesas
Muito
se disse na França especialmente, na mídia, que a coalizão de
direita saíra vitoriosa nas últimas eleições legislativas em
Portugal. É mentira. Os partidos de direita, comandados pelo
primeiro-ministro Pedro Passos Coelho não tiveram mais de 38,5% dos
votos e perderam 28 assentos no Parlamento. A maioria dos eleitores
portugueses votou CONTRA as primeiras medidas de arrocho [orig.
"austérité"],
de fato, 50,7%. Eles eleitores votaram em candidatos da esquerda
moderada , mas também do Partido Comunista Português e de outras
formações da esquerda radical. De fato, o Partido Socialista
Português tem 85 cadeiras, o Bloco de Esquerda (esquerda radical)
19, e o Partido Comunista Português 17. De 230 cadeiras/votos do
Parlamento, as forças anti-arrocho têm 121; a maioria absoluta é
de 116[2].
Poder-se-ia
pensar num acordo entre os partidos da direita e o Partido
Socialista. Mas esse acordo nunca seria possível sem a rediscussão
de parte do programa de arrocho [orig. "austérité"]
que resultou do acordo entre o governo português e as instituições
europeias. E rediscussão que não deixaria de evocar a situação da
Grécia...
Os
socialistas e o "Bloco de Esquerda" disseram claramente que
aquele acorde teria de ser revisto. Foi o que motivou o presidente
Cavaco Silva a rejeitar o projeto de governo apresentado pela
Esquerda. Mas os considerandos da declaração de Cavaco Silva vão
ainda mais longe. Disse que"Considerados
todos os sacrifícios importantes feitos no quadro de um importante
acordo financeiro,é meu dever, e no exercício de minhas
prerrogativas constitucionais, fazer todo o meu possível para
impedir que se enviem falsos sinais para as instituições
financeiras e os investidores internacionais[3]."
Essa
declaração é, afinal, o verdadeiro problema. Que Cavaco Silva
pense que governo da esquerda unida possa levar a um enfrentamento
com o Eurogrupo e a União Europeia, é direito dele pensar o que bem
queira, e é até bastante provável que seja como ele diz. Mas numa
república parlamentarista como é Portugal hoje, o presidente não
tem absolutamente qualquer 'dever' ou poder de interpretar intenções
futuras, para opor-se à vontade dos eleitores.
Se
uma coalizão de esquerda e de extrema esquerda tem maioria no
Parlamento e se apresenta – como nesse caso – um programa de
governo, a lei manda que a maioria forme o novo governo. Qualquer
outra decisão aproxima-se de ato inconstitucional, e pode configurar
golpe de Estado.
Situação econômica de Portugal
O
golpe de Cavaco Silva surge quando a situação econômica de
Portugal, quase sempre apresentada pelos jornais e jornalistas e
'especialistas' de televisão como caso de "sucesso" das
políticas de arrocho [orig. "austérité"],
continua extremamente precária. O déficit no orçamento ultrapassou
7% em 2014 e teria de estar naquele ano bem abaixo de 3%. A dívida
pública já ultrapassa 127% do PIB. E se a economia conhece outra
vez algum crescimento, ela se mantém, em 2015, no nível de 2014. O
país foi empurrado dez anos para trás por conta das políticas de
arrocho, com golpe social (desemprego) extremamente forte.
De
fato, as "reformas" impostas como contrapartida do plano de
ajuda para financiar a dívida e os bancos não resolveram o problema
principal do país. Esse problema é a baixa produtividade do
trabalho. A produtividade do trabalho é muito baixa em Portugal, e
isso por várias razões, mão de obra pouco ou mal formada e
investimento produtivo muito insuficiente. Portugal pôde acomodar-se
a essa baixa produtividade nos anos 1980s e 1990s porque podia deixar
que a moeda se desvalorizasse. Depois de 1999 e da entrada no euro,
isso passou a ser impossível. Não surpreende, portanto, que a
produção esteja estagnada.
Os
sucessivos planos de arrocho [orig. "austérité"]
postos em ação têm o objetivo de achatar os salários (em valor),
sejam os salários diretos sejam os indiretos. Mas esse achatamento
só beneficia as exportações, porque ao mesmo tempo deprime o
consumo interno [4].
No caso em que uma depreciação da moeda deixaria inalterado o
consumo interno, é preciso que os ganhos na exportação realizados
graças aos planos de arrocho compensem as perdas no consumo interno.
Por isso os planos de arrocho SEMPRE serão menos eficazes que uma
desvalorização da moeda, e Patrick Artus pode acrescentar, em nota
datada de 2012:"O
ajuste pela taxa de câmbio dá resultados rápidos; vimos taxas mais
altas nos casos de Espanha e Itália em 1992-1993 com rápido
desaparecimento do déficit externo e aumento limitado no tempo de
desemprego. Vê-se também nos diferentes ajustes dos países
emergentes: Coreia e Tailândia em 1997, Brasil em 1998"[5].
A
responsabilidade do euro na situação econômica de Portugal é
inegável. Mas a responsabilidade das autoridades europeias no caos
econômico e político que pode estar a caminho é também
indiscutível.
Lições
a aprender
Fala-se
com frequência de um habituar-se ao desastre, de um cansaço de
sofrer que levaria os povos a abandonar-se ao pior. De fato, nada
disso se vê na atual situação. Os portugueses tentaram aplicar
métodos inspirados pelo Eurogrupo e Comissão Europeia, e hoje são
obrigados a constatar que esses métodos não dão os resultados
prometidos. O voto nas eleições legislativas é o resultado desse
processo. Mas dirigentes enfeudados no exterior, quer dizer, nas
instituições europeias, decidiram não levar em conta os votos.
O
que hoje se passa em Lisboa é tão grave, mesmo que pareça menos
espetacular, que o que se viu acontecer na Grécia.
A
natureza profundamente antidemocrática do Eurogrupo e da União
Europeia afirma-se ainda mais uma vez, e confirma-se. Só cego não
vê. E esse segundo evento poderia bem ser a gota d'água. Mas, para
que seja, é imperativo que todas as forças decididas a lutar contra
o euro encontrem formas de coordenarem suas ações. É preciso
também não esquecer o que La Boétie escreveu no Discours
de la servitude volontaire[1]
publicado em 1574[6]:
"os tiranos só nos parecem grandes porque estamos
ajoelhados"[7].
Poder-se-ia retomar essa fórmula, que nos parece tão contemporânea
e formulá-la assim:"as
instituições europeias só parecem grandes porque (os soberanistas)
estamos divididos".
Mais
que nunca, põe-se ante nós a questão da coordenação de
diferentes forças soberanistas. Essa coordenação não implica, de
modo algum, que seja pequena a força a que essas forças se opõem,
nem que poderia ser suspensa entre parênteses. É sempre a lógica
das "Frentes" como a "Frente Unida Anti-Japão"
feita na China pelo Partido Comunista Chinês e o Guomindang, que não
são alianças no senso estrito do termo, mas permitem marchar
separadamente e atacar juntos. Mas a realidade, por desagradável que
pareça a alguns, é que, se não formos capazes de nos coordenar, um
poder, na realidade minoritário, poderá continuar a exercer sua
tirania. E de golpe de estado em golpe de estado, instaurar um regime
permanente de golpe de estado.
[1]Evans-Pritchard A. "Eurozone crosses Rubicon as Portugal’s anti-euro Left banned from power", The Telegraph, 23/10/2015 [traduzido no Blog do Alok].
[3]Evans-Pritchard
A. "Eurozone crosses Rubicon as Portugal’s anti-euro Left
banned from power", op.cit..
[4]Blanchard
O. et D. Leigh, Growth Forecast Errors and Fiscal Multipliers,FMI
Working PaperWP/13/1,
Washington DC, janvier 2013.
[5]Artus
P., "Dévaluer en cas de besoin avait beaucoup d’avantages",
Flash-Economie,
Natixis, n°365, 29 mai 2012, p. 6.
[6]La
Boétie E., Discours
de la servitude volontaire,
Paris, Mille et une nuits, 1997.
[7]Essa
frase conheceu grande sucesso às vésperas de 1789, mas noutra
forma: "Os grandes só parecem grandes porque andam montados nas
nossas costas; sacudâmo-los de cima de nós, rastejarão pelo chão."
[1]Etienne
De La Boétie. [1574] Discurso da Servidão Voluntária.
Tradução: Laymert Garcia dos Santos. Comentários: Claude Lefort,
Pierre Clastres e Marilena Chauí. São Paulo: Editora Brasiliense,
1982 [NTs].
__._,_.___
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
X SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA O NEOLIBERALISMO
Movimentos sociais e intelectuais se reunirão para discutir a crise do capital, a guerra imperialista e o golpe neoliberal
O X Seminário Internacional de Luta contra o Neoliberalismo será realizado nos dias 6 e 7 de novembro na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ), respectivamente. O evento, realizado anualmente, é em comemoração ao vigésimo quarto aniversário do Jornal INVERTA- fundado em 20 de setembro de 1991 na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), e que constituiu-se em uma referência da imprensa alternativa de cunho socialista no Brasil e na América Latina – na ocasião, também se comemorará os vinte e três anos da circulação ininterrupta do Granma Internacional de Cuba em língua portuguesa e onze anos do acordo da Prensa Latina com a Cooperativa INVERTA.
A atividade é organizada pelo Jornal Inverta, pelo Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais (CEPPES) e pela Rede de Economia Global e Desenvolvimento Sustentável (REGGEN).
Participam da atividade os diversos comitês que compõem o Movimento Nacional de Luta pelo Socialismo, assim como a Juventude 5 de Julho e uma série de entidades e movimentos sociais de todo o país.
No debate sobre os efeitos da crise do capital e a guerra imperialista pelo mundo participarão os representantes diplomáticos da Bolívia, Cuba, Síria e Venezuela. Discutindo a conjuntura brasileira, a tentativa de golpe neoliberal e a resposta dos movimentos sociais estarão destacados intelectuais e lideranças de movimentos sociais de todo o Brasil.
O ato de abertura será no auditório 11 (1º andar) da UERJ, na sexta-feira, dia 6 de novembro, às 18 horas, coordenado por Bianka de Jesus, editora e jornalista-responsável do Jornal Inverta e pelo historiador, Rafael Rocha, diretor da Inverta Cooperativa, e contará com a presença dos convidados internacionais e de diversos representantes de movimentos sociais e organizações políticas.
Os debates acontecerão no segundo dia, 7 de novembro, a partir das 8 horas, no ISERJ. A primeira mesa discutirá a crise do capital e a guerra imperialista. Será coordenada pelo editor do Jornal Inverta, Aluisio Bevilaqua, e pela pesquisadora do CEPPES, Julia Mariano Pereira. Os debatedores deste primeiro painel serão: Antonio Cícero Cassiano Sousa, professor do ISERJ e diretor do CEPPES; Beatriz Bissio, jornalista e professora-adjunta de Ciências Políticas da UFRJ; Edgar González Marín, cônsul-geral da Venezuela no Rio de Janeiro; Ingrid Sarti, professora de Relações Internacionais da UFRJ/IFICS e atual presidenta do Fórum Universitário do Mercosul; Nélida Carmona, cônsul-geral de Cuba em São Paulo; Shirley Orozco, cônsul-geral da Bolívia no Rio de Janeiro; e Theotonio dos Santos, presidente do CEPPES, doutor em Economia pela UFF e coordenador da Cátedra da UNESCO em Economia Global e Desenvolvimento Sustentável (REGGEN).
A segunda mesa, que tem como tema a crise do capital e o golpe neoliberal, começará às 11 horas, e terá como coordenadores Georgina Queiroz, do Centro Cultural Casa das Américas de Nova Friburgo, e Reimont Otoni, vereador no Rio de Janeiro pelo Partido dos Trabalhadores. Entre os debatedores convidados estarão: Aluisio Pampolha Bevilaqua, editor do Jornal Inverta, doutor em Educação pela UFC, pesquisador do CEPPES e membro do conselho da REGGEN e da Cátedra em Economia Global e Desenvolvimento Sustentável; Carlos Araújo, fundador do PDT, ex-preso político durante a ditadura militar e deputado estadual durante vários mandatos no Rio Grande do Sul; Eurico Figueiredo, professor titular de Assuntos Estratégicos e Relações Internacionais da UFF, colaborador permanente do Centro de Estudos Políticos e Estratégicos da Escola de Guerra Naval; Gaudêncio Frigotto, professor adjunto no PPFH/UERJ e doutor em Educação pela PUC/SP; Glauber Braga, deputado federal (PSOL-RJ) e atual presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados; João Vicente Goulart, atual presidente do Instituto Presidente João Goulart; Roberto Amaral, ex-ministro de Ciência e Tecnologia, e coordenador da Frente Brasil Popular; Wadih Damous, deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores, ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, da Comissão da Verdade/RJ e do Sindicato dos Advogados do Rio de Janeiro.
A terceira mesa, que terá início às 14 horas, debaterá a crise do capital e a resistência dos movimentos sociais ao golpe e à guerra, e será coordenada por Roberto Figueiredo, do Jornal Inverta e Ana Alice Teixeira Pereira, diretora do CEPPES. Os debatedores serão André Laino, professor da UENF (Universidade Estadual do Norte-Fluminense Darcy Ribeiro); Edson Munhoz, do Sindipetro-RJ e secretário de comunicação da CUT-RJ; Elton Lima, diretor do Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação de Pelotas e secretário de comunicação da CUT-RS; João Pedro Stédile, economista e dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Leonel Brizola Neto, vereador no Rio de Janeiro pelo PSOL; Orlando Guilhon, coordenador da Frente Brasil Popular e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); Osmarina Portal, dirigente do Movimento Nacional de Luta pelo Socialismo; e Roberto Kennedy Franco, professor adjunto da UNILAB (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira).
Em seguida haverá um ato de comemoração ao 24º aniversário do Jornal Inverta, 23 anos de circulação no Brasil do jornal Granma Internacional e 11 anos do Acordo da Inverta Cooperativa com a Agência de Notícias Latino-americana Prensa Latina. Serão entregues as comendas imprescindíveis a militantes e personalidades com decisiva contribuição na luta social.
Além do almoço cultural de adesão, haverá um ato cultural de encerramento com as presenças da Brigada de Cultura da Juventude 5 de Julho, Cia Em Parte, Companhia de Arte Inverta, Escola de Teatro Waldir Onofre, do músico Gonzalo, do ator Idioraci Santos, da cantora Imyra Chalar da Silva, do grupo de forró Originais do Sudeste, da cantora Marília Bevilaqua, do compositor e cantor, Pedro Monteiro, da Juventude 5 de Julho e do intérprete Zelito Alves.
Inscreva - se em: http://reggen.org/
Serviço:
X Seminário Internacional de Luta contra o Neoliberalismo
Data: 6 e 7 de novembro de 2015 – sexta e sábado
Locais: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) – sexta, dia 6; e no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ), sábado, dia 7.
Contatos para imprensa:
Tel: 21-2222-4070 e 21-2242-7754 – Jornal INVERTA
terça-feira, 27 de outubro de 2015
OS PAÍSES EMERGENTES E O ESPÍRITO DA CONFERÊNCIA DE BANDUNG
O ESPÍRITO DE BANDUNG CRESCE DE NOVO.
DURANTE A DÉCADA DE 1970, INSPIROU O MOVIMENTO DOS NÃO ALINHADOS QUE REUNIU A MAIOR PARTE DOS PAÍSES MEMBROS DAS NAÇÕES UNIDAS CAUSANDO UMA REAÇÃO DOS CENTROS DE PODER MUNDIAL ATRAVÉS DA CRIAÇÃO DA COMISSÃO TRILATERAL (REUNINDO EUA, EUROPA E JAPÃO, SOB O COMANDO DA FAMÍLIA ROCKFELLER).
AS COMEMORAÇÕES DOS 60 ANOS DA CONFERENCIA DE BANDUNG, ESTIMULADA ENTRE OUTRAS COISAS PELA CRIAÇÃO DOS BRICS, ESTÃO DESPERTANDO UM ENORME INTERESSE NÃO SOMENTE NA ÁSIA E ÁFRICA MAS INCLUINDO A AMÉRICA LATINA.
CHAMAMOS A ATENÇÃO DOS NOSSOS LEITORES PARA ALGUMAS INICIATIVAS NO CAMPO ACADÊMICO:
A - O South Center, dirigido por Martin Khor, dedicou importantes análises sobre a atualidade da Conferência de Bandung. Ver em:
B - A Associação Latinoamericana de Informação - ALAI publicou um número de sua revista mensal, America Latina en movimiento, dedicado à Vigência do Espírito de Bandung. Baixar em:
http://www.alainet.org/es/revistas/169851
C - Uma iniciativa acadêmica multidisciplinar de instituições afro - asiáticas realiza uma conferência sobre: "Repensando as forças emergentes: 60 anos depois da Conferência de Bandung".
A Professora Beatriz Bissio, como membro da Cátedra e Rede UNESCO sobre Economia Global e Desenvolvimento Sustentável (REGGEN), representa a América Latina nessa conferência. A Professora Mônica Bruckman, também convidada, enviou seu paper na impossibilidade de realizar a viagem a Bandung. Veja abaixo o link para acessar a convocatória com a justificativa desse encontro:
http://www.bandungspirit.org/IMG/pdf/bandung_60_booklet-complete-1.pdf
D - Importantes especialistas em gestão internacional e pública, preocupados com a importância crescente dos países emergentes, preparam uma reunião para o próximo ano sobre: "Descolonizando os estudos de organização: na busca de um Novo Bandung". Ver texto abaixo:
DURANTE A DÉCADA DE 1970, INSPIROU O MOVIMENTO DOS NÃO ALINHADOS QUE REUNIU A MAIOR PARTE DOS PAÍSES MEMBROS DAS NAÇÕES UNIDAS CAUSANDO UMA REAÇÃO DOS CENTROS DE PODER MUNDIAL ATRAVÉS DA CRIAÇÃO DA COMISSÃO TRILATERAL (REUNINDO EUA, EUROPA E JAPÃO, SOB O COMANDO DA FAMÍLIA ROCKFELLER).
AS COMEMORAÇÕES DOS 60 ANOS DA CONFERENCIA DE BANDUNG, ESTIMULADA ENTRE OUTRAS COISAS PELA CRIAÇÃO DOS BRICS, ESTÃO DESPERTANDO UM ENORME INTERESSE NÃO SOMENTE NA ÁSIA E ÁFRICA MAS INCLUINDO A AMÉRICA LATINA.
CHAMAMOS A ATENÇÃO DOS NOSSOS LEITORES PARA ALGUMAS INICIATIVAS NO CAMPO ACADÊMICO:
A - O South Center, dirigido por Martin Khor, dedicou importantes análises sobre a atualidade da Conferência de Bandung. Ver em:
B - A Associação Latinoamericana de Informação - ALAI publicou um número de sua revista mensal, America Latina en movimiento, dedicado à Vigência do Espírito de Bandung. Baixar em:
http://www.alainet.org/es/revistas/169851
C - Uma iniciativa acadêmica multidisciplinar de instituições afro - asiáticas realiza uma conferência sobre: "Repensando as forças emergentes: 60 anos depois da Conferência de Bandung".
A Professora Beatriz Bissio, como membro da Cátedra e Rede UNESCO sobre Economia Global e Desenvolvimento Sustentável (REGGEN), representa a América Latina nessa conferência. A Professora Mônica Bruckman, também convidada, enviou seu paper na impossibilidade de realizar a viagem a Bandung. Veja abaixo o link para acessar a convocatória com a justificativa desse encontro:
http://www.bandungspirit.org/IMG/pdf/bandung_60_booklet-complete-1.pdf
D - Importantes especialistas em gestão internacional e pública, preocupados com a importância crescente dos países emergentes, preparam uma reunião para o próximo ano sobre: "Descolonizando os estudos de organização: na busca de um Novo Bandung". Ver texto abaixo:
In 1955 in Indonesia, a
historical meeting took place of Asian and African states. The
twenty-nine countries that co-organized the Conference represented
nearly one-fourth of the land surface of the world and a total
population of 1.5 billion. The Bandung Conference sought to create a
new sense of solidarity among countries whose inhabitants had been
dehumanized by colonialism. It represented a moment for constructing
a more diverse, heterogenous collection of knowledge, including about
organizations. Today metaphorically speaking, Bandung represents an
opportunity for constructing a pluriversal MOS (Ibarra-Colado, 2006)
and fostering a world in which many worlds and knowledges can coexist
(Mignolo, 2011) from the perspective and in the interests “of the
immense majority of humanity excluded by globalization” (Dussel,
2013: xx).
We wish to explore the
possibility of a new Bandung in Organization Studies. We wish to
discuss and assess organizing projects that are explicitly
decolonial, and seek to reshape the existing global order. We also
wish to consider the absence of such views within venues such as EGOS
and the US Academy of Management, and the consequences of such
absence. In short we wish to deploy the Bandung conference as a
metaphor for heterogenous, dissonant, dissident, critical reframings
of the discipline of MOS, reframings sensitive to differences of
language, history, cultural identity, indigenous struggle, and
development. The possibility of a New Bandung for MOS in Viña del
Mar also means tracking the “center” and its own “peripheries”,
in an effort to understand both the adherents as well as victims on a
global scale of US-led Eurocentric “Organization Studies”.
Putting together
“subalternized” voices, knowledges and bodies in order to
dis-organize, alter-organize, organize ‘otherwise’, and
decolonize MOS is a major challenge. In this stream we stand for the
co-creation of a New Bandung in Organization Studies and
particularly welcome contributions from peripheries of the “center”,
whether peripheries defined by language (Lusophone, Francophone and
Hispanic Americas and Africas), colonial history (South Asia and
Indonesia), contemporary struggles (indigenous groups, Palestine,
Kashmir), or other definitions.
We invite academics and
practitioners of a variety of training and from different fields of
knowledge to submit papers related to the following themes and
topics:
- Engagements with MOS
through post-colonialisms, Third Worldisms, development studies,
dependency theorizings, and critical views on neoliberalism(s); or by
engaging ‘otherwise’ with globalization studies, international
relations, and regional studies;
- The contemporary global
financial crisis and what it offers to heterogenize MOS; in
particular the austerity project of the European Union, which follows
prior efforts in Africa and Latin America through the 1970s and
1980s;
- Power shifts in the
global order and what they signal for MOS; such shifts include the
rise of the BRICS countries (Brazil, Russia, India, China South
Africa) as a counter-hegemon to the Bretton Woods institutions;
- Projects of engagement
and dis-engagement with the “center” of MOS; such projects
include conference panels, presentations, journal submissions and
other forms of colloboration and resistance with US-led Eurocentric
“Organization Studies”, from “peripheries”;
- The post Cold War
setting and what it constitutes in terms of Euro-American hegemony in
MOS; in particular organizational struggles involving workers and
oppressed peoples, and their implications for MOS;
- Contemporary struggles
of indigenous people, such as in Ecuador or Bolivia, and their
organizational implications;
- Critiques of
Anglo/American- centric and heteronormative methodologies in MOS that
present alternative modes of knowledge production; these could
include (but not limited to) feminist, queer, experiential,
ethnographic, interdisciplinary and psychodynamic methods;
- Historical accounts of
alternative organizational theorizing from the South, that could be
of relevance in this contemporary MOS moment;
- Fostering alternative
types of organizations and organization studies from a perspective
that recognizes more diversity than solely the corporate form
- Decolonial historical
analyses of the rise of MOS within the Cold War period in Europe and
of military dictatorships in Latin America;
- Decolonial historical
analyses of “organization studies” from the perspective of
alternative theorizing in Latin America, Europe and other parts of
the rest of the world
Important Dates:
Abstract submission:
November 10, 2015
Notification of
acceptance: December 10, 2015
Submission of full paper
(6.000 words): March 10, 2016
Abstracts of about 1000
words should be submitted through the website form at
www.laemos.com<http://www.laemos.com>
The abstracts should be
in English, including the name and email address of the author(s)
References
Amin, S. (2013). The
Implosion of Contemporary Capitalism. New York: Monthly Review Press.
Bowden, B., &
Seabrooke, L. (Eds.). (2006). Global standards of market
civilization. London: Routledge.
Dussel, E. (2013). Ethics
of Liberation. Durham and London: Duke University Press.
Ibarra-Colado, E. (2006).
Organization Studies and Epistemic Coloniality in Latin America:
Thinking Otherness from the Margins. Organization, 13 (4): 489-508.
Mignolo, W. (2011). The
Darker Side of Western Modernity: Global Futures, Decolonial Options.
London: Duke University Press.
Tlostanova, M. (2015).
Keynote lecture. Delinking from progressivism, or emergence as
re-existence: Some non-Western remedies against the rhetoric of
modernity. Ephemera, Moscow, May 6-7, pp. 26-27.
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
THEOTONIO DOS SANTOS, CIENTÍFICO SOCIAL BRASILEÑO, UNO DE LOS AUTORES DE LA TEORÍA DE LA DEPENDENCIA: “DILMA FUE MÁS LEJOS DE LO NECESARIO PARA LLEGAR A UNA NEGOCIACIÓN PORQUE SE VIO MUY AMENAZADA POR EL IMPEACHMENT”. (EXCLUSIVA PARA NODAL ECONOMÍA)
Theotonio Dos Santos, científico social brasileño, uno de los autores de la Teoría de la Dependencia: “Dilma fue más lejos de lo necesario para llegar a una negociación porque se vio muy amenazada por el impeachment”. (Exclusiva para Nodal Economía)
Por Paola Bianco. De la redacción de Nodal Economía
Brasil
atraviesa una situación económica y política compleja tanto por
las medidas de ajuste que viene tomando el gobierno en el último
tiempo -que han horadado la legitimidad del mismo- como por los
numerosos intentos de juicio político que impulsa la oposición
contra la presidenta Dilma Rousseff. En ocasión del Congreso del
Pensamiento Económico Latinoamericano, que se realizó en Argentina
hace unos días, Nodal Economía entrevistó al prestigioso
intelectual Tehotonio Dos Santos, uno de los referentes de la Teoría
de la Dependencia, con el propósito de comprender la complejidad de
este proceso, dilucidar las tensiones que existen al interior de la
escena política brasileña y evidenciar los intereses geopolíticos
y económicos que subyacen a esta etapa que –al menos
tentativamente- parecieran ser el anverso de un proyecto que busca
poner límites a las transformaciones de los últimos años.
Si analizamos la actual coyuntura de
Brasil, la lectura que se está haciendo es que en el segundo mandato
de Dilma Rousseff -y cuarto del PT- la presidenta ha pegado un giro
hacia la ortodoxia. Primero con la designación de Joaquim Levy en el
Ministerio de Hacienda y luego con la implementación de una serie de
políticas de ajuste. ¿Cómo explica esto? ¿Se produjo
efectivamente un cambio en la política económica del PT?
En realidad, el retroceso de la
política económica se inicia a fines de 2012 y comienzos de 2013.
Se trataba de un momento próximo a una elección presidencial y
aparecieron entonces muchas noticias acerca de que EEUU iba a elevar
la tasa de interés. La gente comenzó a meter esto en sus cálculos
y a tener miedo del impacto que iba a tener. Se suponía que con esta
medida caería el capital que venía a invertir en el país. Las
autoridades del Banco Central empezaron a decir que había un peligro
inflacionario muy grande, aunque esto no era así, había un control
de la inflación. Entonces se tomó la tesis de que era necesario
elevar la tasa de interés. A partir de ese momento empieza una
recesión económica -porque nosotros estábamos creciendo al 7%- y
ahí empieza a caer el crecimiento, es decir, sobre el final del
mandato anterior de Dilma.
O sea, ¿los problemas de la
economía de Brasil empiezan con una política de austeridad, que fue
la de subir la tasa de interés?
Sí. El crecimiento cae, entonces
Dilma, que estaba con 60 o 70 por ciento de apoyo, va a una elección
más disputable. Es decir, ella ya entra en esta lógica y empieza a
subir la tasa de interés y también sube la inflación.
Pero el mercado siempre propone
recetas ortodoxas. Sin embargo, Brasil fue parte del proceso regional
de los últimos años que logró ir en contra de esos principios y
poner la política por encima de la economía, con medidas –por
ejemplo- orientadas a la reconstrucción del mercado interno y a la
distribución del ingreso. ¿Qué intereses influyeron entonces en
este cambio?
En realidad, cuando entró al gobierno
en enero de 2003, Lula asume una posición muy próxima a la
ortodoxia. El director del Banco Central era miembro del partido
recién derrotado (PSDB) y también entró un equipo bastante
conservador al Ministerio de Economía que trabajaba con el Banco
Mundial. De hecho, Lula lanza una política muy conservadora, que
eleva la tasa de interés en forma extraordinaria. Hay que tener en
cuenta que cuando llegó Lula, la tasa ya se encontraba en un nivel
elevado -un 18 %- y él la lleva a 23 %, una cosa absurda, que ningún
manual de economía recomendaría. Pero se consigue bajar la
inflación, que ya era muy alta, estaba cerca del 12 %, y la medida
va permitiendo al gobierno recuperarse políticamente y asegurar el
control. Luego viene la crisis de 2008 y Lula mantiene la política
anticíclica. Entonces, en los primeros años de gobierno hace todo
lo maquiavélico y, en la segunda parte, toma las medidas más
populares. Esto quedó como una máxima en Brasil, que se usa en
realidad en todo el mundo: la “política de zigzag”; esa es la
concepción estratégica de Lula.
En el caso de Dilma, como ella empezó
una política de contención de la oposición, entonces se fue
generando una situación de mucha inestabilidad y fue cayendo su
prestigio del 70 por ciento a menos del 50 por ciento. Pero al final
se agarró a una política de izquierda para poder sostener el apoyo
dentro del PT, sino hubiera perdido sus propias bases.
Sin embargo, en la política
exterior también se observan cambios. Por ejemplo, Brasil es uno de
los países de la región que más impulsó en el último tiempo el
acuerdo de libre comercio del Mercosur con la Unión Europea (UE) a
diferencia, por ejemplo, de Argentina, que busca un acuerdo más
equilibrado que proteja la industria. ¿Qué piensa de esto?
Acuerdo, pero en parte. Porque Dilma,
por ejemplo, también participó en la estructuración de los BRICS,
que no existían como grupo. Además, ha mantenido la línea
fundamental de la política del PT en cuanto a la integración
regional, aunque con menos ímpetu. En relación a Europa, el acuerdo
ya existía. Lo que pasó es que la UE presionó más por un tratado
en el último tiempo, ahora que Dilma no quería. Los europeos, en
realidad, pretendían un acuerdo con toda Latinoamérica, pero eso no
avanzó y, solo el Mercosur quedó como referencia para un
entendimiento. Los europeos quedaron un poco preocupados porque EEUU
estaba forzando la idea de la Alianza del Pacífico, que es una
tontería absurda que no tiene ninguna consistencia. Pensemos que
Colombia está ahí, pero también firmó todos los acuerdos de
Unasur y Celac, y Chile y Perú también. Por eso esta estrategia del
Pacífico no tiene ninguna posibilidad. Pero como EEUU no tiene en
este momento ningún instrumento efectivo de participación en la
región, está jugando con estas cosas idealizadas para presionar,
pero no puede crear un movimiento anti-chino en el Pacífico. Es la
primera vez que lo digo en público, si Estados Unidos continúa en
esta política, California se va separar del país, porque California
es el Pacífico y el Pacífico es China. Por eso, esta es una
política muy peligrosa.
Pero acá,
muchos diplomáticos vieron en la Alianza del Pacífico la
posibilidad de desequilibrar la integración. Esto, unido a la
proyección de que EEUU iba a aumentar la tasa de interés a 3 %, fue
creando un clima a partir de una cantidad de noticias, todas falsas,
y, ciertamente, los diplomáticos tuvieron algo que ver con el temor
de Dilma en ese momento.
¿Cree que estas presiones que se
expresan a través de los medios influyeron sobre la presidenta?
Dilma estuvo muy influenciada por estas
jugadas, pero no se puede decir que ella haya cambiado. En el caso de
la política económica tampoco, aunque fue más lejos de lo
necesario para llegar a una negociación, porque realmente se vio muy
amenazada por el tema del impeachment y, todo esto evidentemente
trajo al señor Levy.
¿Cómo se resuelve entonces la
gobernabilidad?
Se fueron haciendo algunos acuerdos
entre las fuerzas progresistas de Brasil para superar la situación.
Además hay otro problema, EEUU está en retroceso. La idea es cercar
China porque está avanzando mucho, entonces tiene que bajar su
participación en Oriente Medio y sacar las tropas. En ese momento
decide que no vale la pena continuar estas presiones en Brasil,
porque sería abrir un frente muy grande, extremadamente difícil de
manejar.
¿Usted dice que EEUU operó el
impeachment?
No el gobierno, sino la inteligencia
norteamericana. Ahora no y por eso también se dividió la cuestión.
El PSDB que está en el mismo barco: también bajó y ahora se está
llegando a una situación de cierto equilibrio. Ya hay un compromiso
casi mayoritario y estable de apoyo al gobierno y en el parlamento
también. Con un poquito más de apoyo, defendiendo la ley, etc.,
quizá se pueda garantizar que el gobierno tenga victorias. La
situación está llegando a un punto en que hay incluso mucha presión
de los conservadores contra Levy en el Congreso, porque corta
recursos y ellos no quieren exponerse a perder votos. La situación
estaba desestabilizando a la élite, entonces él empezó a ceder
muchas cosas, aunque la verdad es que nada de esto funciona sino baja
la tasa de interés, porque todos esos recursos son para pagar
interés. Con un tasa del 14 %, el país está debiendo ya -con esta
política absurda- casi el 60 % del PIB. Esto disminuiría la presión
sobre el presupuesto, porque no hay un problema del presupuesto.
¿Cree que habría que darle más
importancia a la inserción de Brasil en el bloque de los BRICS y a
la relación con China?
Bueno, se avanzó mucho. Se formalizó
el Banco de los BRICS en la última reunión y todo indica que el
próximo año va a estar en funcionamiento. Pero esto ya debería
haber avanzado, porque esto permitiría una ofensiva. Pero, tanto
dentro de la burocracia económica como de la diplomática, la gente
no piensa así. Los chinos están ofreciendo apoyos muy generosos, no
en préstamos, sino en inversión directa.
Algunos analistas sostienen que la
relación de América Latina y China se inscribe en una
neodependencia. ¿Qué piensa usted -que explicó la relación de la
región con el mundo a partir de la Teórica de la Dependencia- sobre
esta tesis?
Es una cosa un poco mecánica. Porque
evidentemente China no está apostando a una hegemonía mundial en la
misma dimensión que EEUU o en la que Inglaterra tuvo en otro momento
del sistema mundial. Ellos saben que el costo de eso sería muy
elevado. Por lo tanto, nosotros en la negociación con China tenemos
condiciones para hacer muchas cosas, y si no lo hacemos, no es culpa
de los chinos sino de nuestra visión colonizada, no independiente.
Nuestra clase dominante está extremadamente colonizada. La prensa
también refleja esta visión. Esto debilita mucho nuestra capacidad
de negociación, porque evidentemente nosotros no podemos producir
diferenciaciones en nuestra sociedad, formular una política más
independiente basada en nuestros intereses. Esta visión se suma al
asedio financiero. El año pasado, con la recesión, el sector
financiero tuvo 28 por ciento de ganancia. En síntesis, no hay
crisis, hay políticas comprometidas con intereses económicos. Si
cambia la política, el país puede volver a crecer, no al 7 u 8 por
ciento, pero si al 5 por ciento.
MAIS ELEMENTOS SOBRE A CRISE GERAL DO CAPITALISMO
Tony Ferreira está sempre bem antenado para os grandes problemas de
nosso tempo, Este sintético texto mostra claramente esta qualidade: Estamos numa fase muito avançada da crise geral do capital e,
portanto, de transição para uma civilização planetária que
deve ser conduzida na direção de umas novas formações sociais em
direção ao socialismo. A luta do capital para sobreviver é cada vez
mais cruel e violenta.
Segue o texto de Tony Ferreira
"Que
diferença existe entre os barcos de imigrantes daLíbia
agora e os navios negreiros que indignaram Castro Alves?"
(Zuenir
Ventura. "O Globo").
A
diferença, meu cândido e caro sr. Zuenir, é que, aos navios
negreiros -que alimentavam com sua carga
uma economia capitalista predominantemente agrária e escravista-,
o próprio capitalismo tinha uma alternativa melhor e mais humana,
que era, e foi, a economia capitalista predominantemente industrial e
assalariadora.
Já hoje,
os barcos de emigrantes da Líbia, apesar de também transportarem
predominantemente negros, refletem outra coisa. Refletem a miséria
existente no III Mundo, particularmente na África, resultante do
esgotamento do sistema capitalista, que já atingiu, planetariamente,
sua última configuração, na qual só há lugar bom para, no
máximo, 20% das pessoas que vivem sob esta formação
econômico-social ; que já atingiu, praticamente, CONFORME TODAS AS
ESTATÍSTICAS MOSTRAM, o grau máximo de concentração da renda (o
que, DENTRO DO CAPITALISMO, É IRREVERSÍVEL) ; que já não
possui alternativas a oferecer, a não ser empurrar esses barcos de
volta e manter-se vivo às custas de bilionárias e violentas
intervenções militares, sabotadoras e golpistas no III Mundo -onde
vive hoje o proletariado mundial-, lideradas pelos EUA, via
CIA e/ou OTAN, de modo a manter a brutal espoliação e o grande
domínio -vitais para sua manutenção,
repito- exercidos pelo I Mundo sobre ele.
Conforme,
corretamente, escreveu o desembargador do TJ e membro da Associação
Juízes para a Democracia, Siro Darlan, em "O Dia", de
16.09.15 : "O
que se vê agora na Europa é uma reação tardia à violência
sofrida secularmente pelos que se julgam os donos do mundo, que
derrubaram os governos constituídos do Iraque, Síria e Líbia,
produzindo guerras que atendiam aos seus interesses econômicos
com falsas justificativas. Agora a Europa está sendo invadida por
suas vítimas que chegam às suas fronteiras, desembarcam vivos ou
mortos em suas praias, invadem seus trens e escalam suas montanhas,
enfrentando a violência de uma polícia que tenta, sem sucesso,
fechar as fronteiras com jatos de água, cassetetes e gás
lacrimogêneo.". Exatamente
o também apontado por um dos
mais aclamados fotógrafos da atualidade, o brasileiro Sebastião
Salgado. Em entrevista ao jornal Folha
de S. Paulo,
em 4/10/15, Salgado fez uma análise da atual crise de refugiados e
atribuiu o problema às intervenções militares dos Estados Unidos e
de países da Europa.
"Quando
eu conheci o Iraque, era um país rico, onde as pessoas trabalhavam,
tinham aposentadoria, residências e viviam em paz. Um país (Estados
Unidos) atacou
o lugar e o trouxe para a idade da pedra. No Iraque hoje ninguém tem
casa, bomba explode todos os dias, é um país fisicamente destruído.
Para onde você quer que esse povo vá?”,
questionou.
É,
sr. Zuenir, como já preconizava Rosa Luxemburgo, há
mais de um século (em
uma frase que ficou famosa :"Socialismo,
ou barbárie."), a
situação atual, toda ela parida pelo já ultrapassado e
crescentemente deletério capitalismo, e sem saída dentro deste, é
de tal gravidade, que o último livro do mundialmente renomado
astrofísico britânico Martin Rees, ex-presidente da Royal Society
entre 2005 e 2010, foi intitulado, significativamente, como "Nosso
Último Século", e questiona se será possível à espécie
humana sobreviver a este próprio século em que estamos vivendo, ao
século 21 ! Posição, esta, ratificada, atualmente, por vários
cientistas e pesquisadores, entre eles, por exemplo, o húngaro
István Mészáros, professor emérito da Universidade de Sussex, na
Inglaterra:"A persistir o
capitalismo, o destino da humanidade será a sua autodestruição
através das guerras e da crise ecológica. A alternativa socialista
não é apenas possível, mas necessária para a sobrevivência da
humanidade." ("A
montanha que devemos conquistar").
E
até mesmo pelo Papa Francisco : "Reconhecemos
nós que o capitalismo impôs a lógica do lucro a todo o custo, sem
pensar na exclusão social nem na destruição da natureza ? Se
é assim – insisto – digamo-lo sem medo : Queremos uma mudança,
uma mudança real, uma mudança de estruturas. Esse sistema
capitalista é insuportável : não o suportam os camponeses, não o
suportam os trabalhadores, não o suportam as comunidades, não o
suportam os povos.... E nem sequer o suporta a Terra, a irmã Mãe
Terra, como dizia São Francisco. Quando o capital se torna um
ídolo e dirige as opções dos seres humanos, quando a avidez do
dinheiro domina todo o sistema socioeconômico, arruína a sociedade,
condena o homem, transforma-o em escravo, destrói a fraternidade
inter-humana, faz lutar povo contra povo e até, como vemos, põe em
risco esta nossa casa comum. Não quero alongar-me na descrição
dos efeitos malignos desta ditadura sutil : vós conhecei-los
!" (Discurso
pronunciado na Bolívia, em 09.07.2015. Rádio Vaticano,
10.07.15.).
Sério
mas simples, né, "seu" Zuenir ? Ou a humanidade dá cabo
do capitalismo, ou ele terminará acabando com ela.
Tony
CUIDADO COM AS REVOLUÇÕES COLORIDAS. UMA DELAS ESTÁ EM MARCHA NO BRASIL
Moniz Bandeira realiza de forma sintética uma análise profunda da
estratégia de golpismo "legal" que a inteligência dos Estados Unidos
vem promovendo sistematicamente na região latino americana e em todo
o planeta, sobretudo no Oriente Médio. Por razões de saude não vou
participar da reunião convocada pela Academia de Ciencias Sociais da
China e o Comité Central do Partido Comunista da China sobre as
"revoluções coloridas" para a qual fui convidado para a próxima
semana mas vejo com satisfação que as forças anti imperialistas no
mundo vêm se interessando por uma estratégia sofisticada que dispõe
já de propostas bem elaboradas publicadas nos livros citados por
Moniz Bandeira que publicará no próximo ano um excelente livro sobre
o tema. Sugiro aos meus leitores que não deixem de acompanhar esta
pista tão bem sublinhada nesta entrevista.
En el Brasil de hoy el Congreso y el Poder Judicial tratan de usurpar los poderes del Ejecutivo
http://www.laondadigital.uy/archivos/9055
Nº739
05-10-2015
12-10-2015 Uruguay
El cientista político e historiador brasileño
Luiz Alberto Moniz Bandeira, analiza en este diálogo la compleja
realidad política e institucional que vive Brasil por estos días.
– Profesor, ¿usted cree que Brasil se
encuentra en una encrucijada similar a la de 1964? ¿Es probable que
el país vuelva a ser exclusivo, sólo para una minoría?
– La situación actual de Brasil es muy diferente
a la de 1964. Ya no existe la supuesta amenaza comunista ni las
Fuerzas Armadas brasileñas están dispuestas a dar ningún golpe de
Estado. Tampoco quieren que se viole la Constitución, aunque, bajo
el artificio de un impeachment, sin ninguna base legal, sólo
porque la oposición se siente insatisfecha con la derrota en las
urnas, no quiere al gobierno del candidato electo. La coyuntura
mundial cambió. Lo que ocurre actualmente es una crisis económica,
que surge no sólo de factores internos, sino también de
perturbaciones externas de la economía mundial, como la caída de
los precios de las materias primas, incluyendo al petróleo. Y la
crisis económica que atraviesa Brasil, fue y es agravada, en gran
medida, por la lucha de clases, por aquellos que no aceptan – por
ejemplo – los programas sociales como el “Bolsa Familia” y por
otros intereses políticos nacionales, conjugados y estimulados por
intereses económicos y políticos extranjeros. Y, por mencionar un
ejemplo, Brasil pertenece al grupo llamado BRICS, que creó el Banco
de Desarrollo recientemente instalado en Shangai, como una
alternativa ante el Banco Mundial y el Fondo Monetario Internacional.
Este grupo de países, encabezados por Rusia y China, busca liberarse
del dominio del dólar, como moneda fiduciaria, moneda de reserva
internacional, a través de la cual, protegida por la OTAN que
subordina a la Unión Europea, sólo los Estados Unidos producen, sin
respaldo, y a través de la cual mantienen la hegemonía mundial.
Evidentemente existen otros intereses para desestabilizar a Brasil.
– En la historia brasileña, ¿hubo algún otro
período de movilidad social intensa como la vivida desde 2003 hasta
ahora? ¿Fue, por ejemplo el caso del gobierno Vargas o del gobierno
Goulart? ¿Cuáles son las similitudes y cuáles las diferencias?
– Cada época, la de Getúlio Vargas y la de João
Goulart, como la actual, tienen profundas diferencias, dado que el
desarrollo de las fuerzas productivas en Brasil y en el mundo fue
intenso, desde la década de 1950. De la misma forma que no se entra
en el mismo río dos veces, no se vive dos veces el mismo tiempo
histórico y, por consiguiente, el mismo sistema capitalista, porque
las aguas corrieron y el sistema económico, aunque subsista, no es
completamente igual, ni nacional ni internacionalmente, al que fue en
el pasado. Está en permanente mutación, como nuestros propios
cuerpos. Esto no significa que las similitudes desaparezcan. La
historia es una, continua y las similitudes, en una esfera superior
de la espiral, pueden repetirse con características y condiciones
distintas. Getúlio Vargas reconoció los derechos laborales e
instauró el régimen de libertad social en Brasil. En la carta
testamento que dejó al suicidarse, el 24 de agosto de 1954,
escribió: “La campaña subterránea de los grupos internacionales
se alió a la de los grupos nacionales enojados contra el régimen de
garantía del trabajo”. Esto se repitió y se repite. El presidente
João Goulart continuó el mismo trabajo de Vargas y no sólo
defendió los intereses nacionales, sino que extendió la legislación
laboral al campo. Hubo, por lo tanto, movilidad social, como en la
época de Vargas, desde la Revolución de 1930. Y la campaña
subterránea de los intereses extranjeros se alió y fomentó la de
los intereses nacionales. Las diferencias, sin embargo, son
igualmente variadas. La supuesta amenaza comunista no existe más
como elemento de manipulación de la opinión pública y de las
Fuerzas Armadas; las dictaduras militares impuestas en América
Latina constituyeron un fiasco; y los Estados Unidos ya no
representan más una gran estrella como en la década de 1950, cuando
la legitimidad de un gobierno pasaba por el buen relacionamiento con
Washington. Los Estados Unidos están en franca decadencia, como
reconoció el politólogo Francis Fukuyama en su obra Political
Order and Political Decay.
-¿Cómo definir las nuevas formas que adoptan,
en diferentes partes del mundo, los ataques a los Estados? ¿Podría
ser Brasil víctima de algún experimento de ataque al Estado;
llevado a cabo, claro, mediante el uso del Congreso y la justicia?
– La nueva técnica de ataque, de golpe de Estado,
fue delineada por el profesor Gene Sharp. La estrategia fue plasmada
en el libro del profesor Gene Sharp titulado From Dictatorship to
Democracy. A Conceptual Framework for Liberation,
traducido a decenas de idiomas para el entrenamiento de
activistas/agitadores. Esta estrategia es llevada a la práctica
mediante, en principio, una lucha no violenta, más compleja y por
diversos medios, como la guerra psicológica, social, económica y
política. Dichos medios son, por ejemplo, demostraciones de
protesta, huelgas, no cooperación, deslealtad, boicots, marchas,
caravanas de automóviles, procesiones, etc., porque los gobiernos
solamente pueden subsistir si cuentan con la cooperación, sumisión
y obediencia de la población y de las instituciones de la sociedad.
Ella guió, en gran medida, la política de regime change del
presidente George W. Bush, de acuerdo con el Project for the New
American Century (PNAC). Consiste en fomentar el Political defiance,
es decir, el desafío político, término usado por el coronel Robert
Helvey, especialista de la Joint Military Attache School (JMAS),
operado por la Defence Intelligence Agency (DIA), para describir cómo
derrocar un gobierno y conquistar el control de las instituciones,
mediante la planificación de las operaciones y movilización popular
en el ataque a las fuentes de poder en los países hostiles a los
intereses y valores de Occidente.
Y la estrategia del profesor Gene Sharp establece lo
que el coronel David Galula había definido como “cold war
revolutionary”, es decir, actividades de insurgencia que se
mantenían, en su mayor parte, dentro de la legalidad, sin recurrir a
la violencia. De esta manera, a través de ONGs financiadas por los
Estados Unidos, las “revoluciones de colores” derrocaron a los
gobiernos de países miembros de la Comunidad de los Estados
Independientes (CEI) organización supranacional fundada en 1991 por
iniciativa del presidente Boris Yeltsin, integrando en el espacio
económico de Rusia a repúblicas de la extinta Unión Soviética:
Armenia, Azerbaiyán, Bielorusia, Kazajstán, Kirguistán, Moldavia,
Rusia, Tayikistán, Turkmenistán, Ucrania y Uzbekistán). La misma
estrategia fue adoptada, también, por el presidente Barack Obama
para promover la tan floreciente “Primavera Árabe”, que ya dejó
como resultado, según la ONU, más de 160 mil millones de
refugiados. La “freedom agenda”, del presidente George W. Bush y
adoptada por el presidente Barack Obama, constituye lo que el
Directorate of Army Doctrine (DAD), del Departamento de Defensa de
Canadá, define como subversión, es decir, la tentativa de socavar
la estabilidad y la fuerza económica, política y militar de un
Estado sin recurrir al uso de la fuerza, por medio de la
insurrección, pero con demostraciones, para provocar medidas
violentas, para que puedan ser denunciadas como “excesiva reacción
de las autoridades y así desacreditar al gobierno”.
La propaganda – agregó el documento del DAD –
era “el elemento clave de la subversión” e incluye la
publicación de informaciones nocivas para las fuerzas de seguridad,
así como la difusión de rumores falsos o verdaderos destinados a
socavar la credibilidad y la confianza en el gobierno. Y de ahí que
los Estados Unidos tratan de crear el caos para derrocar un régimen.
Hoy en Brasil no cuentan, sin embargo, con las Fuerzas Armadas. La
estrategia del profesor Gene Sharp, aplicada en los países de
Eurasia y del Medio Oriente por medio de las llamadas “revoluciones
de colores” y “Primavera Árabe”, la demuestro en forma
documentada en mi libro “La Segunda Guerra Fría”, que sale este
año también en Argentina y en Alemania.
-¿Cuáles son las posibilidades reales de que
prospere un “golpe blando” en este país y cuáles serían las
consecuencias para América del Sur?
– No creo que el impeachment contra la presidente
Dilma Roussef prospere. No existe ninguna acusación personal contra
ella. Es una persona extremadamente honesta y correcta. Y no se puede
decir que la crisis económica, que de hecho existe, sea alarmante en
un país que el 18 de septiembre de 2015 contaba con reservas del
orden de los U$S 370.570 millones, es decir, más de U$S 370 mil
millones. Sin embargo, todo es posible, en un país cuyos partidos ya
no existen, se convirtieron en meros rótulos, donde grupos de
intereses particulares y el orden jurídico desapareció, con el juez
de Paraná arrogándose el supremo derecho de investigar, más allá
de su jurisdicción y ordenar, sin culpa comprobada, sólo basado en
denuncias privilegiadas de grandes empresarios, a desacreditar a las
empresas, empresas estatales y a empresas privadas, responsables, en
gran medida, por las exportaciones de bienes y servicios de Brasil.
Se trata de un método nazifascista, de terrorismo de Estado, de las
épocas de Hitler y de los procesos de Moscú, bajo la tiranía de
Stalin. La crisis, por lo tanto, no es sólo política, es
institucional, dado que tanto el Congreso como el Poder Judicial
tratan de usurpar los poderes del Ejecutivo. Es la crisis del régimen
republicano, del presidencialismo, que de una manera u otra se da en
los Estados Unidos y en los demás países donde fue implantado. Pero
si el golpe blando tuviera éxito en Brasil, las consecuencias para
América Latina serían las peores. Como declaró el presidente
Richard Nixon en 1971: “hacia donde vaya Brasil irá América
Latina”.
Por Luiz Alberto Moniz Bandeira
Escritor cientista político, historiador Brasileño
Traducido para LA ONDA digital por
Cristina Iriarte
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