domingo, 18 de abril de 2010

Boletim Semanal - Notícias

A UNILA AVANÇA

A Universidade Latino americana UNILA da um grade passo ao eleger como seu vice reitor um uruguaio de forte vocação latino americana.
Como o leitor pode ver no seu discurso nossa ligação é antiga. Desde estudante quando, visitando o Brasil, esteve conosco (Betinho, eu e Vinicius) em Belo Horizonte.
O reitor Elgio Trindade também se lembou, numa conversa há pouco tempo, desta época, quando lançamos exatamente os 3 citados em Minas a revista Mosaico, centro dinâmico do pensamento do movimento estudantil em pleno auge naquele momento.
Gerónimo foi também meu sucessor na presidencia da Associação Latino americana de Sociologia (ALAS). ALAS está movimentando-se muito bem nos últimos anos e criou mesmo uma espécie de colegiado dos seus ex-presidentes que seguramente se associará às iniciativas da UNILA.

Desde já podem contar comigo.

Para ler mais sobre a posse e ver fotos da cerimônias, clique aqui.

Para acessar a página da UNILA, clique aqui.

Boletim Semanal - Artigos Acadêmicos

Estamos nesta seção publicando os artigos que foram utilizados na videoconferência de sexta-feria, a segunda que integra centros de pesquisa latino-americanos. Desta vez, por problemas técnicos, ficamos de fora dele. Participaram então: México, Argentina, Venezuela e Chile. Boa leitura!

Propuestas alternativas de integración regional

Modelo de acumulación capitalista a comienzos del Siglo XXI y la integración en procesos de cambio político.

Por:
Julio C. Gambina
Gabriela Roffinelli
Germán Pinazo

I - Introducción

El proceso de integración transita mediante acuerdos entre Estados Nacionales, sobre el marco de una economía mundial. Es una situación que genera varias dificultades, ya que el sujeto organizador de la economía mundial lo constituye el capital transnacional, que actúa sobre los Estados nacionales para liberalizar la economía en función de sus intereses de expansión para la ganancia, la acumulación y la dominación. Al estar los Estados sujetos también a una disputa por el sentido de la regulación y la intervención pública, el proceso de integración global está atravesado por esas contradicciones que pueden constituirse en confrontaciones, por espacios de mercado y a veces, por conflictos entre los propios Estados nacionales.
La economía mundial es un espacio de disputa entre los capitales, en primer lugar, y entre los Estados en segundo lugar. La integración por lo tanto está subordinada a los intereses de la clase dominante constituida desde el capital más concentrado y su capacidad para dirigir, con contradicciones, los Estados nacionales. La búsqueda de las clases subalternas para constituir alternativa resulta de una confrontación con el capital y en la disputa por el control del Estado. Es en esas condiciones que puede rescatarse una perspectiva de integración alternativa.



“Las Economías más Neoliberales, las más Afectadas por la Crisis Mundial: Chile y México”
Orlando Caputo y Graciela Galarce
Marzo de 2010


Índice

I. La visión optimista y propagandística sobre la economía chilena.
II. “Agotamiento relativo del capitalismo neoliberal en Chile ”
III. Contraste entre la propaganda de cómo Chile enfrentó la crisis y la caída del PIB, superior a la de los principales países de AL.
IV, CEPAL: AL, México y Chile crecerían en 2009. En la realidad el PIB disminuyó.
V. Reciente reconocimiento crítico de economistas neoliberales sobre
el fuerte impacto de la crisis en Chile. Primeros meses de 2010
VI. Algunos de los Principales Indicadores sobre el Impacto de la Crisis. Especial referencia a Chile y México
VII: La propaganda nacional e internacional sobre la fuerte disminución de la pobreza en Chile y el “Fraude Estadístico”



LA REFORMA DE LA ARQUITECTURA FINANCIERA INTERNACIONAL:
UNA VISIÓN LATINOAMERICANA Y CARIBEÑA

Jaime Estay

Introducción

El estallido y desenvolvimiento de la crisis económica mundial, ha puesto en un primer lugar, tanto de los debates sobre las causas y contenidos de la crisis, como de las políticas para enfrentarla y evitar su futura repetición, a todo lo referido con el funcionamiento de los mercados financieros y, en particular, con las normas y patrones de comportamiento que definen a la actual arquitectura financiera internacional.
Luego de casi tres décadas desde que empezaron a desplegarse un conjunto de profundas modificaciones en los mercados financieros, las que han recibido el nombre de “innovación financiera”, concentrándose en los mercados bursátiles y abarcando a la velocidad y monto de las transacciones, a los productos negociados, a los agentes participantes y desde luego, a las regulaciones previamente existentes, las cuales fueron sustancialmente disminuidas en el plano internacional y en los espacios nacionales, otorgando la más amplia libertad de movimiento global al capital financiero, resulta evidente que ese patrón financiero y de vinculación entre las finanzas y la producción ha mostrado con toda crudeza sus insuficiencias y límites, constituyéndose en causa principal no sólo de la actual crisis, sino también de problemas semejantes aunque menos graves, que se han venido presentando en las décadas recientes.

Boletim Semanal - Poesias

Poema Oferendas


A festa de ano novo que se consolidou em Copacabana e que conta hoje com cerca de 2 milhões de participantes é um verdadeiro milagre é uma festa sem incidentes entre os participantes é uma demonstração das religiões afro-brasileiras e seu profundo grau de sabedoria.

A cada semana publicaremos uma parte. Para ler as duas primeiras partes, é só clicar nos links abaixo:


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Historiador da Faferj critica a política de remoção no Rio de Janeiro - Brasil

Abaixo indicamos o link para a entrevista de Aurélio Fernandes, pesquisador da Federação das Associações de Moradores de Favelas do Estado do Rio de Janeiro (FAFERJ), onde critica a política de remoção nas áreas de risco em curso no Rio de Janeiro.

Para assistir o vídeo, clique aqui.

Nova programação do I Colóquio de Política Nacional e Internacional / UFRJ

A Retomada do Desenvolvimento e a Agenda das Ciências Sociais:

Perspectivas do Século XXI



I Colóquio de Política Nacional e Internacional/ UFRJ

Programa



Dia 25 de maio


Abertura. 9:00 – 9:50 hs


Marcio Pochmann (IPEA)


Mesa 1. As Novas Rotas da Globalização e as Ciências Sociais: Unipolaridade, Multipolaridade e o Sul. 10:00- 13:00 hs

Presidente: Marco Aurélio Santana

Luis Fernandes (FINEP)

Theotonio Dos Santos (REGGEN)

Carlos Medeiros (UFRJ)

Antônio Carlos Peixoto (UERJ)


Mesa 2. Governo e Políticas Públicas na América Latina

Presidente: Luiz Eduardo Motta 15:00- 18:00 hs

Emir Sader (CLACSO)

Paulo Nakatani (Sociedade Brasileira de Economia Política)

Denise Gentil (UFRJ/IPEA)

Niemeyer Almeida Filho (UFU)


Dia 26 de Maio

Mesa 3. Os desafios do desenvolvimento e as Perspectivas para a década de 2010: Democracia, Equidade e Integração Regional

Presidente: Franklin Trein 10:00- 13:00 hs

Wilson Cano (UNICAMP)

Fabiano Santos (ABCP)

José Carlos de Assis (BNDES)

Carlos Eduardo Martins (UFRJ/REGGEN)


Mesa 4. Estado e Geopolítica: O Brasil no Mundo Contemporâneo

Presidente: Charles Pessanha 15:00- 18:00 hs

Eurico Lima Figueiredo (ABED)

Roberto Amaral (CEBELA)

Beatriz Bissio (Associação Cultural Espaços Diálogos do Sul)

Virginia Fontes (UFF)


Dia 27 de Maio

Mesa 5. Democracia, Movimentos Sociais e os Cenários Políticos na América Latina.

Presidente: Valter Duarte (UFRJ) 10:00 – 13:00 hs

Luis Werneck Vianna (IUPERJ)

Nildo Ouriques (UFSC)

Carlos Nelson Coutinho (UFRJ)

Ingrid Sarti (UFRJ)

Monica Bruckmann (REGGEN)


Mesa 6. O Papel da Universidade no Século XXI e a Sociedade Brasileira

Presidente: Marco Antônio Gonçalves (UFRJ) 15:00-18:00 hs

Mario Theodoro (IPEA)

Raymundo Romeo (Secretaria de Ciência e Tecnologia de Niterói)

Paulo Emílio Matos Martins (ABRAS/FGV)

Oswaldo Munteal (UERJ)

Claudio Gurgel (UFF)


Comissão Científica: Anna Marina Barbará, Carlos Eduardo Martins, Denise Gentil, Emir Sader, Luiz Eduardo Motta, Maria Malta, Monica Bruckmann, Oswaldo Munteal, Paulo Emílio Matos Martins, Rodrigo Castelo Branco, Rodrigo Nobile e Theotonio dos Santos

Comissão Organizadora: Anna Marina Barbará, Carlos Eduardo Martins, Denise Gentil, Luiz Eduardo Motta, Maria Malta, Marcelo Rangel, Monica Bruckmann, Oswaldo Munteal, Rodrigo Nobile e Rodrigo Castelo Branco


Secretaria Executiva: Agatha Justen, Carlos Eduardo Martins, Clarissa Hisse, Diego de Albuquerque Ribeiro, Luiz Eduardo Motta, Marcelo Rangel, Mario Jorge Barretto; Thereza Balliester; e Thiago Brandão Peres




Organização: Departamento de Ciência Política UFRJ; REGGEN/UNESCO, CLACSO; Laboratório de Estudos sobre Hegemonia e Contra-hegemonia LEHC/UFRJ; LEG/UFRJ, LEMA/UFRJ, NIBRACH/UERJ e ABRAS/FGV.


Falecimento do Professor Marco Antônio Cavalcanti da Rocha

É com grande tristeza e pesar que trazemos a notícia do falecimento hoje de Marco Antônio Cavalcanti da Rocha. Abaixo trazemos o e-mail enviado pelo Eurico Figueiredo nos informando da morte.

Prezados colegas,

Com muita dor e pesar informo que faleceu hoje, em Brasília, por volta das 13 horas, vitimado por um segundo ataque cardíaco, o nosso querido Marco Antônio Cavalcanti da Rocha. Como seu colega de trabalho, pude testemunhar, durante os últimos cinco anos, período em que ele permaneceu na nossa UFF, redistribuído que foi da UFRN em 2005 para esta universidade, sua inteligência, sua cultura, sua capacidade de liderança. Distinguia-se pela gentileza das atitudes, pela elegância das palavras, pela correção da conduta, pela cordialidade no trato com todos. Como Chefe, eventualmente vítima de incompreensões injustificadas, procurava entender as circunstâncias para melhor se confortar. Era magnânimo, generoso, dadivoso. Seu rumo de ação era informado pelo espírito aberto e pela invariável boa vontade. Ostentava o maior dos títulos entre os homens: a bondade.
Marco Antônio iniciou sua vida profissional como jornalista, trabalhando entre outros jornais, na sucursal nordeste da Folha de São Paulo. Logo em seguida, por concurso, ocupou o cargo de Técnico em Desenvolvimento da SUDENE. Ingressou na UFRN e chegou ao cargo de Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação. Convocado pelo governo estadual do RN, foi Diretor-Geral do Departamento Estadual de Estatística e, logo depois, no plano municipal, Secretário de Planejamento e Coordenação Geral. Foi Diretor Regional do SENAI. No MEC, entre outras altas funções, assumiu a Secretária de Assuntos Internacionais e foi também assistente de avaliação da CAPES. Ocupou, durante 22 anos, a Direção da Fundação Fullbright no Brasil. Falava e escrevia fluentemente em inglês, francês e espanhol, e conhecia bem o Italiano, o Alemão, o Grego (Demótico) e o Hebraico. Foi Chefe do Departamento de Ciência Política da UFF desde 2006. No cumprimento de suas atividades profissionais esteve na Alemanha, Angola, Argentina, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Israel, Itália, México, Moçambique, Portugal, Suíça, Uruguai e Zimbábue.
Ao falar com sua filha Daniela, poucos minutos atrás, ela resumiu o homem que a família perdeu: "guardarei meu pai como exemplo de bom filho, bom pai, bom marido que nos últimos tempos se transformou no mais terno e doce dos avôs".
Peço ao professor Thomas Heye que dê notícia desta nota ao corpo discente do Curso de Graduação em RI e à Secretária do PPGCP que a circule entre os alunos de Mestrado e Doutorado. Por certo o professor Vágner Camilo Alves, Coordenador do PPGEST, que no momento não se encontra no Rio, concordará que ela deve também chegar aos alunos do Programa sob sua responsabilidade.
Estou triste e abalado pela perda do colega que se tornou meu querido amigo e parceiro. Em uma das suas últimas mensagens a mim endereçadas resolveu chamar-me de "mano". Recebi a palavra como alta condecoração.
Mante-la-ei na memória para sempre. A ausência de sua presença faz-se densa.

O abraço forte do Eurico

Eurico de Lima Figueiredo
Coordenador
Programa de Pós-Graduação em Ciência Política

domingo, 11 de abril de 2010

Boletim Semanal - Artigos Jornalísticos

Deve-se divulgar com destaque esta denuncia. Trata-se de um dos muitos mecanismos que se desenvolverão para captar as enormes reservas que a América Latina e os chamados emergentes estão acumulando neste momento.Este mês estaremos no Equador discutindo o Banco do Sul que poderá neutralizar estas políticas de captação dos excedentes de nosso povo.


Os riscos infinitos do Plano Ômega

O sistema financeiro mundial continua em crise. Os grande bancos norte-americanos foram salvos graças aos aportes financeiros do Estado e, atualmente, dedicam-se ao business as usual, envolvidos em apostas tão ou mais arriscadas do que as que faziam até 2007. Por que acreditar que desta vez os resultados serão diferentes, se o sentimento de impunidade com que os grandes bancos tocam habitualmente seus negócios está agora respaldado pela certeza do salvamento estatal? Os bancos menores lutam desesperadamente pela sobrevivência em um ambiente cada vez mais hostil, pois sua base de clientes (pequenos negócios, imobiliário local e pessoas físicas) também está em crise. Na Europa, o salvamento dos bancos colocou o continente à beira da crise fiscal e o processo de “socialização” dos prejuízos prossegue, como mostra a discussão essa semana da necessidade de absorção de mais prejuízos privados em um país na mira dos “investidores” internacionais. A solução dada para a Grécia – uma garantia mista entre Europa e FMI em caso de agravamento da solvência do país - já suscita a desconfiança do “mercado”. A venda de títulos da dívida grega nessa semana ocorreu a um custo muito alto, mostrando que as iniciativas de solução do problema ainda não surtiram o efeito desejado.
Essa situação de incerteza radical, da qual anedoticamente me utilizo de fatos da conjuntura para mostrar sua validade, tem levado, em um plano estrutural, à busca incessante de novas fontes de lucratividade e de novos modos de funcionamento do sistema de hegemonia financeira. E think- tanks, universidades, consultores não faltam para isso, não apenas nos países desenvolvidos, em especial os EUA. Seus epígonos estão por aí, espalhados pelo mundo, sempre prontos a apoiar as idéias dos “mestres” e elevá-las em seu discurso ao mais alto interesse público local. É a fome e a vontade de comer... dólares, of course.
É nesse contexto que tem de ser entendido o chamado Plano Ômega. Dada a fragilização dos mercados financeiros tradicionais, busca-se descentralizar as operações financeiras para locais com maior potencial de crescimento econômico nas próximas décadas. Obviamente, isso tem de ser entendido como um movimento de extensão geográfica do centro pensante da globalização financeira e não como uma disputa “vencida” pelos mercados emergentes. O Brasil, e mais apropriadamente a cidade de São Paulo, tem sido lembrada nessas discussões sobre os rumos do capitalismo global. O Plano Ômega seria um conjunto de mudanças institucionais que, em conjunto com a movimentação dos bancos de investimento globais, colocaria a cidade como centro de fornecimento de serviços financeiros para a região latino-americana. O financiamento das empresas da América Latina como um todo, seja por emissão de ações ou por emissão de títulos no mercado internacional, seria realizado a partir de empresas localizadas em São Paulo. No jargão do mercado, São Paulo seria um hub, uma conexão, entre as empresas da América Latina e os aplicadores globais.
Mas, para isso, seriam necessárias reformas com apenas um sentido: promover uma ainda maior abertura financeira da economia brasileira de modo a integrá-la ainda mais ao resto do mundo. A legislação tributária para aplicadores estrangeiros teria de ser simplificada e nenhuma restrição a entrada e a saída de divisas é o ideal a ser perseguido. Assim, o recentemente criado imposto de 2% de IOF para aplicações estrangeiras especulativas teria de ser revogado. No âmbito cambial, buscar-se-ia um aumento na conversibilidade do real, provavelmente com a admissibilidade da criação de contas em moeda estrangeira no sistema financeiro brasileiro. No âmbito contábil, está em curso uma adequação das normas brasileiras às internacionais, de modo a facilitar a avaliação internacional das empresas locais (e, daquelas que vierem aqui buscar financiamento, em caso de avanço do Plano).
Pode parecer pouco, mas o impacto dessas medidas sobre a economia brasileira pode ser decisivo para os rumos do capitalismo local nas próximas décadas. Na prática, teríamos o aprofundamento do processo de desnacionalização da economia brasileira, maiores dificuldades em conter a volatilidade cambial (e, portanto, da lucratividade relativa entre os setores integrados comercialmente ao mercado mundial e aqueles que não o são, prejudicando a alocação setorial dos investimentos) e uma maior integração do sistema financeiro local com o internacional. Esse imbricamento aumentaria a vulnerabilidade do sistema financeiro brasileiro aos choque internacionais, acabando com o relativo isolamento dos bancos nacionais que se mostrou decisivo para a rápida recuperação do Brasil quando da crise de 2007-08 (não por acaso o banco brasileiro que estava mais relacionado ao capital internacional, o Unibanco, sucumbiu à crise financeira mundial). O Brasil se tornaria ainda mais dependente do fluxo de capitais estrangeiros e cada vez menos teria possibilidade de implementar uma política econômica autônoma. Ora, os ciclos financeiros variam entre momentos de euforia (capital abundante e juros baixos) e de crise (onde o capital migra para os países do centro, em especial os EUA). Na euforia, teríamos um real excessivamente valorizado, crédito abundante e crescimento econômico acelerado, a partir do endividamento de famílias e de empresas. Na crise, o movimento oposto.
Isso já ocorre hoje, alguém poderia contestar. Mas o que se propõe é enorme e, quando se trata de finanças, o volume é determinante. Criar-se-ia um armadilha que condicionaria completamente a política econômica às possibilidades de entrada de capitais, sob pena de uma crise enorme. Tome-se o exemplo próximo do Uruguay e veja-se como é difícil desmontar o mecanismo de contas em dólar sigilosas existente nos bancos locais sem criar uma enorme crise financeira, com uma desvalorização desastrosa do peso. Os mecanismos seriam outros (aparentemente, não se trata de tornar o Brasil um paraíso fiscal, embora as reformas o aproximem destes), mas as conseqüências, dado o volume de capital envolvido, seriam de ainda mais difícil reversão. Trata-se de um caminho que, se adotado, somente poderá ser modificado com uma enorme crise, provavelmente vinda do próprio funcionamento do sistema em nível global, pois ninguém terá condições políticas de se contrapor à liberalização financeira (estaria criando uma crise econômica, qual governo teria força para agüentar as conseqüências disso?).
Por fim, cabe salientar que a totalidade das medidas que promovem tal mudança podem ser adotadas no âmbito administrativo do Ministério da Fazenda e do Banco Central. Ou seja, trata-se de um verdadeiro “golpe branco”, decidido entre “eles” (o principal articulador do Plano Ômega é o Sr. Armínio Fraga, presidente do Conselho da BM&F Bovespa, acho que não é necessário dizer mais nada) exclusivamente, mas com repercussão permanente para “nós”. É claro que serão agitadas as bandeiras da “modernização” e, até mesmo, da “criação de empregos” no setor financeiro como justificativas para essa ousadia, como mostra nota na Revista IstoÉ Dinheiro do início de março. Historicamente, o déficit democrático no que tange a finança é sempre determinante de seus movimentos de aprofundamento, provavelmente por que se fôssemos discutir as claras as intenções e repercussões de propostas como essas, elas nunca seriam adotadas. Mas, normalmente, denúncias públicas forçam uma discussão mais aberta de temas que eles querem (e necessitam) manter à sombra.

Econ. André Scherer - Abril 2010 -Email: alfscherer@terra.com.br - publicado em www.diariogauche.blogspot.com e www.econobrasil.blogspot.com

Um bom complemento ao artigo acima:



Bancos brasileiros são os mais rentáveis de América Latina e EUA

Os bancos brasileiros são os mais rentáveis quando comparados aos bancos dos Estados Unidos e de toda a América Latina, de acordo com levantamento da Economatica. O Banco do Brasil lidera o ranking, com rentabilidade patrimonial de 34,74% em 2009. Em seguida estão Itaú Unibanco (24,19%) e Bradesco (23,82%). O banco americano mais rentável é o Goldman Sachs, com 19,82%, o quarto colocado na lista formada por 20 bancos.

A reportagem é do portal Exame, 30-03-2010.

Já quando o ranking é feito pela lucratividade, a liderança fica com os bancos americanos, que ocupam as quatro primeiras posições no ranking. O Goldman Sachs lidera, com ganho líquido de US$ 13,385 bilhões em 2009. O BB ocupa a quinta posição, com lucro de US$ 5,828 bilhões, seguido por Itaú Unibanco (US$ 5,781 bilhões) e Bradesco (US$ 4,602 bilhões). Outro banco a aparecer na lista é o Santander Brasil, na 12ª posição e resultado de US$ 1,037 bilhão. Em 2008, o mais lucrativo foi o J.P. Morgan, com US$ 5,6 bilhões. O BB apareceu na terceira colocação, com US$ 3,76 bilhões.

A Economatica considerou os bancos com ativos acima de US$ 100 bilhões para fazer o levantamento. Somente 20 bancos na América Latina e EUA têm ativos superiores a esse montante. O líder é o Bank of America (US$ 2,223 trilhões). O BB é o banco latino americano melhor classificado, com US$ 407 bilhões de ativos, na sétima colocação. O Itaú Unibanco fica na oitava colocação (US$ 349 bilhões) e o Bradesco aparece em nono lugar (US$ 291 bilhões). Em 2008, o Itaú Unibanco era o latino melhor posicionado, na oitava colocação (US$ 270 bilhões). O Banco do Brasil estava na décima primeira colocação com US$ 223 bilhões.

Para o cálculo do lucro dos bancos brasileiros, a Economatica considerou os balanços enviados para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e converteu para dólar usando a taxa (Ptax) de 31 de dezembro. Os bancos brasileiros são os únicos latinos a aparecer nos rankings, dominados por instituições americanas.

Boletim Semanal - Artigos Jornalísticos

DUAS RESENHAS DE THEOTONIO DOS SANTOS: A sombra de Heidegger, de José Pablo Feinman e As Origens do Fascismo, de Mariátegui.

A partir desses dois livros Theotonio dos Santos busca discutir uma questão fundamental para a humanidade em tempos de crise mundial: O Fascismo está morto?

Para ler as resenhas, é só clicar nas capas dos livros abaixo para baixar as resenhas:






Boletim Semanal - Artigos Jornalísticos

Cuba y los derechos humanos: otra mirada

Oscar Ugarteche

ALAI AMLATINA, 10/04/2010. - La huelga de hambre de un opositor del régimen y la muerte de otro han llamado la atención pública mundial sobre el tema de Cuba y los derechos humanos. En efecto, este tema ha sido un parte aguas de la intelectualidad mundial que dejó de asistir a las reuniones en la isla porque no es una democracia. Para afilar esta apreciación, unos escribieron libros titulados “Los últimos días de Castro” y otros artículos titulados “El otoño de patriarca” para mostrar que Cuba y su insoportable situación de derechos humanos caería bajo su propio peso al igual que Europa del Este y la Unión Soviética.

Han pasado casi veinte años desde que este pronóstico fuera dado y los que escribieron eso han pasado a escribir muchas otras cosas y a cambiar el tema de conversación porque Cuba y su revolución son fruto de su historia y de ninguna otra cosa. No de una guerra mundial, ni primera ni segunda; no de una invasión de tanques del país enemigo histórico, ni tampoco de una imposición firmada en Yalta. Porque la división de Europa se pactó en Yalta de forma que el producto luego denostado fue un acuerdo entre las cuatro potencias al final de la segunda guerra. Cuba no se pactó en Yalta. Cuando se firmó ese tratado, Cuba era un burdel administrado por la mafia estadounidense con una inmensa industria azucarera y con un sector de elite de calidad mundial. Tenía el PIB per capita mas alto de América latina, más alto que Argentina aun, y niveles de pobreza y racismo inmensurables.

La revolución cubana es criada en casa contra esas injusticias y agarró el apoyo de la mayor parte de la población que la sigue apoyando, a pesar de lo que sale en los resultados de las encuestas del IRI, encuestas que son una insolencia y una intromisión inaceptable en la vida de Cuba. El derecho a la vida es un derecho que los cubanos han mantenido y defendido, inhibiendo la pena de muerte salvo para casos de traición a la patria, y el uso de la violencia en las calles es impensable. A diferencia de otras democracias que usan las armas para subyugar a la población, en Cuba se usa la razón. A diferencia de México, Colombia y el Perú, donde se matan a ciudadanos por protestar por sus derechos, en Cuba los cuidan.

Si el tema gay fue un tema espinoso en los años 60, queda recordar que ese tema es espinoso aun en muchos países y que leyes de igualdad y de no discriminación sobre esta materia existen en pocos países y que la libertad de ser gay es “mal vista” aun en mucha democracias católicas de confesión. Eso dejó de ser el caso en Cuba después de un aprendizaje duro y esperamos el cambio de las leyes para que exista igualdad entre todos los ciudadanos, pronto.

Los cubanos se quejan de que su servicio de salud se ha deteriorado y que su educación está pasando por una tensión. Se quejan porque todos los ciudadanos tienen derecho a la salud y educación y tienen el espacio para quejarse. Los cubanos que salieron a refugiarse al Perú en 1980 descubrieron muy tarde que eso que a ellos les fastidiaba, en el paraíso democrático no existía.

Me pregunto cual habría sido el destino de estos protestantes en huelga de hambre en una democracia. Me pregunto igual por su destino porque si la muerte es para llamar la atención a las injusticias en Cuba, podemos hacer una larga lista de injusticias en otro lados que son peores. Quizás no exista la justicia, como están constatando los acusados de terrorismo por Estados Unidos que los torturan en tierra de nadie y que no tienen a donde voltear jurídicamente porque los han borrado de la faz de la tierra, detenidos sin acusación desde hace ocho años algunos. Pero ese no es el punto, el punto es Cuba y que en Cuba no hay justicia. No
hay justicia, tampoco hay hambre, tampoco analfabetas, tampoco sexismo, tampoco niños y niñas de la calle. ¿Qué hay en Cuba? Problemas.

Cuba tiene problemas, como todos tenemos problemas. Los problemas cubanos deben de ser atendidos por ellos mismos y mientras más rápido mejor. Eso no quiere decir que la manera de llamar la atención a una situación de detenidos políticos sea el suicidio público. La juventud de
Cuba pide cambios y sin duda habrá cambios. El espacio de discusión público sin duda tiene que seguir abriéndose y deben de seguir actuando en respuesta de lo que brota de estas. Eso es diferente a un golpe de mano que es lo que estos huelguistas de hambre buscan. Si el futuro para Cuba en el imaginario de los huelguistas es un cambio de régimen, como en Irak y Nicaragua, miremos bien.

No tengo la menor duda del apoyo del IRI y de las embajadas de Europa del este a estos huelguistas de hambre, reflejando su historia, los unos y los otros. Solo que esa no es la historia de Cuba. Cuba es de todos y es nuestra sobre todo y nos ha enseñado que se puede ser pequeño, estar jodido, y tener dignidad y sobrevivir casi sin alimentos. Nos ha enseñado que puede construir el destino que quiere y que puede decir NO.

Ciudad Universitaria, México DF,

- Oscar Ugarteche, economista peruano, trabaja en el Instituto de Investigaciones Económicas de la UNAM, México. Es presidente de ALAI e integrante del Observatorio Económico de América Latina (OBELA)


Más información: http://alainet.org

Boletim Semanal - Notícias

ATENÇÃO - Encontro de Atingidos pela VALE no google

Recebemos esta notícia importante e estamos repassando. Abaixo segue a mensagem de Marcos Arruda, que retransmitimos na íntegra.

Amigxs,

Esta mensagem da Karina, economista do Pacs, merece sua atenção! Esta é uma das frentes de trabalho do Pacs, e articulação com várias outras entidades e movimentos! Estaremos recolhendo testemunhos e tecendo estratégias de ação em comum.

Abraços, Marcos

Olá compas

Como sabem, dia 12 - segunda-feira começa o I Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale. Montamos um blog com todas as notícias das Caravanas que atecedem o encontro (em MG e Norte - PA e MA- onde sindicalistas, movimentos sociais e outros grupos e organizações vão visitar locais onde a Vale atua.


Solicitamos que as organizações que recebem esta mensagem divulguem ao máximo este endereço, colocando em matérias, como link em seus sítios eletrônicos e repassando para listas de contatos. Neste momento, esta divulgação é muito importante.

Contamos com a colaboração de todos!

Um grande abraço, Karina

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